O Início de Tudo - 9º Ato

Dyuss estava confuso. Ele conhecia seus novos companheiros há pouco tempo, mas eles pareciam boas pessoas, bastante corretas. Ainda que não concordassem com todos os seus dogmas, eram pessoas com as quais ele poderia conviver em harmonia, como verdadeiros amigos. E não pareciam se importar com sua aparência demoníaca, vendo-o como ele realmente era: um paladino de Heironeous.

Porém, em Greyhawk, as coisas se degringolaram rapidamente. Primeiro foi a intempestiva invasão à casa de Brygette. E, agora, o grupo acabara por atacar a guarda da cidade! Eles não os haviam matado, mas isso em nada os isentava de culpa...

O mais correto seria esperar pelas autoridades e contar o que havia acontecido. Talvez até deveria levá-los a seus companheiros, afinal, eles tinham que pagar pelos crimes cometidos. Mas será que era isso que Heironeous queria dele? Será que terminar preso e colocar em risco a importante missão que Lorde Garael lhes passara era a melhor decisão?

Eram esses os pensamentos de Dyuss enquanto via a fuga de seus companheiros. Em dúvida sobre qual caminho tomar, caminhou pensativo até um templo próximo, numa tentativa de encontrar uma resposta para seus questionamentos.

Lá teve uma conversa com um solícito sacerdote que, mesmo sem saber exatamente do problema, acabou iluminando o caminho do paladino. Dyuss chegou a conclusão de que o melhor a se fazer era encontrar Sooty, reunir o grupo e guiá-los ao caminho da honra e da justiça de Heironeous. Seus companheiros tinham potencial para grandes feitos, mas lhes faltava a disciplina e o senso de conduta, sendo sua a tarefa de iluminar suas mentes e levá-los ao caminho da luz.

Com isso em mente, voltou à "Rato do Rio", local em que acreditava que, uma hora ou outra, o pequeno apareceria...

***

O combate com os guardas levara os personagens a uma encruzilhada: se antes apenas Camaban, Sooty e Volgren eram trangressores da lei, agora era o grupo inteiro. Mesmo que a contragosto, todos acabaram se envolvendo no combate, que, realizado em plena luz do dia, certamente tinha chamado a atenção de várias testemunhas. Era certo que em algum momento a guarda realizaria buscas na floresta e entrar na cidade era um risco tremendo...

No início da noite avistaram guardas aproximando-se pela estrada. O acampamento estava um pouco afastado, mas não o suficiente para a luz da fogueira passar despercebida. Camaban, o mais facilmente reconhecível em razão de sua vestimenta, afastou-se e escondeu-se. Johann e Garen pegaram uma tenda e a colocaram como um anteparo entre a estrada e a fogueira. Aparentemente tal estratégia funcionou, pois os guardas passaram direto...

Era necessário tomar uma decisão. O gnomo já estava desaparecido há dias e sua busca só aumentara os problemas do grupo (problemas esses que poderiam aumentar ainda mais se continuassem procurando-o). E havia uma missão a cumprir, não podiam ficar esperando eternamente. Isso sem contar a possibilidade de Sooty ter sido assaltado e morto por alguém, com seu corpo jazendo em uma viela qualquer.

A carta de crédito estava com o pequeno, mas possuíam algum dinheiro com eles, além de cavalos que poderiam vender, sendo possível negociar com a rhenee. Era chegada a hora de continuarem com a sua missão e aceitarem a perda do companheiro (não o primeiro, haja vista a morte de Volgren na noite anterior).

Johann não queria aceitar tal decisão. Ele reconhecia os argumentos de Camaban e Garen, mas ainda acreditava poder reencontrar o pequeno. Pediu mais algum tempo, sendo decidido que, em dois dias, o grupo partiria, independentemente da presença de Sooty ou Dyuss...

***

Sooty não via a hora de encontrar seus companheiros. Sozinho era muito arriscado explorar aquele local, ele precisava dos outros. Mas como encontrar a saída?

Após um tempo, acabou chegando ao que parecia ser uma rede de túneis. O receio de ficar perdido naquele labirinto era grande, mas ele precisava arriscar, já que tinha sido incapaz de descobrir como abrir a passagem que levava ao jardim. Cansado, dormiu encolhido num canto, torcendo por uma noite tranquila.

No dia seguinte, logo ao acordar, percebeu a luz do dia ao longe. Seguiu em sua direção e viu que o túnel levava para fora da cidade. Uma das grades que fechava a passagem havia sido cortada, sendo muito fácil para ele se esgueirar por elas.

Logo que atingiu o chão ouviu um barulho vindo do túnel. Um halfling colocou sua cabeça para fora e desceu habilmente. Olhou rapidamente para o surpreendido Sooty, mas não lhe deu atenção. Na saída do túnel estava uma criança humana, que jogou-lhe um baú e tentou passar pelas grades, mas acabou ficando preso. Gritou por ajuda, afirmando que já era capaz de ouvir os guardas, mas o halfling achou por bem se aproveitar daquela situação e partir sozinho com o fruto do roubo.

