A Fonte Secreta - 8º e 9º Atos

Após uma boa noite de descanso, o grupo cruzou a ponte e parou em frente ao grande portão de madeira com armação de ferro. Não havia qualquer indício de um mecanismo que permitisse a sua abertura e Unmada decidiu providenciar uma entrada através de Moldar Madeira.

A passagem revelou um grande dormitório, com uns dez sacos de dormir, todos vazios. Acreditando estar fazendo uma piada, Togus gritou: "Olá, tem alguém aí?".  Em poucos segundos, vindos de uma porta lateral, os ocupantes do dormitório apareceram, portando armas e escudos e gritando pelo nome de Gruumsh. Beren, rapidamente, conjurou uma Bola de Fogo. A força da explosão deslocou uma grande pedra solta do teto, que caiu e esmagou os pobres orcs, que não tiveram a menor chance...

Togus não perdeu tempo e foi logo à procura de seu saque, no que foi seguido pelos demais. Era impossível alcançar alguns corpos, completamente esmagados pela rocha, mas ainda assim o grupo conseguiu um bom dinheiro.

Unmada preferiu vasculhar a sala, encontrando uma porta que levava a uma pequena cela. Nela estavam trancados dois halflings, que revelaram ser aventureiros capturados pelos orcs. Eles haviam sofrido uma emboscada há alguns dias atrás e os dois grandes e temíveis orcs que lideraram o ataque roubaram uma arca em que estavam levando todas as suas economias. Libertos, os pequenos agradeceram e partiram de volta para suas terras. 

Continuando a exploração, o grupo encontrou várias salas que funcionavam como armazém. Dezenas de baús contendo alimentos, em especial grãos e cerveja, estavam estocados por ali. Pela quantidade, era fácil perceber que a tribo orc abrigada no antigo reino anão deveria ser bastante numerosa...

Após um longo tempo seguindo por corredores, encontraram um pútrido crânio humano cravado com uma faca em uma grande porta de madeira. Pouco mais à frente, uma imensa estátua de um anão bloqueava o corredor. Togus tentou passar por ela, de forma a alcançar uma porta que havia atrás, mas acabou ativando uma armadilha no processo. Um gás verde encheu o corredor e Beren e Dante sofreram os efeitos do veneno imediatamente. Apesar de enfraquecidos, puderam continuar, contudo.

Entrando na porta com o crânio, o grupo encontrou um grande ogro, em cujos pés estavam dois ferozes lobos. Urrando, ele avançou até o grupo e um rápido combate se seguiu, com a cabeça do ogro rolando pelo chão em pouco tempo. O xamã utilizou-se de sua empatia com animais para afugentar os lobos e o grupo pôde vaculhar o quarto da criatura. Encontraram diversas peles de animais por todo o recinto, além de um sabre mágico e um baú lotado de moedas e pedras preciosas, em um valor aproximado de duas mil peças de ouro! Uma boa grana, que já fez o grupo se perguntar se não era melhor sairem logo daquele complexo de cavernas. Acabaram decidindo prosseguir mais um pouco.

Passando pela estátua (dessa vez sem ativar a armadilha), o grupo chegou a uma fenda enorme, com uma grande corredeira em sua base. Não demorou para a luz de suas tochas atrair stirges, que provocaram severas perdas ao grupo. Curioso como as pequenas criaturas (um estranho cruzamento entre um morcego e um mosquito gigante) foram capazes de causar mais danos do que outros inimigos bem mais poderosos...

Apesar de exaustos, cruzaram a ponte de pedra e seguiram por um longo túnel. Uma abertura lateral revelou uma imensa câmara, repleta de musgos e fungos luminescentes. Também era possível ver dezenas de túmulos de pedra. Apesar da curiosidade de ver o cemitério anão mais de perto, era necessário descer um grande declive e os personagens preferiram continuar pelo túnel.

Chegaram a uma grande caverna. O rio passava exatamente na sua metade, seguindo por um buraco na parede. De dentro dele, quatro stirges vieram atacar o grupo. Apesar de rapidamente eliminados, os insetos novamente causaram estragos.

A sala possuía três túneis, sendo que um deles levava a uma escadaria. Pela direção, era possível afirmar que se dirigia ao cemitério. Também era possível descer acompanhando o rio, mas a possibilidade de encontrar novos stirges desestimulava a tentativa.

Subiram por um dos túneis e viram uma sala vazia. A única coisa que continha era uma grande porta de metal. Ao abri-la, chamas irromperam de buracos na porta, atingindo uma grande área. Os personagens jogaram-se ao chão, mas não conseguiram evitar completamente o fogo. Todos procuravam apagar as chamas nas suas roupas, mas o desespero atrapalhava, exigindo a Beren e Unmada conjurar magias de proteção. Com o tempo, conseguiram apagar o fogo e o curioso mago, agora invulnerável, abriu a porta. Para seu espanto, a armadilha nada protegia. A sala continha diversos barris de óleo (a maioria vazios), os quais alimentavam o mecanismo que liberava as chamas.

O segundo túnel levou-os a uma sala com um grande portão de madeira. Um cheiro acre vinha de trás dele. Beren podia afirmar tratar-se de restos de animais e, com suas orelhas élficas, percebeu a respiração de um animal selvagem de grande porte, provavelmente um urso.

Acreditando piamente em suas habilidades, Unmada ordenou que o portão fosse aberto. O urso pardo saiu feroz, disposto a reconquistar sua liberdade. O xamã conjurou Cativar Animais, mas o longo tempo aprisionado o tornou resistente. Levantou-se nas patas traseiras e atacou Unmada com suas poderosas garras, ferindo-o. Com isso, o grupo foi obrigado a atacar o majestoso animal, que acabou desfalecendo.

Após o combate, viram uma apertada passagem, que levava a uma sala repleta de fungos. Um bolor fosforescente cobria o esqueleto de um anão. Em suas mãos, uma espada bastarda. Beren percebeu que ela era mágica, mas o fungo liberava um pólen venenoso e o grupo decidiu que não estava em condições físicas para lidar com ele no momento.

Voltaram a escadaria, descendo até o cemitério. A câmara era gigantesca, sendo impossível ver o seu término. A maioria das tumbas havia sido aberta, apenas três mantinham-se intactas. Brÿjoff conseguiu ler as runas, muitas delas repletas de ameaças e maldições contra eventuais saqueadores. Togus revelava vontade de violar as tumbas restantes, mas ninguém parecia disposto a isso.

Beren resolveu explorar a câmara e descobriu algo alarmante. Além dela seguir por incontáveis metros, a marca de uma imensa pata no chão repleto de musgos não deixava qualquer dúvida: um dragão passara por ali há poucos dias! Olhando as estalactites, viu algumas escamas verdes em suas pontas e rapidamente voltou para alertar seus companheiros.

Temerosos, cansados e feridos, retornaram à sala do urso para desfrutarem de um merecido descanso...

Comentários

  1. Agradecimentos ao Cacá pelo resumo da sessão em que eu não estive presente...

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