A Fonte Secreta - 12º Ato

Havia dois caminhos possíveis: retornar por todo o longo percurso que haviam feito até ali ou seguir pela passagem secreta localizada no quarto do rei anão. Acreditando tratar-se de uma saída de emergência projetada pelos arquitetos anões, optaram pela segunda opção.

Ouvindo as poderosas pancadas do dragão e seus rugidos de fúria, seguiram rapidamente pelo túnel secreto, chegando a uma bifurcação. O longo túnel à direita não tinha saída, mas Beren foi capaz de encontrar uma porta secreta. Para seu desespero, contudo, ela não levava a uma rota de fuga, mas sim à gigantesca caverna em que Unmada sucumbira e que o dragão utilizava como covil. O cheiro de cloro era lancinante e, de relance, viu a cauda do dragão, percebendo que ele desistira de destruir a muralha e seguia para um novo destino. Sem perder tempo, fechou a passagem. Aquele não parecia um caminho muito promissor...

O estreito túnel não permitia trocas de posições e Brÿjoff liderou o grupo pelo corredor à direita. Seguiu por pouco tempo até ver seu caminho bloqueado por uma parede. Após um tempo de procura, descobriu um bloco solto no piso e conseguiu ativar o mecanismo de abertura de mais uma porta secreta. Nova decepção ao grupo: ela os levava de volta à sala do poço...

Enquanto o anão praguejava, um forte tremor na sala quase os derrubou. Horrorizados, perceberam que grande parte do piso estava tombando ante a força do dragão! Desesperados, correram alucinadamente até a sala do trono, ouvindo os passos da irada criatura atrás deles.

Ao chegarem às escadas, uma ingrata surpresa: uma grande parede descera e bloqueara a passagem. Guiado pelo terror, Beren notou uma alavanca de ferro escondida entre duas grandes rochas. Puxou-a sem pensar nas consequências e, para seu fugaz alívio, a parede começou a levantar, permitindo que o grupo prosseguisse em sua desabalada carreira.

Chegaram ao fim das escadas, de onde era possível ouvir a subida do dragão, quebrando tudo em seu caminho! Atravessaram a pesada porta de ferro entreaberta. Determinado a retardar o avanço de seu temível perseguidor, o meio-elfo parou e trancou a porta com sua chave mágica. Poucos segundos após, ouviu o inconfundível barulho do sopro do dragão. Uma obra-prima da metalurgia anã, a porta resistiu. Por quanto tempo, ninguém era capaz de dizer...

O grupo continuava em sua corrida, enquanto o dragão atacava a porta com suas garras e dentes. Seus golpes reverberavam e estalactites caíam perigosamente entre os personagens. Era como se a própria montanha respondesse à cólera da serpente. À frente, dezenas de trogloditas e um grande lagarto gigante também estavam em fuga, temerosos da fúria jamais vista do "Rei-sob-a-Montanha".

Beren vigiava seus companheiros do alto, pronto para intervir no caso das criaturas tentarem impedi-los. Phrowenia e Vigilante iam bem à frente, já tendo ultrapassado o cemitério anão e se dirigido à câmara seguinte. Togus e Dante iam bons metros atrás, eis que suas pesadas armaduras tolhiam seus movimentos. Mas o mais preocupante era o anão. Suas pequenas pernas armaduradas não eram capazes de dar-lhe qualquer velocidade. Ultrapassara pouco mais da metade do caminho quando a porta, enfim, cedeu.

O mago não pensou duas vezes: ouvindo o rugir de triunfo e ciente de que a câmara era grande o suficiente para o dragão usar suas asas, conjurou Vôo em Brÿjoff, puxando-o rapidamente para que ele o acompanhasse. Chegaram voando a câmara seguinte, mas assim também fez o dragão, que era ainda mais veloz. Pensando rápido, conjurou um feitiço de proteção justamente no momento em que a nuvem ácida se aproximava e Brÿjoff, para seu próprio espanto, não sofreu qualquer dano.

Correndo pelos corredores sem se preocuparem com o caminho que seguiam, Togus e Dante chegaram a uma estranha sala, com esqueletos pendurados em cordas no teto. Não haviam passado por aquele local em suas andanças anteriores e se viram, momentaneamente, perdidos. No canto, Phrowenia soluçava. Não havia qualquer porta ou corredor visível e a presença aterradora do dragão a imobilizara. Togus estava a ponto de gritar de desespero, ciente de que seu fim havia chegado, mas o sacerdote de Natirel ainda mantinha-se suficientemente calmo para pensar em algo mais do que a morte com asas. Após intermináveis segundos, descobriu uma série de alavancas e uma delas acabou por lhes revelar um corredor.

Lá atrás, as coisas continuavam complicadas. Nos corredores sinuosos, Beren e Brÿjoff colocavam certa distância, mas o dragão rapidamente aproximava-se quando passavam por largas cavernas, mas nunca perto o suficiente para tentar um ataque.

Disposto a acabar logo com aquilo, o dragão optou por dar um grande salto e fechar a passagem à frente, que levava justamente ao local em que os demais membros do grupo se encontravam. O anão conseguiu passar pela porta no último momento, mas Beren ficou. Seu heroísmo o deixara frente a frente com um dragão irado e sedento por sangue...

