O Início de Tudo - 8º Ato

Após o enterro de seu companheiro, o grupo optou por retornar à casa da rhenee para procurar por vestígios da passagem de Sooty, que continuava desaparecido. Dessa vez, contudo, decidiram ir todos juntos, o que se revelaria uma péssima decisão...

Camaban guardou a maior parte de seus penduricalhos na mochila, trocou sua roupa, penteou seu cabelo (coisa que não fazia há muitíssímo tempo), tudo na vã expectativa de que não seria reconhecido. Mas o destino lhe pregaria uma peça...

Enquanto os personagens olhavam com maior atenção os jardins da rhenee, com o druida tendo descoberto traços do pelo do Peruca em uma parte lateral da casa em que não haviam estado na noite fatídica, dois guardas se aproximaram pela rua.

Inadvertidamente, Johann, certamente não o melhor mentiroso de Flanaess, em vez de simplesmente deixá-los passar, decidiu cumprimentá-los. Os guardas, tendo desviada a atenção de sua conversa, pararam e indagaram qual o motivo de tantas cabeças estarem em um jardim particular.

Os personagens balbuciaram algumas desculpas e o druida se aproximou, o que se revelou um erro. Por uma incrível coincidência, um dos guardas era justamente aquele que o havia visto logo após terem saído da casa da rhenee! Ele olhou atentamente para a face de Camaban e o reconheceu, "convidando" a todos para uma visita a guarda da cidade.

O druida se recusou veementemente a ir, tomando uma posição defensiva, e, enquanto Dyuss tentava contemporizar, Garen reagiu a uma tentativa de ser segurado pelo braço por um dos guardas e um combate se iniciou.

Os guardas não eram suficientemente experientes frente aos personagens. Dyuss, ainda aturdido com o que via acontecer, apenas conseguiu reagir quando percebeu que um dos guardas já se encontrava no chão, desfalecido após receber uma poderosa estocada de Garen, e usou de suas habilidades de cura para estabilizá-lo.

Após um breve momento de hesitação, Camaban, que acabara de derrubar o segundo guarda, conjurou uma de suas preces para impedir a sua morte, subiu em seu cavalo e partiu em disparada, juntamente com os demais personagens. Dyuss foi o único que ficou, ainda brigando com sua consciência, sem saber se deveria apoiar seus companheiros ou procurar a guarda da cidade para relatar o acontecido...

***

Enquanto isso, há algumas noites atrás...

Ao ver toda aquela névoa e gritos deseperados, o gnomo resolveu pular da carroça e ir em direção a casa, ainda que não fosse capaz de enxergar um palmo a frente de seu nariz. Assim, inadvertidamente, acabou tropeçando na raiz de uma árvore, caindo com grande estardalhaço.

Mas aquela não era uma raiz qualquer. Talvez por pura sorte ou pela vontade dos deuses, Sooty acabou tropeçando justamente no mecanismo de abertura de uma porta secreta. Ele passou direto pela abertura, sofrendo algumas escoriações enquanto rolava pela escada.

Enquanto ouvia o barulho do alçapão se fechando sobre si, Sooty se viu em uma pequena câmara escura. Conjurou globos de luz para poder enxergar e verificou a existência de uma porta. Como estava machucado e sem forças, decidiu passar a noite naquele local...

Teve bastante dificuldade para abrir a porta, sendo obrigado a conjurar um cão celestial para arrombá-la. Acabou se vendo em um grande corredor, até que chegou em uma grande sala hexagonal.

Em um dos corredores encontrou um velho preso em uma cela. O velho parecia estar em péssimas condições e a sala fedia a fezes e urina. O gnomo pegou o molho de chaves que se encontrava ao lado e adentrou a cela, na tentativa de ajudar o velho. Porém, este não parecia ter forças para se levantar, nem mesmo falar.

Deixando uma de suas provisões, o gnomo continuou sua exploração. Chegou ao que parecia uma câmara de tortura. O cheiro do local era indescritível, de pura podridão...

Quando se dirigia à saída, escutou um barulho e rapidamente se escondeu. Minutos pareceram horas, enquanto ele esperava. Mas os barulhos de passos acabaram e ele nada viu.

Em outro corredor, tomou um grande susto ao adentrar uma sala. Duas grandes e feias carrancas o encaravam. Eram esculturas nas paredes, do que pareciam ser demônios.

Será que as acusações sobre Managaius eram verdadeiras?

Comentários