A Lenda da Folha Caída - 28º e 29º Atos

Encontrar com toda uma comitiva à sua espera foi uma grande surpresa para o grupo. Além de uma grande quantidade de elfos, inclusive do Rei Sendir e sua rainha, havia vários membros do clero de Dirasip, chefiados por Galahad, e alguns outros inesperados e curiosos integrantes, como Unmada, o xamã dejy que os ajudara no Deserto de Elos, Adrius, um sacerdote do Libertador, e Acarus, um esquisitíssimo membro de uma tribo fhokki.

Aparentemente, todos eles tiveram visões e sonhos a respeito do sucesso do grupo em recuperar o Espelho de Gelthangor, o único artefato capaz de anular os efeitos da Máscara das Raças e, consequentemente, acabar com o avanço das tropas do Imperador Kabori. Com isso em mente, viajaram até Cirolealon para ajudar o grupo no que fosse necessário para o sucesso da demanda. 

Mesmo cientes da importância de sua empreitada para o destino de Tellene, o grupo ficou bastante surpreso com tal quantidade de pessoas sabendo a respeito do Espelho e da Máscara. Astaror, em especial, revelou bastante preocupação a respeito, já que isso significava que seus inimigos provavelmente também estariam cientes da obtenção do artefato e estariam se preparando para abatê-los assim que possível.  O elemento surpresa com o qual contavam para chegar até Kabori era quase que totalmente inexistente...

Passado o período de apresentações e do relato acerca do que acontecera na ilha, inclusive das mortes de Rhalevan, Fulrik e Veonamë, Galahad expôs a posição do Clero da Luz: eles agradeciam ao grupo por tudo que haviam feito até aquele momento, por terem obtido o Espelho, mas dispensavam ajuda a partir desse momento. O Espelho era obra da Lanterna Eterna (Gelthangor é o nome élfico de Dirasip) e cabia a eles serem seus portadores.

Por óbvio, tal dispensa logo foi questionada pelos personagens. Beren até concordava que o Espelho ficasse com o clero, mas gostaria de seguir junto com ele, de forma a garantir que o artefato chegasse ao seu destino. Sendo uma das pessoas que encontrou a Máscara, ele se sentia responsável por tudo o que vinha acontecendo e não queria deixar a demanda justamente no momento em que via uma possibilidade de consertar o seu erro. Dante também desejava acompanhar o clero até Kalamar, enquanto Astaror negava-se veementemente a entregar o Espelho, já que se considerava seu criador, no que foi rebatido por Galahad, e uma longa discussão se seguiu.

Como um acordo parecia distante, o Rei Sendir resolveu apaziguar os ânimos. Ofereceu instalações para todos e marcou uma reunião para o entardecer, onde, com mais calma, eles poderiam chegar a uma decisão sobre qual o melhor rumo a ser tomado.

Na reunião, Galahad esclareceu o plano do clero. Eles levariam o Espelho para Bet Urala e, de navio, iriam até Bet Kalamar, aonde providenciariam para que o Espelho chegasse às mãos do Imperador da mesma forma que a Máscara chegou: como um presente. Quando visse seu reflexo no Espelho, Kabori tomaria ciência de estar sendo controlado pela Máscara e a retiraria de sua face para libertar-se. Era uma aposta em  seu orgulho, de que ele não aceitaria ser controlado por outrem.

Dante via aquela como uma boa estratégia de aproximação, mas acreditava na necessidade de o Espelho ser acompanhado por pessoas de confiança para garantir que o Imperador se libertaria. Alguém muito próximo de Kabori deveria poder ajudá-los no caso da necessidade de um plano B.


Astaror considerava essa uma aposta deveras arriscada. Nenhum deles sabia exatamente como o Espelho reagiria quando em confronto com a Máscara. Além do mais, ninguém poderia saber qual a reação do Imperador ao se descobrir controlado, se é que ele estava sendo mesmo controlado. Pela história que ele soubera por Beren, Allus havia usado a Máscara e não relatara nenhum tipo de controle, tendo se desfeito dela sem qualquer problema. Logo, Kabori poderia estar ciente e plenamente satisfeito com o poder da Máscara. Assim como poderia já estar ciente do Espelho. Para o bárbaro o melhor seria atrair o Imperador e confrontá-lo em um local escolhido por eles.

Unmada pareceu surpreso quando soube que uma das pessoas do grupo havia utilizado a Máscara e requisitou informações a Beren, que informou acreditar que a Máscara não havia manifestado seu real poder na posse deles, já que não eram ninguém de importância. E havia sido idéia de Allus entregá-la ao clero do Cavaleiro dos Deuses, o que poderia ter sido uma estratégia da Máscara para buscar um possuidor mais digno.O xamã também queria saber mais a respeito do Espelho e, ao descobrir que aquele que possuíam era formado apenas pela água congelada do verdadeiro Espelho de Gelthangor (que era um lago, não tendo como ser carregado), se mostrou bastante preocupado com o sucesso da demanda. Talvez o melhor fosse retornar ao Espelho real e pegar a maior quantidade de água que pudessem para construir um grande espelho ou até mesmo vários espelhos, mas seria complicado carregar tais espelhos de forma dissimulada, além de ser improvável a concordância do Coatl, como alertado pelo meio-elfo.


Adrius e o fhokki lembraram-se da existência de um grupo de resistência ao governo de Kabori que poderia ajudá-los (inclusive a acessar o castelo por passagens secretas, eis que sempre conseguiam entregar um Dragão de Prata ao Imperador sem serem vistos por ninguém), mas como poderiam contactá-los?

Beren via uma possibilidade de sucesso na estratégia de Galahad, mas também a considerava muito arriscada. Se o Espelho não funcionasse da forma esperada ou Kabori não quisesse se libertar, eles ficariam com as mãos atadas. Ele não era contrário à estratégia, mas acreditava que todos deveriam ir juntos à Kalamar para buscarem formas de garantir o sucesso. Além disso, se ofereceu a estudar magicamente o Espelho, de forma a tentar descobrir exatamente como o mesmo funcionava, mas desde já alertava pela dificuldade na tarefa ante tratar-se de um artefato.

Após debaterem por um longo tempo, com Astaror e Galahad exaltando-se em diversos momentos, foi feita uma votação, ficando decidido que, enquanto o clero seguiria para Bet Kalamar pelo mar e carregando um Espelho falso, o grupo iria com o verdadeiro por terra...

Comentários

  1. Sei que Bogus e Diego estão mais interessados em saber quanto às últimas duas sessões, mas acabei escrevendo muito nessa e não deu, rsrs... Tentarei postá-las antes da próxima quinta...

    Não consegui lembrar o nome do fhokki, assim como não tenho certeza quanto ao nome do personagem do Bogus e não lembro exatamente o que cada um falou. Caso considerem importante que isso fique devidamente discriminado, é só me falar que eu corrijo...

    abs

    PS: Mario, o 27º Ato está constando como sendo do arco d'O Legado de Sangue e não d'A Lenda da Folha Caída...

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  2. ficou foda.

    gostei das escolhas do dante. acho coerente.

    desculpem por nao ter mais aparecido, mas com essa historia de um casamento 'faça vc mesmo', estamos bem atrapalhados.

    nao vejo a hora de poder descansar.

    abraço!!!

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