O Início de Tudo - 7º Ato

Logo pela manhã, Dyuss, Johann e Garen retornaram ao Bairro dos Jardins para procurar por Sooty. Vasculharam nas ruas próximas à casa da rhenee, deixaram a carroça à vista, mas não encontraram qualquer sinal do gnomo.

Dyuss resolveu verificar junto aos oficiais da patrulha da cidade se o pequeno havia sido preso, mas Garen, ainda irritado, decidiu partir ao encontro dos demais fora da cidade, no que foi seguido por Johann.

Camaban e Volgrin encontraram com Lianon durante a noite e se dirigiram lentamente até a estrada norte, aproveitando para colherem frutas e raízes nos bosques. O druida, inclusive, resolveu visitar o círculo druídico que já conhecia de aventuras passadas, mas, dessa vez, tudo transcorreu naturalmente, sem receber qualquer tipo de mensagem.

Pouco após chegarem no local designado, perceberam a vinda de seus dois companheiros. Johann logo manifestou a sua preocupação com Sooty, enquanto Garen afirmava que deveriam deixar o gnomo responder por seus erros e ir em direção à torre da rhenee. Ainda que se arriscando a ser reconhecido, Camaban decidiu ir banhar-se no rio e cortar seu cabelo, de forma a mudar um pouco de sua aparência e poder retornar à cidade.

Dyuss, mantendo seu escudo com o símbolo de Heironeus sempre à vista, dirigiu-se à cidadela e não teve problemas em falar com o comandante da patrulha. Apresentando-se como uma pessoa interessada em fazer negócios com Brygette, ofereceu-se para ajudar no que fosse necessário, ao mesmo tempo em que habilmente buscava informações sobre o andamento das investigações e sobre eventuais prisões. O fato de ter citado estar na cidade a mando de Lorde Garael deixou as coisas mais fáceis e o comandante foi bastante solícito. Ele acabou descobrindo que os guardas não tinham muitas pistas e que o gnomo não havia sido preso, além do que conseguiu a localização da Guilda dos Colecionadores, da qual a rhenee fazia parte.

Deixando a cidadela, foi até a guilda, sendo bastante mal recebido por um de seus membros. O sujeito trajava um estranho chapéu e parecia só estar preocupado em avaliar uma pedra que tinha em mãos. Saindo da guilda, diridiu-se à loja da rhenee (que, como previsto, estava fechada) e foi ao encontro dos seus companheiros na estrada norte.

Novamente reunidos, Garen insistia em abandonar Sooty. Dyuss também recriminava a atitude do gnomo, mas não podia concordar em abandoná-lo. E Camaban lembrou de um porém importante: a carta de crédito fornecida por Garael para a compra do mapa estava com o gnomo, sendo imprescindível localizá-lo, independentemente da concordância ou não com seus atos.

Ao ouvir isso, Garen ficou extremamente irritado. Pegou uma pedra no chão e a lançou em um arbusto, enquanto praguejava. Logo em seguida, um uivo de dor foi ouvido. Mas aquele não parecia ser um uivo comum, Camaban era capaz de afirmar. Atentamente observava a mata, enquanto Dyuss andava na direção do arbusto para averiguar. O druida chegou a perceber o movimento da besta (um monstruoso cão, lotado de espinhos), mas não teve tempo de alertar o paladino, que recebeu uma poderosa mordida recheada de espinhos e tombou...

Lianon partiu na direção da besta, mas esta o atingiu antes, e o lobo caiu, sangrando. Camaban precisava agir rápido e animou os arbustos com sua magia de constrição, enredando a besta. Volgrin, enfurecido, conseguiu se desviar dos galhos e acertar um belo golpe na criatura, no que foi seguido por Garen, que, devido ao glaive, podia atacar de longe, não precisando entrar na área de atuação da magia. Enquanto isso, Johann conjurava suas magias defensivas...

O combate prosseguia preocupante. A besta era forte e parecia uma questão de tempo ela se libertar. E Volgren também acabara enredado, sendo incapaz de atacar. Camaban conseguira conjurar uma magia de cura no seu lobo, mas não conseguiria alcançar o paladino sem correr risco de acabar preso por sua própria magia, o mesmo ocorrendo com Johann. Assim, sem opções, atacavam de longe com suas fundas. Apenas Garen conseguia causar um dano maior na criatura...

Por fim, a criatura se libertou. Aproveitando que o bárbaro ainda estava enredado, acertou uma fulminante e espinhosa mordida em Volgren, que ficou imediatamente inerte. Logo em seguida Garen enfiou sua arma profundamente no corpo da besta, que tombou, derrotada. Mas já era tarde. Seu amigo já jazia morto, além de qualquer possibilidade de cura...

A tristeza e o desespero atingiu os personagens. Enquanto Garen acusava o gnomo de ser o culpado pela morte, Camaban dizia que o próprio Garen o era, uma vez que fora a sua pedra que fizera a criatura atacá-los.

Alheio às discussões, Dyuss proferiu uma breve prece para Heironeus e pegou seu escudo, a fim de cavar uma cova para seu companheiro. Camaban não lembrava se o bárbaro havia manifestado alguma fé específica e não encontrou qualquer tipo de amuleto ou símbolo que o indicasse, rezando uma oração à Grande Mãe, para que recebesse Volgren em seus domínios...

Postagens mais visitadas