Tragédia em Chathold - 1ºAto

O alto verão vai chegando ao fim nas terras de Flannaess e o povo se agita para a última celebração antes do mergulho no outono frio e no gélido inverno.

Chathold é uma cidade pequena, de aproximadamente 4.500 habitantes, e nela vão se reunir líderes e emissários diplomatas de diversas regiões aliadas do Abade de Almor, Lorde Kevant.

O Príncipe Valeran viajou de Innspa para Chathold com o intuito de assumir os laços de vassalagem com o Abade de Almor, buscando com isso trazer firmeza e sustentação para seu pequeno protetorado, uma vez que Innspa ainda é pequena e possui um diminuto exército, composto eminentemente de veteranos soldados ou de incipientes aventureiros como Dante, que não é o suficiente para proteger a cidade e os feudos vizinhos caso as hostilidades no Ermo dos Ossos piorem e dominem de uma vez por todas a floresta de Adri.

Por enquanto Innspa tem contado com a eficiência das tribos de altos elfos e de elfos selvagens para conter os avanços cada vez mais frequentes dos humanoides que parecem surgir como formigas das Montanhas Cortantes! O Príncipe sente que Ivid V não tem mais o controle sobre o Ermo e sabe que Rauxes está dominada por conflitos políticos e religiosos internos que impedem que o Imperador tome atitudes. Na verdade, alguns conselheiros de Valeran informam que o caos orc no norte se não é fomentado diretamente, ao menos é tolerado com ansiedade pelo Imperador, que espera com isso enfraquecer os inimigos faéricos que residem em Adri e que sempre o impediram de clamar qualquer controle sobre as regiões mais profundas da floresta antiga.

Assim sendo, o Príncipe Valeran decidiu que era hora de emancipar-se completamente de Rauxes, sustentando que Ivid V violara seus deveres como Imperador sobre Innspa. É preferível aliar-se ao Abade Kevant, que apoiado por Nyrond deverá se capaz de executar seus deveres de modo mais completo e adequado. O misericordioso Abade é um homem bom e sincero, incapaz de extorquir seus servos.

Dante é um aspirante na companhia de Valeran e foi trazido às fileiras de sua guarda pessoal por  Aurold Mantos Brancos, um experiente cavaleiro que vem servindo ao Príncipe sem nunca deixar de lado os valores que guiam seus passos: a reunião de todos os bastiões para a retomada da glória antiga do Grande Reino.

Sendo um severo crítico de Ivid V e de todos os seus antecessores, Aurold herdou de seu pai o ódio à Casa Celestial dos Naelax. Aurold é filho de  Andrulf, filho de Calmen, Cavaleiro da Ordem dos Cavaleiros Protetores do Grande Reino. Calmen foi um dos últimos cavaleiros ordenados a serem mortos quando Ivid I deu início à "era da grande perseguição" que visava destruir com todos os traços da Ordem dos Protetores. Ivid I despejou seu ódio sobre os campeões da Ordem, pois nunca tolerou o apoio dado por eles as linhagens dos antigos Reis, deposta com derramamento de sangue pela espada do próprio Ivid durante a Tormenta Entre Coroas, um século atrás.

A Ordem se desmantelou e seu castelo queimado e saqueado. Calmen contava com 45 anos de idade e Andrulf conta que ele tinha apenas 5 anos quando a emboscada teve lugar e seu pai e seus irmãos foram mortos. Ele não se lembra de muito, mas a história lhe foi contada pela velha senhora que o criou e se responsabilizou de transmitir a Andrulf toda a herança do pai. Andrulf nunca perdoou a família Rauxes pela desgraça e sempre transmitiu ao filho, Aurold, esse ódio e ressentimento.

Aurold, que conta com aproximadamente 36 anos de idade, viu seu pai já velho receber misteriosamente um antigo broche que pertenceu ao seu avô. Quando isto aconteceu, Aurold tinha mais ou menos 15 anos de idade. O broche estava amassado e envelhecido pelo sangue de seu antigo portador. Andrulf morreu naquela noite, com o punho cerrado em torno do broche. Foi ali que Aurold decidiu seguir pelas trilhas do avô, honrando, sempre que possível, a antiga Ordem dos Protetores e foi por isso que aceitou educar Dante deste a jovem idade, para  dar a ele e a si mesmo a chance de proliferar mais uma vez os valores que norteavam seu avô.

