Grande Ermo - O bastião da paz nas terras do norte!

O Grande Ermo foi por muitos anos a grande fronteira entre o império de Keoland e o restante do mundo. Sua posição é estratégica para evitar ataques dos baklunitas de Ket (ao norte de Bissel). Outrora, essa vantagem estratégica foi usada para promover invasões, como a que atingiu o sudoeste de Veluna.


O Grande Ermo é um dos domínios mais antigos de Keoland, traçando sua história há mais de novecentos anos. A lenda conta que, após a derrota de Vecna e a dissolução de seu império (localizado na porção setentrional do Vale Sheldomar, segundo algumas versões da estória), a incipiente coroa keolandesa criou uma ordem de cavaleiros na fronteira da região. Os Cavaleiros da Fronteira foram ordenados para impor a lei àquela terra e para reprimir as facções tribais flanenses. Eventualmente, o líder da cavalaria foi nomeado comandante do Grande Ermo, um título que carregava consigo também o controle do território entre Rushmoors e Lortmils.

A vida no Grande Ermo era pacífica e segura, porquanto poucos ousavam se opor ao poderoso comandante. Quando uma ameaça interna preocupava a nação, os Cavaleiros da Fronteira surgiam para contê-la decisivamente com tenacidade. Às vezes, tais represálias vinham com pouca advertência, muitas vezes contra membros aparentemente honrados da aristocracia menor. Os cavaleiros seguiam os ensinamentos secretos de sua inescrutável doutrina, e eles não demonstravam nenhum interesse em explicar suas ações aos plebeus.
Casaco de armas do Grande Ermo mostra o leão das casas nobres de Keoland e a espada que simbolizava os primeiros Cavaleiros das Fronteiras


O início do ano 300 CC trouxe a Horda Descarada baklunita à Ket, causando muita consternação nas cortes ao leste e ao sul. De modo a proteger seus domínios contra a ameaça Paynina, o Rei Tavish I de Keoland ordenou a fundação dos Cavaleiros da Guarda, erguida sobre as bases dos Cavaleiros da Fronteira e comandada por seus líderes. Esta nova e internacional ordem de cavalaria rapidamente se espraiou por Geoff, Bissel e pelo coração do império, sempre mantendo suas fortes raízes e lideranças chave no Grande Ermo. De fato, o comandante se tornou o governante titular da grande ordem de cavalaria e também líder de sua própria nação.

Com a aurora das guerras de agressão de Keoland, em 350 CC, o Grande Ermo ganhou notoriedade internacional como principal ponto de encontro para o Segundo Exército Expedicionário, que invadiu Veluna a partir do sudoeste. Após o sucesso daquela campanha, a capital Colina do Gancho se tornou um importante ponto de parada para caravanas que rumavam ao norte, o que serviu para tornar a província riquíssima.

Em 415 CC, a vida no Grande Ermo havia se tornado extraordinariamente difícil, graças em parte ao Comandante Berlikyn, um governante rude que demandava nada menos do que o máximo de seus cidadãos - o máximo de seu trabalho, de seu dinheiro e de seu esforço. O rei na distante Niole Dra nada sabia das táticas de Berlikyn, enxergando apenas os resultados impressionantes. Como demonstração de apreciação, Tavish III apontou o comandante como Supremo Comandante de todas as províncias setentrionais, que naquela época incluíam o Grande Ermo, Bissel e a maior parte de Veluna. Um período de amarga opressão reinou no norte até que Berlikyn fosse morto na Guerra Pequena.

A morte do comandante do Grande Ermo e a perda de Bissel e de territórios velunenses para Furyondy forçou uma mudança na política de Keoland para o norte. Ciente que os nobres locais não mais tolerariam um comandante rude, o rei permitiu que eles elegessem um de suas fileiras para a posição, e dali em diante dividiu-se o título de "Senhor dos Ermos" do líder dos Cavaleiros da Guarda. O governo e a cavalaria, contudo, continuaram aliados próximos.

Durante muito da era moderna, o Grande Ermo existiu como um próspero centro comercial ao longo das rotas mercantis ao norte de Keoland. Talvez graças à influência dos Cavaleiros da Guarda, os nobres do Grande Ermo sempre gozaram de fortes relações com seus vizinhos em Sterich e Bissel.

Conforme a guerra continental se desenvolveu na última década, os exércitos do Grande Ermo viram pouca ação. Signatária do Tratado de Niole Dra, a nação enviou uma pequena tropa através dos Lombos em 584 CC, pretendendo ajudar Furyondy contra Iuz. Meses depois, o Comandante Petros ficou horrorizado com as notícias de exércitos inteiros de gigantes descendo das montanhas para devastar Geoff e Sterich. Ele imediatamente enviou as tropas que restavam em seu exército para o oeste, apenas semanas antes dos cavaleiros de Ket invadirem como enxames a Bissel.

Então, conforme o Comandante Petros se preparava para chamar seus homens das terras perdidas de Sterich e Geoff, uma grande convocação dos Cavaleiros da Guarda foi realizada pelo enigmático Hugo de Geoff, o Grandioso Wyvern Imperial da ordem. Quase metade dos cavaleiros abandonaram seus postos de guerra para se reunirem em três semanas de intensas conferências secretas em Thornward. O enormemente frustrado Comandante Petros foi convidado para se encontrar com os líderes da ordem na conclusão das conferências.

O comandante abdicou de seu posto dentro de uma semana, nomeando como seu substituto Magnus Vrianian, um cavaleiro de alta patente na ordem dos Cavaleiros da Guarda de Shiboleth. Vrianian deixou a maior parte de seus soldados nas terras perdidas, mas ordenou que uma pequena força fosse enviada ao norte, onde os Cavaleiros da Guarda lideraram ataques furtivos contra os odiados baklunitas que viviam em Bissel. Pouco tempo depois da notícia do assassinato do Beygraf Zoltan, os exércitos do Grande Ermo se moveram através da fronteira, assolando os baklunitas que foram lentos em fugir. Já em Bissel, os cavaleiros tentaram ajudar o povo a reestruturar sua sociedade ferida, chegando ao ponto de destacar membros da ordem para postos de autoridade que estavam vacantes (sem o consentimento do novo margrave de Bissel).

Resolvida a ameaçada baklunita, o comandante pode virar toda sua atenção para as terras perdidas. Sterich foi praticamente libertado até o início de 588 CC, mas a campanha continua em Geoff. Talvez a sua maior vitória tenha sido a liberação de Hochoch, o que ocorreu em 586 CC. Desde então, a cidade tem sido tratada como uma espécie de território anexo do Grande Ermo, porquanto seus líderes pagam tributo ao comandante, sendo muito provável que Hochoch e as terras ao redor sejam oficialmente transformadas em um baronato do Grande Ermo em breve...

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Nota: Este texto é em grande parte uma tradução livre da entrada de Gran March no Living Greyhawk Gazetteer, publicado pela Wizards of the Coast, de autoria de Gary Holian, Erik Mona, Sean K Reynolds e Frederick Weining, publicado em 2000.

Comentários

  1. Muito legal, Mário!
    Mas esse texto parece meio descontínuo, vcs não acharam? De repente surgem alguns nomes, alguns eventos parecem descontextualizados.

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    1. Exatamente. Foi escrito por um abestado.

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