A Fonte Secreta - 25º Ato

Cansados e desiludidos, Beren, Dante e Dragnar retornaram à sala da estátua para dormirem. Quem sabe um novo dia não iluminaria suas mentes o suficiente para descobrirem uma saída daquele labirinto?

Com uma esperança renovada após o descanso, o grupo partiu, mas qual não foi sua surpresa quando viram que o corredor pelo qual haviam passado várias vezes no dia anterior não tinha mais saída! Usaram de todos os seus artifícios para procurarem por passagens secretas, mas foram absolutamente incapazes de encontrarem qualquer coisa. A armadilha de Zagyg se revelava uma prisão da qual não havia como escapar...

Enquanto Dragnar procurava por passagens nas paredes, Dante procurava por respostas orando em frente à estátua de Boccob e Beren vasculhava o imenso grimório à procura de uma magia salvadora. Nenhum deles fora capaz de encontrar coisa alguma, contudo, e eles não sabiam mais o que fazer.

Após um incalculável período de desilusão, em que os três ficaram sentados no chão olhando para o nada, o mago resolveu aproximar-se da estátua. Ao tocá-la, sentiu novamente aquela estranha fraqueza nas pernas, que levava a uma quase irresistível necessidade de prostrar-se. Como uma última tentativa de sair dali, ele decidiu não mais resistir, ajoelhou-se e pediu a seus companheiros que fizessem o mesmo: "Zagyg, você já provou que nada mais somos do que palhaços. Agora, por favor, liberte-nos e permita que prossigamos em nossa jornada".

Imediatamente as roupas dos personagens passaram pela mesma mudança que a de Dante no dia anterior e eles ouviram um barulho vindo do corredor: era uma pesada parede se movendo...

Após um rápido agradecimento, os três personagens saíram da sala, se dirigindo, enfim, para a saída. Porém, não chegaram a um local conhecido, mas sim a uma grandiosa câmara imersa em uma profunda escuridão.

Assim que Dante passou ao lado de uma reentrância na parede, seu bastão solar explodiu, assustando-o e ferindo levemente a sua face. De súbito, duas poderosas chamas se elevaram, iluminando a sala e revelando mais de uma dezena de pedestais. Sobre eles, estranhos globos repletos de um líquido verde viscoso continham uma pérola. O mago não foi capaz de identificar uma aura mágica, mas percebeu que era possível fazer escorrer o líquido e retirar as pérolas, mas preferiu não fazê-lo nesse momento, ainda mais ao perceber que as inscrições em cada um dos pedestais eram exatamente as mesmas que apareciam abaixo da carranca dos palhaços no labirinto do qual haviam acabado de sair.

Seguiram até o final da câmara, onde uma cortina trazia um palhaço se alimentando de pérolas. Entreolharam-se, sem entenderem exatamente o que aquilo queria dizer, se era uma metáfora ou uma instrução. Preferiram abrir a cortina a arriscar-se.

Viram uma grande mesa de pérola. E sobre ela todos os seus itens que haviam desaparecido, além de alguns outros desconhecidos, provavelmente de outros aventureiros que haviam passado por aquele labirinto. Estranhamente, pareceu ao meio-elfo que os itens mágicos estavam sendo absorvidos pela mesa e o grupo logo pegou todos aqueles itens, assim como as pérolas da sala anterior (que poderiam ser utilizadas para identificar os itens encontrados).

De ânimo renovado, o grupo prosseguiu por uma abertura circular localizada na parede norte. Ela prosseguia por muitos metros até chegar a uma cortina de seda. Passando por ela, eles caíram em um corredor, percebendo que eles acabavam de sair pela boca de uma grande escultura da cabeça de um palhaço.

Seu repentino surgimento assustou dois guerreiros que estavam no corredor. Eles apontaram suas armas para os recém-chegados e exigiram explicações. Após uma breve conversa, os personagens perguntaram aos desconfiados soldados se eles haviam visto um anão e um humano passando por ali. Com a resposta positiva, foram na direção apontada pelos soldados, todavia, assim que cruzaram a passagem para a outra sala, viram outro soldado soltando uma corda e uma rede caiu sobre eles. Apenas Beren foi rápido o suficiente para rolar para trás, tendo Dragnar e Dante sido enredados.

O mago viu que os dois soldados vinham correndo na sua direção e não pensou duas vezes, conjurando uma Bola de Fogo que imediatamente os matou. Em seguida, ameaçou o soldado restante de que ele teria o mesmo fim de seus companheiros se não largasse sua arma. O soldado obedeceu, mas tentou fugir assim que o mago abaixou-se para ajudar seus amigos a libertarem-se da rede, obrigando-o a conjurar uma magia de sono.

Interrogado, o soldado revelou que fazia parte de um grande grupo de aventureiros que viera ao castelo em busca de riquezas. Porém, as dificuldades da masmorra revelaram-se grandes demais, e, agora, ele fora o único que sobrara. Mencionou que eles estavam na Torre do Poder (também conhecida como Torre da Magia), um local bastante perigoso, especialmente nesse nível, onde um guardião transformava pessoas em pedra.

O soldado estava com um estranho sorriso no rosto ao mencionar o guardião, especialmente ao afirmar que ele poderia ser convocado, e Beren percebeu que ele estava com um pequeno objeto na mão que tentava levar discretamente aos lábios. Rapidamente usou uma de suas mãos para impedi-lo, ao mesmo tempo em que levava a Piscadinha ao pescoço do guerreiro.

O soldado pareceu não se importar com a ameaça, continuando em sua tentativa de levar o objeto aos lábios mesmo após a espada furar a sua pele, o que acabou levando-o à morte.

Curioso sobre o que levara àquele homem a se matar, Beren viu um adornado apito contendo uma magia de transmutação. Os outros soldados tinham objetos idênticos e Dragnar e Dante ficaram com eles.

Seguiram por um corredor e facilmente perceberam a existência de uma passagem secreta, que, aberta, revelou outro corredor. Ao fundo, era possível escutar uma conversa acerca de uns idiotas presos no labirinto, os quais, em breve, iriam dividir a cela com o idiota que haviam capturado há pouco. Não foi difícil aos personagens concluir que os "idiotas" mencionados eram eles próprios e lentamente prosseguiram na direção das vozes...
   

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