Aurold conquistou para si um pouco de fama, e um pequeno punhado de seguidores, e foi por causa desta admiração que eventualmente foi admitido como Conselheiro do Príncipe e obteve a oportunidade de convence-lo a aliar-se ao Abade de Almor, rompendo qualquer laço com o Imperador.

Nesta viagem para Chathold, Aurold trouxe o mirmidão Dante para acompanhar a comitiva que protegeria o Príncipe naquela que, para Aurold, seria sua mais importante missão. Fazendo isso, Aurold espera que Dante comece a aprender um pouco sobre política, expandindo seus conhecimentos para além do que um homem forte como ele pode fazer no campo de batalha. "Muitas guerras são vencidas antes mesmo de começarem", é o que diz Aurold, sempre complementando que "devemos preservar o fio de nossas espadas para os pescoços daqueles inimigos que realmente mereçam essa honra."

A comitiva de Valeran chegou a Chathold no 26º dia da Colheita, numa tarde ensolarada.

Beren vem do norte da floresta de Adri, onde as tribos élficas, espalhadas pela imensidão dos bosques, lutam todos os dias pela defesa da floresta e de seus povos. A tribo de Amakiir é liderada por sua mãe, Avanya Amakiir. Beren acredita ser o fruto de um amor proibido entre a bela elfa Avanya e um homem, mas a verdade talvez nunca lhe tenha sido contada pela elfa, que demonstra sempre incômodo com qualquer pergunta neste sentido, situações onde sempre lança mão de suas reservas de privacidade como motivo para evadir-se das questões. Avanya era esposa de Elentur, com quem teve um filho chamado Eliontil, meio-irmão de Beren. A concepção de Beren acontece algum tempo depois da morte de Elentur por humanóides e alguns homens guerrilheiros dos Ermos dos Ossos, instilados pelo Imperador para dominar e destruir tudo o que é belo e precioso aos olhos dos elfos na floresta de Adri.

Eliontil, muitas primaveras mais velho que Beren, nunca aceitou a morte precoce e violenta do pai, e tampouco aceitou seu meio-irmão Beren. Deste modo, o meio-elfo conviveu com a rejeição constante do irmão e, apesar do amor contido da mãe, sentia-se envergonhado por sua condição e por diversas vezes percebeu nos olhos de seus "pares" possuir algum motivo para isso. Desde jovem Beren demonstrava aptidão para os estudos, algo que é normalmente valorizado pelos elfos, mas que nas tribos locais era visto por vezes como um desperdício ante a necessidade de engrossar as fileiras contra os humanóides. Nada obstante, foi na casa de Írendïl que Beren passou muitos dias estudando e tornando-se aprendiz de feiticeiro. Írendïl é um antigo elfo de seu povo, não é um mago poderoso, mas possui sua cota de truques possantes e uma inteligência afiada.

Quando Avanya designou Beren para representar seu povo no Concílio de Chathold, anunciado pelos arautos do Misericordioso Abade, o meio-elfo hesitou, pois não queria deixar a floresta e tomar partido destes assuntos enfadonhos. Mas Írendïl o incentivou, quando o lembrou que nem todo conhecimento se adquire através dos livros e que há muita sabedoria espalhada pelo mundo. Além disso, Beren possuía muito talento inato, mas com os velhos livros de Írendïl ele jamais poderia alcançar todo este potencial. Viajar é preciso. "Atire-se ao mundo, e não deixe que ele o atire de volta, pois ele vai tentar."

Beren não partiu sozinho de Adri, pois Vexia Telerandë o acompanharia até Chathold.

