Tragédia em Chathold - 2º Ato

Tratava-se de um convite para uma reunião de emergência com o Lorde Kevant. Algo de importante precisava ser conversado ante do ponto alto dos festejos: a declaração ao povo quanto à aliança de Almor e o Innspa.

O convite tinha origem em uma anterior conversa, havida secretamente entre Dante, Aurold, Valeran e Kevont. A iniciativa do encontro partiu de Kevont, pois a caravana que trazia o Duque de Womtham, Dien Merrond, do Reino de Nyrond para Chathold estava atrasada cerca de uma semana, exigindo-se uma ação de Almor.

Importantes autoridades estavam na cidade, e Kevont sabiaque as hordas hostis do Grande Reino estavam mesmo sempre à espreita de uma oportunidade para causar problemas. Ele não podia de forma alguma descuidar das proteções da cidade, e deveria garantir que a cerimônia se realize sem problemas. Kevont expôs o problema para o Princípie Valeran, prevendo seus próximos passos com um misto de satisfação e surpresa. De sua parte, o Príncipe Valeran enxergou no sumiço do Lorde Merrond uma oportunidade para agradar ao Rei Archbold III de Nyrond, e - de modo privado, em um intervalo no encontro - mandou que Aurold articulasse a ida de seu amado pupilo Dante em uma missão de investigação e, quem sabe, salvamento, do Duque de Womthan. 

Neste encontro com Kevont, da qual Dante também participava como ouvinte, Aurold expõe para O Abade suas intenções. Político, o Abade não desejava recusar o pedido de Aurold, externando uma "estranha" conexão empática entre os dois que Dante mesmo não poderia imaginar existir. Assim, Lorde Kevont acaba concordando com a proposta de Aurold, mas temia que a iniciativa de Valeran causasse ciumeira em outros lordes e acabasse abalando a confiança dos demais na condição de liderança que Chathold pretendia exercer na região - era preciso tomar cuidado com as vaidades dos lordes amigos. Ciente do dano que isto poderia causar às pretensões políticas de Kevont, Aurold propôs então que cada comitiva indicasse, se quisesse, um membro para compor um grupo de homens de armas capazes de investigar o desaparecimento da caravana e, na hipótese de que o pior tenha acontecido, que fossem capazes também de trazer os malfeitores à espada da Lei e ao machado justiceiro de Heironeous.

Kevont agradou-se da ideia, e foi então que mandou que um mensageiro fosse enviado para invocar os membros representantes de comitivas para a abadia de Heironeous, onde tudo seria conversado e a oportunidade de manifestação de cada povo e nação seria dada.

A ideia então concebida foi efetivamente executada no 2º dia de Brewfest, quando,debaixo de muita chuva, as comitivas se reuniram. Para a surpresa de Kevont,Oramy se fez presente, acompanhado de um guarda-costas e, político, não recusou a presença do conhecido. Kevont imaginou que o "puxa-sacos" havia conseguido o acesso por seus ardis típicos, imaginando que o Lorde não ousaria constrangê-lo publicamente.

De todas as comitivas, talvez a de Dragnar fosse a mais hesitante em concordar com a medida, mas sem muita experiência no campo da diplomacia e dos assuntos dos homens, e temendo que uma negativa pudesse resultar em desastrosas consequências para o comércio dos anões de Glorioles, a comitiva dos taciturnos acabou concordando em integrar o grupo, emergindo Dragnar e seu irmão Bûrad como representantes.

Da parte dos elfos, Vexia demonstrava interesse em agir, de entrar em ação e experimentar a aventura fora das Florestas de Adri, como nunca antes. Beren talvez estivesse em dúvida no começo, mas foi perfeitamente capaz de compreender o impacto negativo que causaria sua recusa em representar a tribo Amakiir. Além disso, não lhe agradava a ideia de deixar que Vexia fosse sozinha para o enfrentamento com tais adversidades, já que isto poderia indicar sua própria covardia - algo que seria insuportável aos olhos da bela elfa. A oportunidade de uma aventura longe da floresta, por fim, seria uma experiência valiosa no seu aprendizado.

Brjoff sequer hesitou, pois para os anões das Colinas Pedregosas, divisor natural entre o Ducado de Womtham e o Ermo dos Ossos, manter boas relações com Nyrond será SEMPRE uma prioridade.

Oramy, desejoso de agradar ao Lorde Kevont, ofereceu os préstimos de seu campeão pessoal, Inon - o atirador de facas - um especialista da melhor qualidade (Inon já havia sido convencido, pelo ouro, a se comportar como um servo de Oramy justamente para oportunizar tal feito).

No final, todos retornaram às suas hospedarias, com a certeza de que, no dia seguinte, iriam ver partir a comitiva que resgataria o Duque de Womtham - vivo ou morto...


Comentários

  1. Mais um post?! Disposição total, hein?! Rsrs

    E o grupo está se reunindo para o que será sua primeira aventura juntos...

    O Beren, como você bem comentou na última sessão, foi o que mais se diferenciou do seu antigo "eu". Por não poder haver o multiclasse com o ranger, sua personalidade se alterou um pouco também. Ele se tornou um cara mais introvertido, mas talvez ele se aproxime mais do antigo Beren com o tempo. Se não nas regras, na ficha (acho que só é possível fazer multi no primeiro nível; certo, Bogus?), ao menos na interpretação...

    PS: Eu quase o alterei nesse fim de semana, rs... Fazendo um multi com o kit de arqueiro presente no livro dos elfos. Mas tal kit não é permitido pra multiclasse (se a vexya for guerreira em vez de ranger, recomendo pegar esse kit)...

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  2. Boa, gostei das duas postagens.

    Já me inteirei, pelo menos.

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  3. Show Dieguito! Gostou do intróito do seu PJ?

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