"Continuem a fuga! Eu cuidarei do dragão!", gritou o meio-elfo, embora não tivesse a menor idéia do que fazer para cumprir tal promessa. Pelo menos seus poderes mágicos seriam capazes de dar-lhe algum tempo, tempo que seus companheiros não teriam como obter sozinhos. Alvejou o dragão com seu arco e recuou, sofrendo uma poderosa mordida no movimento.

Ainda que levemente indeciso, a sensação gratificante de ter conseguido isolar o maldito mago e acertar-lhe um ataque fez com que tomasse uma decisão: ele seria o primeiro a sentir a sua fúria, depois cuidaria dos demais invasores.

O anão viu o dragão partindo atrás de Beren e pensou em ajudá-lo, mas acabou por decidir seguir a ordem do companheiro. Só esperava que ele soubesse o que estava fazendo... Viu Dante e os demais subindo por um estreito corredor e seguiu atrás deles, ainda olhando desejoso para trás. Doía-lhe no fundo da alma ter que recuar perante o exterminador de seus irmãos anões, mas a situação do grupo era crítica. Talvez em outro momento...

Beren estava satisfeito por ter conseguido fazer o dragão persegui-lo, mas agora precisava encontrar uma abertura que lhe permitisse fugir. Não era seu objetivo tornar-se um mártir, mas apenas ganhar algum tempo para seus amigos. Na câmara em que haviam encontrado os stirges, conseguiu distanciar-se e resolveu subir pelo rio que cruzava a sala. O rio logo fazia uma curva, levando-o de volta ao corredor que acabara de cruzar e ele apenas pôde torcer para que o dragão não o visse.

Teve sorte e o dragão parou, irritado, tentando localizar sua presa. Beren não tinha esse conhecimento, mas o dragão era capaz de sentir a sua presença. Não sabia onde ele estava, contudo, e o meio-elfo esperou pelo momento apropriado para sair furtivamente do seu esconderijo. O dragão nada ouviu e logo Beren estava subindo pelo mesmo corredor que seus companheiros haviam cruzado minutos antes. Viu a luz do sol e soube que havia conseguido fugir da montanha. Mas o rugir do dragão, ainda mais irritado ao descobrir que o mago escapara, não o deixou relaxar.

Era agradável sentir novamente o ar fresco e o calor do sol em sua pele, mas não havia tempo a perder. O corredor o levara para as falésias. Um estreito caminho levava até a praia abaixo e seus companheiros já seguiam naquela direção. Foi até eles para saber como todos estavam e desceu voando para procurar por um esconderijo.

Nada localizou, mas viu um pequeno barco à deriva. Ele se dirigia perigosamente até as pedras e sua visão élfica permitiu-lhe identificar uma pessoa desacordada em seu interior. Voou rapidamente até lá, vendo que o sujeito estava vivo. Mas havia claros sinais de insolação e seu cantil estava vazio.

Após um breve momento em que tentou usar o único remo e apenas girou em círculos, empurrou o barco até a praia e levou o náufrago até uma sombra. Prestou-lhe primeiros socorros e o sujeito acordou, sonolento. Bebeu sofregamente a água do cantil do meio-elfo e trocaram algumas palavras. Ele não sabia onde estava e apresentou-se como Wooly Roger, mas não quis dar detalhes de como havia chegado ali.

Beren não sabia se era o cansaço ou alguma outra coisa que o tornara tão obtuso, mas aquele não era o momento para pensar nisso e decidiu não insistir. Disse-lhe que havia um dragão nas redondezas caçando por eles e que precisavam fugir. O marinheiro mostrou-se surpreso, lançando um olhar de dúvida para o sujeito que acabara de salvar-lhe a vida, mas resolveu seguir com o grupo que acabava de chegar. Melhor não arriscar...

O grupo procurava por um lugar para se esconderem, ao mesmo tempo em que olhavam com receio para os céus. Era apenas uma questão de tempo até o dragão aparecer à sua procura.

E mais uma coisa preocupava o mago: o talismã que os levara até aquele plano estava com Unmada e ele precisaria voltar até a montanha para recuperá-lo. Mas antes era necessário garantir a segurança do grupo...

Comentários

  1. Cacá, preciso que você me passe o nome do seu pc para eu incluí-lo no post...

    E sobre o fim de semana, já falei com o Mario, mas acho uma boa deixar o recado aqui também: só posso jogar no sábado. Domingo vai haver plantão no meu trabalho e eu terei que ir...

    abs

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  2. Então povão, conversei com o Robinho sobre o jogo no sabadão, pra mim é tranquilo (esse sábado em especial eu queria ver a possibilidade de começar mais cedo, pois tenho um lance aqui em casa de não vou poder ficar até tarde). Mas aproveitando acho que se todo mundo aprovar agente poderia passar o game do fds para o sábado de novo, já que Mariola agora é "pai de família" uhahuauhaahuahuuha ( lembrei do Brunão) o domingo ele vai querer passar com a Isabela, fica mais tranquilo pro Diego jogar quando subir e for possível. e agente deixa o domingo pra alguma eventualidade caso seja impossível jogar no sabadão. então?

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