Vexia é filha de Íramö e Fairë, a fada - como é conhecida. Vexia já se notabilizou em diversas oportunidades por suas habilidades com o arco e com a flecha, sendo destemida na defesa das fronteiras de sua tribo e no auxílio das criaturas selvagens que vivem em Adri. A exposição ao perigo não agrada a Íramö , Senhor do Clã Galathand e pai de Vexia. Antagonizando a história de Beren, os pais de Vexia pretendiam que ela estudasse as artes arcanas e se preparasse para exercer a feitiçaria contra os inimigos, jamais que pegasse em arcos e espadas para isso, pois embora matriarcal, as sociedades élficas detestam a violência e quando isso é necessário a tarefa "inglória" recai sobre os ombros dos machos da espécie, reservando-se as tarefas mais nobres e importante para as fêmeas. Considerando-a ameaçada por suas próprias atitudes temerárias, Fairë aceitou o pedido de Avanya para que Vexia acompanhasse o jovem Beren na viagem até Chathold, como uma protetora.

Mas, na verdade, Fairë tem segundas intenções, pois já os viu juntos antes nos bosques e sabe que Beren possui o sangue da nobreza faérica dos Amakiir. A despeito de se tratar de um meio-humano, fato que desagrada a Íramö, Fairë acredita que o romance e eventual enlace matrimonial atrairá Vexia para as tarefas nobres que se espera que cumpra. Talvez o calor do meio-homem sossegue seu apetite por aventuras...

Beren e Vexia chegaram à Chathold no 26º dia da Colheita, durante o crepúsculo vespertino.

Dragnar é filho da anã Zûl e de Anbad. O pai de Dragnar é um sonnlinor, um sacerdote especialista de Moradin que é integralmente dedicado a excelência no combate através da fé no Forjador das Almas. Aliando a virilidade e destemor dos anões em batalha com a dedicação e sabedoria dos sacerdotes de Moradin, Anbad destacou-se em praticamente todas as grande lutas contra os orcs e goblins na defesa das Montanhas de Glorioles, sua terra natal.  Os anões de Glorioles têm assistido com desgosto aos últimos 150 anos de história do Grande Reino, desde a Tormenta entre Coroas até os dias presentes. O aumento da violência no Grande Reino, que instiga e patrocina latrocínios nas planícies vizinhas de Glorioles já vitimou alguns irmãos, filhos de Moradin, e como o comércio já não mais se justifica ante a penúria vivida pelos homens daquelas terras, muitos  líderes de clãs dourados e prateados têm sugerido que os anões se trancafiem no interior da montanha até que as eras passem e os homens resolvam seus problemas.

Não é o caso de Anbad, que refuta concordar que os anões de Glorioles se transformem em Toherntik-Dwur, ou anões isolados, como se diz em língua comum. A última esperança de Anbad para evitar que isso ocorra é dar uma boa razão aos seus irmãos para continuarem tendo fé nos homens. Quando os arautos do Abade chegaram a Glorioles com a notícia do concílio e da decisão de Valeran, Anbad quis saber mais. E como nenhum alto clã dourado quis votar pelo envio de uma comitiva e o Rei Felgir não desobedece a decisão soberana destas castas nobres, Anbad decidiu enviar o próprio filho, Dragnar, para que levasse consigo a notícia dos anões e a disposição de muitos deles em lutar por Kevont na restauração da paz no Grande Reino, bem como em estabelecer um comércio próspero de duradouro. E como amostra da boa vontade, Dragnar foi municiado com uma gema polida de mitral - o mineral mais raro do mundo, para que fosse presenteado a Kevont, e uma gema polida do mais belo jade para que fosse presenteado a Valeran.

Juntamente com Dragnar partiu uma pequena comitiva de seis anões, sendo que dois membros são irmãos de Dragnar: Undal e Burâd- guerreiros e artífices habilidosos.

A comitiva de Dragnar chegou em Chathold na fria manhã do 27º dia da Colheita.

Dragnar esperava encontrar Bryoff Ossoslargos em Chathold, pois Felgir disse que os "primos" das Colinas Pedregosas  (Flinty Hills) também iriam enviar representantes ao evento, e Bryoff deveria ser um dos emissários.

Na verdade, a comitiva tinha em Bryoff um de seus principais homens de armas, pois o anão não era o que se podia chamar de diplomata. Era seu irmão Khâlush quem realmente faria as vezes de representante  do povo anão das colinas pedregosas.

Bryoff e Khâlush têm mais do que laços fraternais, pois são verdadeiros amigos na acepção mais plena do termo. A região é estrategicamente importante porque esta larga e profunda serra marca não só a ponta meridional das Montanhas Cortantes, como também define as fronteiras baixas do Ermo dos Ossos e a fronteira leste de Nyrond e do Principado de Innspa, naquela parte em que a mata da Floresta de Adri recobre as colinas.

