A Fonte Secreta - 11º Ato

Após uma breve troca de olhares entre o grupo, decidiram que o melhor era continuarem com a exploração, preocupando-se com o dragão quando ele efetivamente se tornasse um problema. A enorme criatura dificilmente teria como chegar onde estavam e nada adiantava sofrer por antecipação...

A primeira sala que encontraram foi uma pequena sacristia. Havia a estátua do que lhes pareceu um deus anão e um pequeno altar com um livro aberto. No chão, sinais de uma batalha ocorrida há muito tempo, com diversos esqueletos de anões no chão. Um deles usava uma meia-armadura bastante amassada, mas que ainda podia ser aproveitada se consertada por um ferreiro, e Brÿjoff a colocou em sua mochila.

Mais à frente, viram um arsenal. Assim que a porta foi aberta, diversos esqueletos levantaram-se para atacar os invasores. Apesar das espadas não se mostrarem muito úteis para danificar os esqueletos, os constantes acertos, auxiliados pela magia de Beren, acabaram destruindo os mortos-vivos. As armas e demais equipamentos  nas paredes estavam muito enferrujadas e nada de muito útil foi encontrado, mas Togus viu uma armadura passível de conserto e pegou-a. Com um pouco de tempo e uma forja, ele próprio seria capaz de consertá-la.

Em sequência encontraram um grande corredor repleto de portas de madeira. Abertas, a maioria revelou antigos dormitórios, completamente revirados e saqueados. Em apenas um dos quartos foram capazes de encontrar alguns objetos de arte que escaparam ao saque, como pentes de marfim e vasos decorados com motivos da cultura anã. Beren enrolou os objetos mais frágeis em tecido e colocou-os em sua mochila.

Na penúltima porta uma surpresa: um quarto intocado! Era um quarto bem mais luxuoso que os demais, com diversas tapeçarias nas paredes, embora já corroídas pelo tempo. No chão, um grande tapete vermelho sobressaía-se, ainda em perfeitas condições. O ambicioso Togus logo foi na sua direção, preparando-se para enrolá-lo, mas não esperava por um revide: o tapete era um objeto animado, que derrubou o jovem guerreiro e se enrolou nele, provocando severos danos de constrição! Agora entendiam por que aquele quarto havia sido "esquecido" pelos  orcs...

O grupo partiu em auxílio a Togus, mas tinha que se preocupar em não acertar o já combalido guerreiro. O tapete mostrava-se um adversário deveras resistente e foi com assombro que viram Togus desfalecer. Phrowenia gritava desesperada pelo irmão, mas, enfim, o tapete foi derrotado. Unmada e a sacerdotisa conjuraram feitiços de cura e o guerreiro voltou a si, embora ainda tremendamente ferido. Teria que tomar muito cuidado a partir de agora, pois qualquer combate poderia ser fatal.

Na última porta do corredor encontraram uma biblioteca. Centenas de livros preenchiam as estantes nas paredes. Ao canto, sentada em uma escrivaninha, uma mulher de beleza extraordinária, com longos e sedosos cabelos negros, fitava o grupo. Unmada e Togus foram os primeiros a entrar e a morena ajoelhou-se em frente aos dois, implorando por sua liberdade, com um olhar esperançoso e repleto de encanto. Ela afirmava ter sido levada àquele local por um terrível mago, sendo deixada aprisionada a incontáveis anos. Afirmava não saber o motivo de o mago tê-la levado para aquelas cavernas e nem o porquê de tê-la aprisionado. Mas sabia que, para sair, precisava que uma pessoa de bom coração a libertasse.

Vendo que a sua história era vista com desconfiança pelo grupo, ela esticou o seu braço para tentar encostar-se ao xamã, mas Unmada percebera um leve movimento da bela mulher assim que eles entraram na sala, certamente o lançamento de uma magia, e ele recuou, não permitindo que ela o tocasse. Sem sucesso, ela conjurou um encantamento em Togus, que conseguiu resistir, contudo.

O inexperiente guerreiro não notou a tentativa, mas Beren sim. Imediatamente ordenou que o guerreiro recuasse e sacou a Piscadinha para ver quem exatamente era aquela mulher. Ela continuava sendo deslumbrante, mas asas de morcego saíam de suas costas e chifres de sua cabeça. Abaixo de sua cintura, seu escultural corpo adquiria as formas de uma serpente, e seus olhos brilhavam com um desejo sinistro. Por ter abandonado seus estudos tão cedo, o mago não sabia exatamente que criatura era aquela, mas desconfiava que era um demônio. Afirmou saber quem ela era e ameaçou-a de morte se por acaso tentasse encantá-los novamente, o que a fez recuar com uma cara de desgosto. Com o auxílio de Detectar Magia, percebeu que havia um círculo invertido de proteção contra o mal naquela sala, sendo essa a prisão que ela mencionara. Sendo uma criatura maligna, não tinha como sair.

O grupo conversou um longo tempo com a súcubo. Beren era contra dar-lhe a liberdade, já que nada de bom adviria disso. Mas os argumentos da morena pareciam estar convencendo o xamã, que estava inclinado a libertá-la, uma vez que ela afirmava que apenas queria vingar-se daquele que a prendera ali e voltar pra casa.

