A Fonte Secreta - 5º Ato - 2ª Parte

O dragão caía em uma velocidade impressionante e a copa das árvores, aliada à baixa luminosidade, impedia ao trio no acampamento vê-lo aproximando-se. Foi com surpresa que ouviram o barulho de galhos se quebrando e viram a criatura em chamas vindo diretamente na direção deles!

Não havia tempo para uma fuga e eles viram a morte muito próxima. Um desesperado Beren lançou mão de um novo feitiço de queda suave para tentar salvar seus companheiros, mas estava longe demais e a magia não surtiu qualquer efeito. Brÿjoff continuava cavando, absorto de tudo que acontecia à sua volta, enquanto Unmada ficou estático, surpreso demais para tentar algo. Coube a Dante fazer o milagre. O devoto d' O Velho convocou a força de seu deus e sua musculatura cresceu assustadoramente. Gritando pelo nome de Natirel, ele acertou um poderoso ataque com sua alabarda e a força divina foi capaz de deslocar o corpo do dragão, que caiu poucos centímetros ao lado do grupo. A força da queda ainda causou danos, jogando os personagens para longe, mas a ação do sacerdote salvou-lhes a vida...

Unmada era o mais ferido. O sangue cobria seu corpo leonino e ele arrastava-se pelo chão sentindo uma imensa dor. Felizmente, ele e Dante ainda possuíam energia suficiente para feitiços de cura e foi possível fechar os ferimentos.

Beren foi atrás de Phrowenia, que chorava copiosamente nos braços do jovem mago, e todos estavam novamente reunidos. Seu acampamento estava completamente revirado e muitos itens certamente estariam longe de qualquer tipo de recuperação, mas o orgulho que sentiam por terem vencido aquela batalha era inegável.

Enquanto Unmada e Beren discutiam a possibilidade de pegarem o couro do dragão para construir armaduras, Dante aproximou-se do cadáver para retirar uma de suas escamas, que daria em oferenda em sua próxima oração. Ao enfiar a adaga, com espanto ouviu um resmungar de dor...

Rapidamente recuou, sem entender como a critura ainda estava viva. O odor pungente de cloro pareceu se fortalecer, enquanto ela abria seus olhos hipnotizantes, e eles ouviram novamente a poderosa voz em suas mentes:

"Claramente cometi um erro ao desafiá-los... Vocês se mostraram combatentes formidáveis. Mas certamente não pertencem a estas terras, pois já teria ouvido falar de suas proezas. Poupem-me a vida e darei o que vocês quiserem..."

Um longo debate seguiu-se. Dante via honra na proposta do dragão. O grupo havia invadido o território da criatura, sendo natural terem sido alvos de um ataque. E ela não tinha culpa de sua presença assustar os animais e impedir a caça dos halflings. Cabia aos pequenos aprender a viver naquelas condições e crescerem como sociedade ao vencerem aquele desafio. Além disso, ela prometia não mais interferir na viagem. Brÿjoff retorquiu grosseiramente e por pouco os dois companheiros não chegaram às vias de fato.

O mago tentou conseguir informações do dragão, ao mesmo tempo em que tentava garantir que ele não se vingaria das populações da região. Perguntou acerca do tamanho de Grandwood, da existência de outros de sua espécie naquelas matas e ainda perguntou quanto à cidade citada profeticamente por Gwydiesin. Olhos Esmeralda relutou inicialmente, mas acabou dando algumas informações. Contudo, disse não saber exatamente qual seria aquela cidade, já que sua descrição batia com muitas existentes em Oerth. Ele também negou-se a prometer afastar-se daquele local e a não atacar os assentamentos ali existentes, dizendo que não mentiria para salvar sua vida.

Era difícil dizer se o dragão era realmente um ser honrado ou se aquela era apenas uma estratégia para dividir seus algozes, mas a verdade é que aquela posição apenas reforçou a decisão de Dante. Ele afirmava veementemente que não cabia a eles interferir na relação entre os seres daquele plano. Eles eram completamente estranhos ali e deveriam manter-se à parte. Unmada colocou que eles interfeririam de uma forma ou de outra, uma vez que a simples presença deles no plano já era uma interferência por si só. Mas ele preferiu abster-se quanto à morte do dragão.

