O Início de Tudo - 16º e 17º Atos

Não foi fácil convencer o druida. Ele não via motivos para explorar um local tão perigoso, a não ser a ganância. E ele não compartilhava de tal desejo. Todavia, uma questão levantada por Sooty acabou atingindo Camaban: Zagyg tornou-se um deus "absorvendo" os poderes de outros deuses e, talvez, o meio pelo qual ele fez isso ainda estivesse lá, aguardando para ser usado por outros, inclusive a própria Brygette. O druida via isso como algo deveras perigoso, um potencial desestabilizador, e, caso ele pudesse destruir eventuais artefatos e escritos deixados pelo Mago Louco, o equilíbrio poderia ser mantido.

Assim, o grupo retornou ao Lago Diamante (sem Kyra, que, estranhamente, acabou desistindo da viagem). O velho pescador abriu um sorriso quando viu aqueles estranhos sujeitos que estavam enchendo o seu bolso de ouro novamente. Na ilha, entretanto, o grupo teve uma surpresa: o portal havia desaparecido! Em seu lugar havia apenas uma mensagem. Era de Solfiere, afirmando não poder compactuar com aquela loucura. Caso eles quisessem realmente chegar ao castelo, deveriam fazê-lo pelo meio normal...

De volta à Greyhawk, o gnomo resolveu dirigir-se a um cartógrafo, a fim de buscar a localização do castelo de Zagyg. No caminho, ele e Dyuss viram um grande amontoado de pessoas acompanhando uma procissão. Uma série de pessoas acompanhava um caixão. Provavelmente algum mago importante falecera, eis que Sooty logo reconheceu o símbolo da Escola de Magia em várias das vestimentas dos presentes.

Curiosos, imiscuíram-se na multidão e acabaram descobrindo que Rigby, irmão do famoso Bigby, havia sido encontrado morto na noite anterior. Enquanto buscavam mais informações e tentavam entrar no templo em que o caixão havia sido posto, viram um sujeito coberto por um manto negro gritar um "Viva ao Ancião" e jogar um frasco de ácido sobre o caixão, que rapidamente começou a desmanchar...

Sooty, mais próximo do local do ataque, procurou conjurar uma magia para impedir a fuga, mas sua área escorregadia apenas pareceu acelerar o atacante. O mesmo não aconteceu com os guardas que lhe perseguiam, que caíram atabalhoadamente.

Dyuss teve mais sucesso. Ele pegou seu escudo e deu um forte encontrão no fugitivo, que caiu e foi rapidamente pego pelas autoridades.

Tendo ajudado na prisão, eles foram recebidos por uma sacerdotisa do templo. Sooty olhou o caixão e percebeu que o ácido usado era de um pudim negro. Tal informação era novidade e a sacerdotisa percebeu que poderia conseguir a ajuda daquelas pessoas. Disse que estaria disposta a pagar por qualquer informação que pudesse ajudá-la na descoberta dos responsáveis por aquele atentado e deu um pedaço do frasco que continha o ácido ao gnomo, pedindo para que ele o levasse a um determinado alquimista.

O gnomo entrou em contato com Peruca, que estava do lado de fora da cidade juntamente com Camaban e Velen, pedindo para que ele os levasse para dentro da cidade. Os dois não conseguiam entender exatamente o que o macaco queria, mas logo imaginaram que Sooty havia se metido em problemas. De novo...

Após ficarem cientes do ocorrido, Velen e Camaban foram procurar por Kyra, uma vez que sua guilda poderia saber informações acerca do grupo que organizara o atentado. Mas Velen foi incapaz de encontrar o local certo e eles acabaram sendo atacados por assaltantes. Mas os dois não tiveram nenhuma dificuldade em acabar com a ameaça.

Já Sooty e Dyuss foram até o alquimista, que se prontificou a analisar o fragmento, mas afirmou precisar de alguns dias para tal.

Com isso, o grupo procurou por Solfiere. Ele não se mostrou interessado nas questões apresentadas pelos personagens e, ao ser rispida e continuamente questionado por Velen acerca de sua interferência na questão do portal, ele se irritou, expulsando-os de sua casa e transformando o elfo em sapo, com o grupo tendo que procurar um pergaminho para reverter a transmutação.

