A Fonte Secreta - 42º e 43º Atos

Os personagens estavam reunidos na estalagem do Dragão Negro, no escriburgo da Cidade Livre de Greyhawk. A discussão inicial sobre o destino de cada um foi momentaneamente deixada de lado me prol dos esforços que precisavam ser envidados a fim de localizar o anão Brÿjoff e o Togus, o cunhado de Beren.

O grupo sabia que isto poderia atrasar seu retorno para Tellene, mas era um dever ético pelo menos tentar encontrar os companheiros desaparecidos. Assim, para facilitar a vida de todos, Dragnar decidiu que aquela era uma boa hora para pedir a Moradin que lhe concedesse o dom da divina visão. O ritual era complexo e exigiria um tipo específico e caro de vasilhame, onde o anão despejaria água benta e, mediante fortes orações, invocaria o poder de seu deus patrono.

Enquanto o anão descansava e meditava, concentrando-se para fazer o ritual, Beren e Dante caminharam até o mercado alto de Greyhawk, no verdejante bairro dos jardins. Buscavam comprar o tal vasilhame e por acaso uma de suas conversas foram ouvidas por um estranho encapuzado.

O estranho se aproximou, pois ouviu que o grupo havia estado nas ruínas do Castelo de Greyhawk. Esse estranho era Inon, um viajante dos Planos, egresso das Terras Exteriores. Ele estava na cidade para encontrar informações sobre uma relíquia, uma antiga chave mágica criada pelo mítico Zagyg e aqueles dois que estavam em sua frente pareciam ter acabado de sair da fortaleza do arquimago em questão.

O diálogo começou truncado e cheio de mistérios, mas logo os três perceberam que talvez aquela fosse uma coincidência muito feliz, pois Inon viera a Greyhawk a mando de Melbreunor - justamente o "amigo" de quem Solfiere falara anteriormente. Por outro lado, a chave que Inon procurava era justamente o artefato que Beren usou para controlar a armadilha dos deuses no confronto final com Iggwilv. As teias de Istus estavam sendo confeccionadas mais uma vez diante de seus olhos, um fato que não poderia ser negado nem mesmo pelo mais cético dos céticos.

Depois de adquirirem o vasilhame, Beren e Dante retornaram para a estalagem acompanhados de Inon, reencontrando com o restante do grupo onde toda a história foi repassada e Inon foi apresentado. Sua missão em Greyhawk estava terminada antes mesmo de começar, de outro lado, ele poderia ser muito útil para ajudar os personagens a navegar por Sigil.

O ritual de Dragnar foi completado e Brÿoff foi localizado nas imediações das ruínas da Torre de Guerra do castelo. Ele estava acompanhado de Togus, mas o incipiente guerreiro estava aleijado, sem as duas pernas - amputadas em severo combate. Consternados, Beren foi ao encontro deles em um piscar de olhos e às expensas de uma fração importante de sua mana. Ele retornou com os amigos, e preocupou-se em encontrar sua amada Phrowenia e dar-lhe as tristes notícias e confiar a ela os cuidados necessário com a recuperação de Togus.

A tristeza, porém, não poderia deter o arqueiro arcano por mais tempo, já que o retorno para Tellene era urgente. As instruções básicas necessárias foram deixadas por Solfiere (inclusive um desenho pormenorizado do portal existente nos pântanos das brumas, ao sul da cidade livre), que a esta altura já havia se retirado com Artin e Velian rumo ao Reino Sagrado de Furyondy.

Beren levou todos até lá com segurança, desperdiçando mais uma fração importante de seu poder mágico. De lá, Inon os guiou através do portal, viajando com o grupo até Sigil.

Os personagens chegaram uma galeria subterrânea de esgoto sob as ruas de um dos distritos mais sujos e perigosos de Sigil. Inon estava ali e evitou que o grupo se perdesse tanto física quanto mentalmente ante a confusa e hostil atmosfera da Cidade dos Portais.

A cidade possuía uma geometria irracional, acompanhada de uma física estranha e surreal. De onde os personagens estavam podiam ver que a cidade crescera no interior de um  anel gigantesco, estendendo suas construções densamente ao longo de todas as paredes do interior até ângulos invertidos com mais de 110 graus de inclinação. Simplesmente fisicamente impossível de ser realizado para os padrões de Tellene ou Oerth.

A luz do dia penetrava na cidade pela abertura central do gigantesco anel formado pela cidade, mas no "firmamento" não havia sol ou lua, ou astro qualquer, mas sim somente a luz perene que agora ia se dissolvendo e trazendo consigo a "noite" extraplanar.

Mais estranha que a geometria da cidade eram seus habituer. Monstros talvez fossem as categorias menos repugnantes, pois diabos e demônios dividiam as ruas de forma minimamente pacífica e civilizada, como se naquele terreno as animosidades fossem momentaneamente deixadas de lado em prol do convívio de todas as espécies e raças do multiverso.

Dante, especialmente, sentia repugnância e agitava-se em seu espírito pois sabia que seu corpo era o receptáculo da alma maldosa de Kabori.Os personagens pensaram em tomar abrigo em uma estalagem pouco hostil que conseguiram encontrar, porém preferiram importunar Melbreunor naquela mesma noite.

Assim, Inon guiou o grupo até a loja de alquimia de Melbreunor, que ficava já no distrito dos escribas, vizinho dos guetos e becos do quarteirão dos mendigos. A casa era grade, de arquitetura arrojada, como era o padrão de Sigil. Mas ao baterem na porta e serem atendidos por um servo invisível, não constatando a presença de seu mestre, adentraram apenas para serem surpreendidos por uma criatura negra como a escuridão mais profunda, e que se movia pelas paredes e pelo chão como uma sombra quadrúpede e sinistra. Ao mesmo tempo que viam o elfo Melbreunor desfalecido sobre sua escrivaninha, os personagens não puderam reagir a tempo quando a criatura se evadiu e precipitou-se no abismo vizinho à rua da loja de aquimia, desaparecendo no vazio não sem antes algum drama.

A casa e a loja estavam aparentemente intactos, mas Melbreunor estava moribundo e nenhuma magia divina ou arcana, por mais poderosa que fosse, curou seus ferimentos ou sarou sua alma. Consternados, os personagens ficaram quase sem ações, mas Inon decidiu que era preciso saber o que estava acontecendo e avisar alguém que pudesse ajudar, tendo assim se decidido a ir até o Clã dos Escribas, onde conhecidos de Melbreunor poderiam aconselhar-lhe.

Inon, porém, jamais chegaria a alcançar os salões do Clã.


Comentários

  1. Porra! Consegui desativar a postagem de comentários pelo perfil do Google+. Agora todo mundo pode postar comentários como era antes. Acho bem melhor, se não se importam. Até porque a vinculação não permite que pessoas sem perfil no G+ comentem.

    O único problema é que os comentários feitos através do Google+ nas postagens antigas irão desaparecer do Blog.

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  2. Sem problema... Também prefiro que não seja pelo google+.

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  3. Ae, fiz as correções necessárias na Postagem! rsrsrsrs

    Não lembrava o que tinha ocorrido com o Togus... rs

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