Muitos halflings habitam a região, formando vilarejos, porém não são suficientemente organizados para formar ligas ou nações, de modo que eles se sujeitam à autoridade dos anões e seus clãs dominantes.

Bryoff e sua comitiva chegaram em Chathold durante o início da noite do 27º dia da colheita.

Inon é filho de ninguém. Ele não sabe quem são seus pais e onde nasceu e nem porque teve a sorte de conhecer Garick quando não era mais do que um recém-nascido indefeso. Aquele homem velho, a quem chamava poucas vezes de pai, costumava lhe dizer que o havia encontrado em uma vila saqueada pelos guerrilheiros do Imperador, quando a fronteira de Nyrond e Almor não era tão pacífica quanto agora. No entanto, a natureza violenta e às vezes perversa de Garick muitas vezes levou Inon a pensar se seus pais não teriam sido mortos por aquele homem em alguma contenda antiga.

Garick ensinou muito a Inon, mas não pelas lições morais ou por bons exemplos e sim pelo contrário. Inon cresceu nos  acampamentos e assentamentos frequentados por seu "pai", locais repletos de bandidos e bandoleiros de toda espécie. Mercenários cruéis dispostos a estuprar, roubar e matar por um punho de pratas. Houve um momento de sua vida em que Inon pensou que este era o único modo de vida que os deuses haviam reservado para ele. A vida era dura e este tipo de prática violente era muitas vezes a única forma de se garantir o mínimo existencial. Garick, neste sentido, nunca deixou faltar o pão e o leite para Inon, e não foram poucas as vezes em que, dentro de sua especial brutalidade e insensibilidade, Garick partilhou do pouco que tinha para dar alimento ao "filho". Era, sem dúvida, uma forma estranha de demonstrar carinho. E era a única. O bruto não apreciava qualquer sinal de afeto ou de fraqueza por parte de Inon, que se ressentia disso, embora tenha eventualmente recrudescido a própria alma para suportar a frieza de seu mundo particular.

Quando jovem, Inon apanhava esporadicamente de Garick, sempre como uma lição para um ato de rebeldia contra o "pai", mas as surras só se tornaram frequentes quando Garick perdeu uma perna em batalha. Uma faca cortou-lhe na altura da pélvis e provocou um sangramento inacreditável. Foi por sorte que a amputação rápida do membro proporcionou a salvação de sua própria vida naqueles instantes.  Mas dali em diante a vida do homem perdia seu sentido, e as amarguras e frustrações que eram descontadas nos inimigos agora eram atravessadas à vara no corpo de Inon. O ápice das agressões aconteceu quando Inon foi a uma taverna para chamar o "pai" e leva-lo para casa, pois estava frio e o homem já havia bebido muito. Envergonhado pelo tratamento que lhe era dispensado pelo "filho", Garick não suportou o olhar jocoso dos amigos e conhecidos, e surrou Inon ali mesmo. A violência foi tamanha que Inon poderia bem ter se tornado um aleijado.

Daquele momento em diante Inon reuniu forças para sair deixar Garick e aquela vida para trás, partindo para sempre. Sua vida errante começaria assaltando caravanas nas imediações dos Bosques dos Ossos, mas a natureza assombrada do lugar o espantou em direção das vilas pequenas do Principado de Rel Deven, na Província Meridional do Grande reino. Ele, porém, não era um ladrão. Não se identificava com este tipo de atividade, embora fosse um homem habilidoso o bastante para trabalhar em um circo, até mesmo, se preciso fosse.

A confirmação deste fato ocorreu quando Inon, esfomeado, incorreu no equívoco de tentar assaltar um Lorde da cidade Rasfern. No episódio, Inon quase foi preso e poderia ter sido executado, mas sua pele foi salva por Knara, uma ladra em começo de carreira, infame por suas pequenas "conquistas" pessoais àquela altura da vida. Ela driblou os guardas do Lorde e salvou Inon, levando-o para seu esconderijo, onde ele desmaiou de inanição. Knara levou alimentos e água e cuidou de Inon por alguns dias até que ele estivesse plenamente recuperado.

