A Lenda da Folha Caída - 34º Ato

A guardiã era uma profunda conhecedora dos pântanos e o grupo seguia rapidamente para suas margens. Devido ao seu portentoso tamanho, algumas vezes os personagens eram obrigados a nadar, pois passavam por alguns lugares mais profundos do que iriam se estivessem sozinhos, mas nada que os impedisse de prosseguir.

Aproveitaram o tempo para conversarem com a guardiã e esclarecerem um pouco melhor o que os levara até ali. Ela não parecia conhecer nada acerca da Máscara e os ouvia com atenção, mas era possível perceber que o assunto não lhe interessava. Unmada nunca havia ouvido falar nos guardiões e estava curioso quanto à existência de outros. Ela revelou que a maioria não mais existia, principalmente em razão da destruição das florestas e do avanço do homem. Mesmo o deserto natal do xamã já possuiu um guardião, mas há muito ele estava desaparecido.

Após cerca de um dia de viagem, o grupo alcançou uma região do pântano com quase nenhuma vegetação. Parecia haver piche na água, como se brotando de alguns buracos no chão. Ali ela parou e disse aos personagens que já haviam saído da região central de Udo Bog e era só eles seguirem diretamente para o norte que em breve deixariam seus domínios. Antes de partir, contudo, desejou boa sorte aos personagens e os avisou de que ainda teriam um desafio pela frente. O grupo imaginou que se tratava da caminhada final pelo pântano, mas mais tarde perceberam que não era bem isso o que ela queria dizer...

Algumas horas depois, Unmada percebeu uma forte correnteza no pântano. Ela parecia empurrar-lhes para uma espécie de rodamoinho e o grupo parou enquanto decidia qual a melhor forma de desviar daquele local.

No mesmo momento, ouviram um barulho vindo do rodamoinho e o que parecia uma imensa rocha começou a sair da água. Pasmos, sem entender o que estavam vendo, obervaram enquanto a imensa criatura rochosa emergia. Ela possuía uma imensa boca e um grande e único olho negro, repleto de estrelas, e uma pele rochosa, coberta de muco. Era um temível Escavador, embora nenhum deles já tivesse ouvido falar em tal ser.

O combate era iminente e a criatura, aproveitando a surpresa dos personagens, fez um ataque, acertando uma poderosa patada em Dante, que foi jogado alguns metros pra trás. Para horror dos personagens, a pele do sacerdote de Fapeki pareceu queimar ao contato com o muco!

Percebendo tratar-se de um ácido, Beren conjurou Vôo e saiu do alcance da criatura, enquanto Astaror passava ao largo, tentando alcançar uma melhor posição e atacá-la por trás. Unmada assumiu a forma de um troll e Dante conjurou um feitiço de cura em seus ferimentos. Adrius atirou com sua besta, mas o virote não teve força suficiente para perfurar a pele do Escavador, enquanto Acarus, audaciosamente, lançou-se à frente, acertando um poderoso ataque. O golpe pareceu vencer a pele rochosa, mas não o ácido: a lâmina da espada simplesmente desmanchou nas suas mãos! Aturdido, nem percebeu o movimento da pata da criatura, que lhe agarrou e lhe lançou na direção de Dante, que novamente afundou no charco.

A situação era crítica. Se eles não podiam atacá-la diretamente, coube a Beren assumir uma posição arriscada. Havia piche no lago, substância que ele sabia ser inflamável. Tinha receio do fogo acabar acertando seus companheiros, mas ele precisava de uma poderosa magia de ataque e aquela era a única disponível. Conjurou uma Bola de Fogo e torceu pelo melhor. A poderosa explosão, aumentada pela presença do piche, queimou a criatura, que urrou de dor.

Astaror tentou desviar das chamas, mas acabou também saindo um pouco queimado. Como não queria arriscar-se a perder nenhuma de suas espadas, conjurou Toque Congelante e, corajosamente, tocou na criatura, sofrendo dano ao mesmo tempo em que causava, e o Escavador virou-se para acertá-lo.

Será que o grupo terá forças para vencer tal desafio?


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