Beren tentava convencer o sacerdote quanto ao perigo de poupar a criatura e das consequências que poderiam advir dessa decisão. O dragão era um ser maligno, orgulhoso, vingativo e cruel. Ele não teria nenhuma misericórdia dos residentes dos bosques, ainda mais ao ter descoberto do pedido dos halflings. Eles seriam responsáveis pela morte de centenas de pessoas se não acabassem com aquele mal. Mas Dante mantinha-se irredutível...

Com um breve olhar para Brÿjoff, o mago aproximou-se do dragão: "Lamento..."

O machado do anão desceu sobre o pescoço da majestosa criatura, enquanto Dante afastava-se com raiva.

Mais tarde naquela noite, Dante fez uma imensa fogueira com o corpo da serpente, não tendo permitido qualquer saque. O grupo não insistiu, pois não queria aumentar o conflito com o sacerdote, que pegara sete escamas do dragão como sinal de respeito, de forma a dá-las em oferenda ao Velho durante toda a semana.

Na manhã seguinte, ainda sem qualquer sinal dos halflings, o grupo seguiu até o rio. Com o auxílio de uma magia de Unmada, transformaram uma árvore caída em uma balsa e seguiram até a outra margem.

Como não sabiam para onde ir e desejosos de encontrar a toca do dragão, onde certamente encontrariam diversos tesouros (não sabiam se as moedas kalamarianas seriam aceitas nestas terras) e talvez livros e mapas da região, gastaram um dia inteiro à procura. Unmada e Beren voavam por toda a área, vendo a imensidão daqueles bosques. Era como procurar uma agulha em um palheiro, mas acabaram decidindo por seguirem até uma cadeia montanhosa localizada próxima à costa, aonde pareciam formar grandiosos fiordes. Parecia uma aposta razoável para a toca de um dragão e viajaram naquela direção, tendo cruzado uma estrada pavimentada em seu caminho.

O mago também aproveitou a viagem para adquirir um familiar. Durante uma de suas vigílias noturnas, viu uma bela coruja em uma árvore próxima e utilizou-se de um feitiço de sono para capturá-la. Após, gastou todo um dia em um ritual para unir as suas almas, praticamente tornando-os um só.   

Dias depois, em um estranho e curioso bosque que parecia ter sido cultivado sobre a rocha de forma não natural, encontraram uma caverna. Seguiram por um longo e sinuoso túnel, repleto de marcas de garras. Parecia que haviam encontrado o que procuravam.

Ao chegarem a uma saliência na rocha, viram uma estranha luz azulada no túnel abaixo. Decidiram seguir na direção da luz, que parecia advir de veios no teto. Má decisão... Após andarem por alguns metros, o cubo gelatinoso caiu sobre eles! Dante agiu rápido e, com sua habilidade de destruir, acertou um poderoso ataque no limo. Mas não foi suficiente para destruí-lo e ele acabou engolfado pela criatura. O mesmo aconteceu com Unmada e Brÿjoff, que não foram rápidos o suficiente para desviarem da criatura. Apenas Beren e Phrowenia conseguiram, mas ficaram pressionados contra as paredes do túnel.

Com medo de atingir seus companheiros, paralisados dentro do cubo enquanto eram digeridos, Beren fez uso incessante de mísseis mágicos, enquanto tentava evitar o engolfamento. Acabou tendo sucesso e a criatura desabou, desmanchando-se e libertando seus amigos...

Será que conseguirão encontrar o tesouro do dragão?

Comentários

  1. Tá, foi dado o devido valor à intervencão praticamente divina do Dante para salvar o Unmada.

    Hehehehhe

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  2. Achei interessante postar essa notícia aqui, já que a maioria de nosso grupo assiste a série: http://omelete.uol.com.br/game-thrones/series-e-tv/game-thrones-pode-ganhar-serie-de-tv-preludio-ambientada-cem-anos-antes/

    O viado do Martin podia estar escrevendo a porra do 6º livro em vez de coisa de 100 anos antes, mas, fazer o quê?! rsrs... Espero, pelo menos, que essa trama traga à tona algumas coisas interessantes do passado de Westeros.

    E sobre essa fim de semana, ninguém falou nada sobre game ainda, mas já devo informar que só posso no sábado.

    abs

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