Os dois ainda andaram juntos por alguns poucos dias, período em que se conheceram. Durante algum tempo, Inon chegou até mesmo a pensar que Knara poderia ser o norte que faltava em sua vida, embora não aprovasse seu estilo de vida. Mas um dia ela partiu do esconderijo e Inon entendeu que a vida deveria seguir para ele, sem Knara por perto, e que aquele fio de esperança era uma desilusão de sua parte. Um completo sinal de fraqueza. E ele pensou em Garick, de modo como não fazia há alguns meses.

Desde então, Inon deixou o banditismo de lado, para tornar-se um soldado mercenário, servido a qualquer Senhor que quisesse pagar de modo justo por seus serviços, recusando-se a executar tarefas dignas de carrascos ou vis demais para serem suportadas em sua consciência.

Neste novo caminho, Inon se destacou pelo uso das facas como sua arma predileta, tendo sido capaz de derrubar alguns adversários improváveis, atraindo para si uma considerável fama, que eventualmente o levou até Chathold, pois Oramy era um velho alquimista da confiança de Lorde Kevont e levaria suas preciosas mercadorias para aquela cidade e precisava de alguns homens de armas para escoltar seus pertences contra bandidos nas estradas. Claro que a experiência de Oramy não era sem sentido, pois especialmente Inon teve de por à prova suas habilidades em uma importante situação de confronto com bandidos. Algo que marcou Oramy...

A caravana de Oramy, protegida por Inon e mais três homens de armas, chegou a Chathold durante a noite do 27º dia da Colheita, quando um vento uivante soprava trazendo consigo os primeiros sinais da chuva torrencial que cairia sobre a vila na semana que se seguiria.

Os personagens membros de comitivas e missões diplomáticas estão hospedados na enorme basílica de Heironeous, uma verdadeira fortaleza, que se projeta imponente sobre o topo de uma falésia, podendo ser vista com clareza de qualquer lugar da cidade, somente parcialmente encoberta pelos muros maciços que protegem o distrito nobre da cidade.


Inon, que é o único personagem a não integrar comitivas, hospeda-se junto aos membros de sua caravana em uma antiga e tradicional estalagem de Chathold, conhecida pelo nome de "O Gato Embriagado". De lá, Inon pode contemplar a vista da forteleza e percebe como ela se sobrepõe à toda cidade por sua imponência, especialmente sobre o porto de Chathold, que embora pequeno, está repleto de embarcações, a maioria delas semelhantes a galeras de guerras.

É uma semana de festividade em Chathold que, apesar de ser uma cidade bastante militarizada, possui sem dúvidas um número significativo de aldeões e servos. Estes últimos costumam morar em fazendas e lugarejos próximos da cidade murada, onde criam ovelhas para corte da lã, plantam trigo (em pequenas quantidades) e cevada (pequenas quantidades), criam gado leiteiro e plantações de amoras e amoeiras, de cujas folhas se alimentam os bichos-da-seda, desejável praga para produção dos fios que são extraídos dos seus casulos.

Há alguns comerciantes que vivem na cidade também, especialmente artífices e ferreiros que transformam o cobre em toda sorte de utensílios e até em armas - embora o ferro seja mais usual, a tradição do uso do cobre e do bronze derivam das épocas gloriosas do Império de Aerdy e dos tempos em que o Grande Reino não era dominado pela casa celestial de Rauxes. Tradições assim não são abandonadas com o passar de apenas um século.

A cidade é eminentemente pacífica, já que se trata de um reduto importante para sacerdotes e clérigos de Heironeous na região, o que faz de Chathold o último ponto de luz do Grande Reino, dominado pela Igreja de Hextor - o meio-irmão maligno de Heironeous segundo o senso comum.

Durante o 28º dia da Colheita, os personagens aproveitam para andar pelas ruas da cidade, oportunidade em que puderam se familiarizar um pouco com Chathold e seu povo. No 1º dia de Brewfest, porém, os membros de comitivas recebem um comunicado para uma reunião de emergência com o Lorde Kevant. Oramy recebeu o mesmo aviso, e suspeitava que se tratasse de algo realmente grave, do qual ele já tinha ciência desde que chegou à cidade...

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