A Fonte Secreta - 21º Ato

O grupo decidiu dividir-se para comprarem os suprimentos necessários à jornada ao Castelo. Todas as descrições indicavam um local grandioso, podendo ser necessário ficar em suas masmorras durante semanas, sendo aconselhável uma preparação cuidadosa.

Togus foi até um ferreiro para comprar uma nova armadura, Dragnar foi atrás de mapas e bandagens, Beren foi à biblioteca conseguir mais informações sobre o Castelo, enquanto Dante e Wooly foram comprar cordas, provisões e demais utensílios mais básicos, porém não menos importantes. Já Brÿjoff ficou na estalagem, de forma a proteger Phrowenia, que, sentindo-se indisposta, preferiu ficar no seu quarto.

À noite, Beren foi conversar com a bela ruiva e acabou descobrindo o motivo de sua indisposição: ela estava grávida... O meio-elfo não sabia o que pensar. Ele estava feliz com a ideia de ter um filho, mas aquilo complicaria muito a sua missão. Se aquela fosse uma tarefa qualquer, ele nem pensaria duas vezes antes de dedicar toda a sua atenção à Phrowenia e ao rebento, mas aquela era uma missão divina, de grandes consequências para Oerth e Tellene, e ele não poderia simplesmente abandoná-la, especialmente considerando-se a proximidade de seu fim.

Phrowenia chorava ao revelar o que ela já desconfiava há algum tempo. Receosa, observava seu amado esperando por sua reação. Ele sorriu e abraçou-a, mas ela via a preocupação em seu olhar...

Beren tentava confortá-la, afirmando estar verdadeiramente feliz, mas não escondeu suas preocupações. Seria muito perigoso ela continuar na viagem, mas, ao mesmo tempo, ele não poderia simplesmente deixá-la ali, sozinha. Ele precisava conversar com seus companheiros para buscar uma solução, mas tranquilizou-a vê-lo afirmar que não a abandonaria.

Primeiramente, conversaram com Togus e depois revelaram a gravidez aos demais. Após algumas felicitações, discutiram acerca das implicações que aquela situação traria ao grupo. Dragnar logo cortou qualquer possibilidade dela seguir com eles. O risco era grande demais e não seria nada prudente. Beren nem questionou, pois, em verdade, pensava o mesmo. Estava a ponto de dizer que teria que abandonar a jornada quando o experiente anão veio com uma ideia: poderiam procurar por um templo de Myhriss ou Sotillion, deusas a quem Phrowenia venerava. Lá ela estaria sob constantes cuidados e poderia ocupar o seu tempo falando em nome de sua fé.

Aquela parecia uma excelente solução e, no dia seguinte, partiram um busca de um dos templos. Infelizmente, não havia nenhum. Embora houvesse locais de culto dedicadas às duas deusas na cidade, não havia qualquer organização clerical em seu nome. Aceitando uma sugestão de Wooly, foram a um templo de Pelor. Lá, conseguiram acordar acomodações para a ruiva e Beren prometeu voltar o mais rápido possível.

Com esse assunto resolvido, puderam preocupar-se novamente com a missão. Wooly também aproveitou para tentar abocanhar algum dinheiro do grupo. Ele não tinha qualquer interesse em arriscar o seu pescoço sem uma boa contrapartida financeira e sabia que eles precisavam de um ladino. Após alguma negociação e trocas de acusações, Dante resolveu o assunto prometendo dar a sua parte do tesouro ao pirata.

Dias depois, o grupo chegava às ruínas do grandioso Castelo de Greyhawk. Havia rastros claros levando até uma das torres, localizada no topo de uma colina, mas o grupo não parecia acreditar que ir até lá seria uma boa opção, afinal, poderia ser justamente a base dos assaltantes orcs. Preferiram ir até a torre mais próxima.

Estranhamente, a única entrada que encontraram foi um imenso portão de metal no chão. Aparentemente, não havia como abri-lo por fora. Dante tentou levantá-lo, mas o peso era grande demais. Convocou a força extraordinária de seu deus e conseguiu elevá-lo o suficiente para que todos entrassem.

Desceram por uma escadaria e chegaram a uma estátua de Zagyg. Era uma das poucas coisas intactas naquele hall arruinado. Após alguma exploração, encontraram uma sala com um crânio em cima de um trono de pedra. Dragnar e Beren não encontraram nada de perigoso nele e Wooly, sem tocar o crânio, colocou-o dentro de um saco, jogando-o em um canto.

Imediatamente ouviram um arranhar de alguma criatura em uma porta adjacente. O pirata abriu-a, mantendo-se escondido para um eventual ataque furtivo sobre a criatura. O gigante Dante mantinha-se à frente da porta, preparado, e, juntamente com os demais, viu um xamã troglodita gritando imprecações. Outros trogloditas foram surgindo e sendo continuamente derrubados pelos personagens e logo os que restaram resolveram fugir.

O xamã encontrava-se gravemente ferido, mas ainda estava vivo. Aproveitando-se da magia de seu anel, Beren fez várias perguntas ao troglodita e fez-lhe uma proposta: servir-lhes de guia ou morrer. Obviamente, o xamã escolheu a primeira opção e assim o grupo ganhou um bom tempo, cruzando o labirinto de túneis de forma rápida e segura, além de conseguir algumas informações interessantes sobre as masmorras.

Enfim, chegaram ao andar da Torre de Magia destinado a testar os aprendizes de Zagyg. O xamã não se arriscava dali em diante em razão do grande perigo e o grupo libertou-o.

Que desafios os aguardam?

Comentários

Postar um comentário