Em um gesto de desespero, ela teleportou-se para trás do mago, falou-lhe algumas palavras no ouvido e deu-lhe um beijo. O espírito do meio-elfo fraquejou nesse momento e ele passou a apoiar a sua liberdade. Apesar de terem achado estranha a drástica mudança de opinião de Beren, nada fizeram e Unmada libertou-a. A morena agradeceu e desapareceu, mas não sem antes dar um sorriso irônico enquanto balançava a cabeça negativamente...

Retornaram para a única porta ainda fechada naquele andar. Ela revelou-lhes uma grande câmara, na qual ficava a forja dos anões. Um córrego subterrâneo atravessava a sala, seguindo até uma grande abertura localizada ao fundo. A corrente de água seguia por um túnel escuro pelo que pareciam ser muitos metros e Unmada decidiu assumir a forma de uma cobra e ir nadando pela forte correnteza, de forma a ganhar tempo. Pouco à frente, o córrego despencava cerca de 36 metros por um buraco no chão e o xamã, acreditando que cairia em um lago profundo, simplesmente deixou-se levar. Lamentável engano... Seu corpo bateu contra as pedras ao fundo do raso lago e Unmada morreu imediatamente.

Os demais personagens esperaram por longos minutos pelo retorno do amigo. Cansado de esperar, Beren resolveu seguir pelo túnel, equilibrando-se na margem. Encontrou a grande queda e viu uma escada no outro lado da abertura. Não fazia idéia de como chegar lá, preferindo conjurar Vôo e descer à procura do xamã. Ciente de que aquele era o provável refúgio do dragão, ficou invisível.

Não havia qualquer sinal de movimento na gigantesca caverna. O córrego caía em um pequeno lago e seguia até um outro, bem maior. No ponto de encontro entre os dois, havia uma ponte de madeira e ele decidiu seguir até lá procurando por algum sinal da passagem de seu companheiro.Viu uma mochila boiando perto da ponte e, ao aproximar-se, vislumbrou o corpo de seu amigo preso em um dos suportes de madeira.

Entrou na água para retirar o corpo e ver se havia alguma coisa que pudesse fazer. Levou-o para a margem e percebeu que vários ossos estavam quebrados, incluindo o pescoço. A pele do seu rosto parecia ter sido arrancada e Beren ainda tentava compreender o que acontecera com seu amigo quando ouviu uma voz poderosa em sua cabeça: "Deixe-o aí e me diga o que veio fazer na minha montanha!"

Com horror, olhou para o grande lago e viu o temido dragão aproximando-se. Sentiu-o tentando dominar a sua mente, mas conseguiu bloqueá-lo usando de todas as suas forças. Abandonando o cádaver do xamã, subiu à toda velocidade para avisar os amigos do perigo que se aproximava.

O grupo viu Beren chegar sozinho. Com um olhar demonstrando grande consternação, ele afirmou que Unmada estava morto e que o dragão o havia visto e tentado dominar sua mente. Precisavam sair dali o quanto antes...

Enquanto falava isso, os personagens viram o dragão subindo pela abertura, fincando suas poderosas garras na pedra. O mago não perdeu tempo, pegou Phrowenia nos braços e gritou para que todos fugissem. Com a velocidade de seu vôo, chegou rapidamente à sala do trono. Mandou Vigilante seguir com a sacerdotisa para longe dali e conjurou uma magia de proteção contra ácido, pois precisava retornar e salvar seus companheiros.

Desesperado com a visão do dragão, Togus nem precisou ouvir o grito do mago para começar a correr, sendo logo seguido por Dante e Brÿjoff. O anão estava enraivecido por ter de fugir, mas não havia como enfrentá-lo sozinho.

Vendo os invasores em fuga, o dragão atacou com sua baforada ácida, que se estendeu por quase toda a área. O sacerdote de Natirel tinha sido o último a correr e sua armadura atrapalhava seus movimentos. Foi totalmente atingido e sofreu grande dano. Togus e Brÿjoff conseguiram escapar da nuvem ácida no último segundo, lançando-se na sala do trono.

Quando o ferido Dante atravessou a porta, Beren utilizou um de seus pergaminhos para conjurar uma Muralha de Pedra, selando a entrada. Provavelmente ela não era forte o suficiente para impedir a passagem do dragão, mas o atrasaria por um tempo precioso.

O dragão usou de toda a sua força em um ataque contra a muralha, mas não conseguiu nada mais do que arranhá-la. Urrou enfurecido... Se eles pensavam que fugiriam tão facilmente, estavam redondamente enganados. Ninguém invadia sua toca e vivia para contar vantagem...

Comentários

  1. FODA. Vale a pena ver hahahahah

    http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=M7JeBg-YqeQ

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  2. sobre o Nicolelis, que eu falei.

    Tem alguns do videos que ele apresentou no congresso que eu fui,.

    http://www.ted.com/talks/miguel_nicolelis_a_monkey_that_controls_a_robot_with_its_thoughts_no_really.html

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  3. Sobre a possibilidade de game nesse fim de semana (ou de conhecer o apartamento do Mario, rsrs), desde já esclareço que só poderei no domingo (23/06) e isso se vocês confirmarem, já que pode ser que o ocupe também se não houver a possibilidade de rpg (estou seco já, então ele é prioridade, rsrs). Estou lotado de compromissos no sábado (22/06), não rola mesmo pra mim...

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