Mas um outro pequeno ainda estava por ali. Sooty acabou convencido a ajudar o garoto quando este afirmou que só se metera naquela enrascada porque precisava de dinheiro para salvar a mãe, que estava muito doente e precisando do tratamento de um sacerdote. Assim, o gnomo de bom coração jogou uma corda para o garoto e o puxou, conseguindo libertá-lo após algum esforço. Logo em seguida, guardas surgiram e um deles também acabou preso nas grades, enquanto Sooty e o garoto saíam em disparada.

A boa ação do gnomo acabou se revelando muito esclarecedora. O garoto fazia parte de uma nascente organização dedicada à venda de informações. Como Sooty tinha muitas coisas a perguntar, ele o levou até seu chefe, apresentando o gnomo como "nosso primeiro cliente" (sic).

O rapaz sabia de muitas coisas acerca de Brygette, confirmando várias das informações que o grupo obtivera em suas investigações. Ela realmente era amante de Managaius. Bela, era muito cobiçada por um dos lordes mais importantes de Greyhawk, que, enciumado, armara a prisão do gladiador (cuja execução estava marcada para dali a cinco dias). Brygette, que era reconhecida como uma antiquária e feiticeira, não havia sido vista desde então, acreditando-se que teria se dirigido a sua outra e principal residência, localizada fora da cidade.

Feliz com as informações e querendo ajudar o garoto, Sooty o contratou como guia, pedindo para que o levasse até a "Rato do Rio".

Assim, enfim, o gnomo foi reencontrado. Na manhã seguinte, Dyuss o levou até os demais, onde o pequeno partilhou as informações que obtivera. O grupo decidiu por investigar a câmara secreta localizada pelo gnomo, salvo Garen, que, não confiando no garoto, preferiu ficar com os cavalos em uma estalagem nos arredores da cidade.

Após algum trabalho para passarem pelas grades do túnel, o grupo chegou ao porão da casa da rhenee. O velho não estava mais lá, o que não parecia um bom sinal, já que ele não tinha a menor condição de ter saído dali sozinho. Logo ouviram vozes e viram dois guardas na sala hexagonal pela qual precisavam passar.

Uma nova discussão surgiu entre os personagens. Dyuss queria desistir da investigação, pois não queria novo embate com as autoridades, mas Camaban e Sooty consideravam muito importante continuarem, já que o mapa poderia estar por ali. Johann procurava alguma forma de se livrar dos guardas sem entrar em combate com eles, mas isso acabou se mostrando infrutífero. Os personagens, cada vez mais desordeiros, atacaram os guardas com golpes não letais, derrotando-os e prendendo-os desacordados na cela em que o velho estivera.

E Dyuss novamente se questionava...

Comentários

  1. Pobre Dyuss!

    Sua bondade e lealdade (principalmente esta última) estavam destoando do restante do grupo. Heironeous estava muito decepcionado. Talvez por isso sua sorte tenha mudado tanto nos últimos eventos (que ainda serão narrados aqui no blog - NADA DE SPOILERS, por favor. Vamos manter o suspense... rs).

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  2. Cumé que é?
    Po eu tô tentando segurar a onda mas o grupo ta realmente dificultando a vida do pobre Dyuss.
    Vcs avacalharam com meu pj né? Se aproveitaram que eu estava ausente...
    Ai ai ai

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  3. Tentarei postar ainda nessa semana, Diego...

    Até porque pode rolar jogo no próximo sábado, sendo bom o blog estar devidamente atualizado. E isso será deveras importante caso você venha para cá...

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  4. AHuahuahua pela postagem acima, nem é :P
    O Dyuss bateu as botas mesmo, que que eu vou fazer ahuheauhaeuaheea?

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  5. Por isso disse que era importante postar o resumo logo, rsrs... Pretendia apenas começar o post ontem, mas acabei fazendo tudo de uma vez, já que, se você for subir e rolar jogo, um novo personagem será necessário. Embora não saiba como o Mario fará para encaixá-lo no atual momento da campanha, pode ser uma boa conversar com ele...

    Voltando ao combate, o verme era bem forte, cara... Seu nome é Wyste e tem ND5, bem acima do nível do grupo. Tem 7 ataques por rodada!!! E, ao acertar, automaticamente inicia um teste de agarrar. Bichinho complicado... O Garen chegou a -8 de vida, quase foi-se também...

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  6. Mas o Dyuss se foi como herói, defendendo o grupo então.

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  7. Com certeza, o Dyuss ficou na linha de frente o tempo todo, juntamente com o Garen (que só conseguiu causar algum dano no final do combate, já que foi agarrado no primeiro ataque e quase morreu, mas ainda assim não recuou), Lianon (que foi agarrado pouco antes do bicho cair) e Camaban (que, pra minha sorte, não foi acertado nenhuma vez, rs; aliás, eu dei muita sorte contra o bicho, pois além dele ter errado todos os ataques contra o meu pc, ele falhou em todos os testes de reflexo contra a esfera flamejante)...

    O Dyuss também estava suportando bem, só que acabou tomando um crítico, aí ferrou tudo...

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