Os dias se passaram e Dyuss foi incapaz de encontrar Kyra. Ele chegou a encontrar o rapaz que se apresentava como líder da guilda, mas esse afirmou não vê-lo há bastante tempo.

Já o gnomo conseguiu algumas informações. O alquimista confirmou que o ácido era de um pudim negro. Além disso, ele afirmou haver uma película extraída de um fungo só existente nos arredores de Greyhawk, película esta que impediu que o poderoso ácido destruísse o vidro. Vendo que o gnomo pretendia ir atrás desses fungos, se ofereceu para comprar todos os que ele lhes trouxesse, já que era algo raro e de grande utilidade na sua profissão.

O gnomo possuía absoluta certeza que o fungo havia sido obtido no castelo de Zagyg e ele foi atrás do mapa que poderia levá-lo até lá. De posse do mapa, o grupo partiu.

A viagem foi tranquila e o castelo se revelou em toda sua imponência. Por mais que parecesse abandonado, era indiscutivelmente uma obra grandiosa. Resolveram seguir para uma parte melhor conservada, a Torre da Guerra. Camaban facilmente percebeu a existência de vários rastros recentes. Sentado na torre, havia um simpático anão. Ele os levou até quem parecia ser o responsável pelo local. Havia uma taxa para entrar no castelo e ela não era barata. O anão exigia 25% do que fosse obtido pelo grupo e, em troca, permitiria sua entrada e cuidaria do seus cavalos. Após alguma discussão, o grupo acabou aceitando, não sem antes obter um mapa de um determinado local do castelo contendo um grande tesouro.

Foram levados até um grande salão, aonde foram deixados sozinhos. Haviam enormes pinturas nas paredes, guerreiros montados em cavalos e em bigas. Após todos entrarem, a porta se fechou e os guerreiros saíram das paredes, transformando-se em esqueletos!

Mal haviam entrado no castelo e um tenso combate começou. Velen, atingido fortemente, escondeu-se e subiu em uma das colunas, aonde ficou lançando Mísseis Mágicos com sua varinha; Sooty conjurava animais, enquando tentava evitar ser atacado; Dyuss e Lianon atacavam os esqueletos; enquanto Camaban utilizava feitiços de cura para impedir que eles caíssem, haja vista que os esqueletos eram bastante poderosos e resistentes.

Acabaram vencendo, mas estavam esgotados e tiveram que utilizar uma razoável quantidade de cargas dos seus itens mágicos.

Continuaram avançando e encontraram um rastro de sangue, que os levou até uma passagem secreta. Seguindo por ela, chegaram a uma grande sala repleta de ossos e caixas, algumas vazias, outras lotadas de comida. Continuaram seguindo o rastro e chegaram a uma cozinha, aonde um javali, a fonte do sangue, estava sendo assado. Havia vozes à frente e o grupo pôde perceber a presença de alguns orcs e um ogro. Decidiram que não valia a pena entrar em um novo combate e resolveram retornar e continuar com a exploração.

Após um bom tempo seguindo por escadas e portas, perceberam que seria muito fácil se perder ali. Velen analisou uma grande porta e, não encontrado nenhum tipo de mecanismo, pediu para o paladino abrí-la. Uma forte explosão se seguiu e Velen esteve muito perto da morte. Camaban teve que fazer uso de alguns de seus pergaminhos para recuperar o grupo. Acreditando estarem prontos para seguir, o grupo se dirigiu à porta, aonde foram emboscados por cinco ogros, que estavam apenas esperando por um bom momento para atacar. O grupo havia fugido de um ogro para simplesmente ir ao encontro de cinco!

Felizmente, apesar do grande dano advindo dos golpes dos ogros, nada de mais grave ocorreu, graças ao tigre convocado por Sooty e à Camaban, que, pela primeira vez (até que enfim!!!), assumiu a forma de um leão, e, com seus rápidos ataques, eliminaram a ameaça...