O Início de Tudo - 6º Ato

Após uma breve conversa com um sujeito fantasiado de sátiro do lado de fora da luxuosa taverna, Garen e Johann preferiram deixar Dyuss entrar sozinho na mesma, eis ser o único a possuir roupas minimamente adequadas ao ambiente, e ficaram aguardando na carroça do guerreiro.

Em verdade o paladino nunca havia estado em um lugar como aquele antes. Sua aparência demoníaca nunca era bem recebida, ainda mais em locais frequentados pela alta sociedade. Graças à habilidade mágica do seu manto, todavia, ele pôde entrar tranquilamente, sendo bem recebido pelos funcionários do lugar.

Logo buscou informações quanto aos apostadores que poderiam ajudá-lo a descobrir mais sobre Managaius, o gladiador que parecia ser amante da rhenee, acreditando que essa poderia ser uma boa forma de descobrir o paradeiro de Brygette. Teve que esperar por um longo tempo, mas acabou conseguindo uma boa conversa com um senhor que, embora reticente quanto às questões concernentes ao gladiador, mencionou que Brygette possuía sim um antiquário no Bairro dos Estrangeiros, dando o endereço exato do mesmo. Satisfeito com a informação obtida, Dyuss foi se encontrar com seus companheiros.

Enquanto isso, Sooty, Camaban e Volgrin procuravam pela residência de Brygette. Não tiveram dificuldade alguma em encontrá-la, contudo. Bateram na porta e chegaram a conversar com um vizinho, que confirmou a ausência da rhenee há pelo menos um mês. Depois aguardaram a chegada da noite escondidos junto a uns arburstos nos fundos da casa, de forma a que pudessem invadí-la. Não pretendiam roubá-la, mas também não pretendiam ficar aguardando indefinidamente pela chegada de Brygette, que, até onde sabiam, podia até estar morta ou nunca mais retornar.

Porém, a verdade é que nenhum dos personagens possuía as qualificações necessárias à invasão, sendo necessário que o gnomo se sujeitasse a descer pela chaminé e abrisse a janela para o druida, enquanto Volgrin permaneceria no seu posto observando os arredores.

Surpreendentemente, a residência estava praticamente vazia. Havia pouquíssima mobília, nenhum adorno, como se a rhenee realmente tivesse se mudado dali já há algum tempo. A única coisa que chegou a chamar a atenção dos personagens foi a existência de duas portas magicamente trancadas no andar superior.

Não havia como abrir aquelas portas, nem mesmo com o uso da força. Então, optaram por subir ao sótão e quebrar o forro, permitindo sua entrada nos quartos, que estavam lotados de caixas com os mais variados objetos.

Ficaram um bom tempo verificando o conteúdo das caixas, até que Camaban conseguiu encontrar umas informações úteis. A rhenee havia contratado os serviços de um artesão anão para a construção de uma torre próxima ao Lago Diamante, assim como havia providenciado a remessa de grande parte dos seus pertences para lá. Assim, o druida pegou a planta da torre, que possuía uma breve indicação de sua localização, e foi se encontrar com Sooty, que havia ficado encantado com uma caixa lotada de talheres de prata. Questionado por Camaban, que previa problemas com os demais membros do grupo, o gnomo prometeu que esconderia bem a caixa e a devolveria à rhenee se a encontrassem.

Chegando à janela, o bárbaro fez sinal de que tudo estava limpo. Os dois saíram da casa e fecharam a janela, mas logo foram surpreendidos por um guarda. Camaban e Volgrin explicavam que estavam apenas admirando o belo jardim e fazendo um breve lanche, mas Sooty, apavorado e com a grande caixa nas mãos, se desesperou e saiu correndo. O guarda ameaçou ir trás dele, porém, como os outros dois haviam ficado parados, preferiu levá-los para uma conversa a fim de esclarecerem a seu superior exatamente o que faziam ali e o motivo da fuga do pequeno.

Vagarosamente começou a se aproximar dos personagens, que não pretendiam ir a lugar algum, contudo. Os dois se desvencilharam do guarda, com o druida novamente fazendo uso de um pergaminho de Névoa Obscurecente. Embora aturdido pelo feitiço, o guarda tentou acertar um golpe no bárbaro, que desviou e acertou um forte contra-ataque, antes de recuar para fora da névoa, como havia feito na noite anterior. Logo em seguida, aproveitando que estava em um jardim, o druida conjurou Constrição e os personagens apenas ouviram o grito desesperado do guarda ao se ver agarrado pelos galhos de uma árvore...

O pequeno corria a toda velocidade até seus companheiros. Jogou a caixa na carroça sem ninguém perceber e, esbaforido, explicou que eles haviam invadido a casa de Brygette, mas um guarda os havia visto. Embora a contragosto, Dyuss, Johann e Garen se dirigiram ao local para ver o que poderiam fazer para ajudar.

Logo ao chegarem, perceberam uma razoável quantidade de guardas e curiosos em volta de uma grande névoa. Uns poucos guardas se aventuravam a entrar na área, mas nenhum retornava, já que também acabavam enredados pelas plantas, e estavam todos assustados, sem saber o que fazer.

O gnomo pulou da carroça a fim de procurar por seus companheiros. Os demais aguardaram o dissipar da névoa e viram que seus amigos já haviam ido embora. Aguardaram um tempo para ver se o gnomo aparecia, mas acabaram seguindo em direção à "Rato do Rio".

Lá chegando, encontraram Camaban e Volgrin aguardando em um pequeno terreno baldio ao lado da estalagem. Uma rápida e ríspida conversa se seguiu, com os dois dando explicações sobre o que acontecera e, principalmente, esclarecendo que a ação havia trazido resultados: eles tinham uma indicação sobre a localização da rhenee.

Chegou-se à conclusão de que era mais seguro ao grupo sair da cidade o quanto antes, mas Dyuss queria ir ao antiquário e ainda era necessário encontrar o gnomo, que desaparecera. Sendo assim, Camaban e Volgrin saíram da cidade e prometeram esperar pelos demais na estrada ao norte (direção do Lago Diamante, localizado próximo às Colinas das Tumbas) até a noite seguinte.

Enquanto os dois deixavam Greyhawk, Dyuss e Garen foram descansar na estalagem e Johann foi procurar por Sooty...

Aonde se meteu o encrenqueiro gnomo?

Comentários

  1. Sensacional! rsrsrs Rápida postagem! Nem lembrava do detalhe do porteiro vestido de sátiro, mas podes crer, era isso mesmo! ehehehhehe... pena que não lembrei na hora do jogo.

    Temos que marcar outra partida pra breve!

    Abraços!

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  2. Rsrsrs... Como eu não estava no início da sessão, não sabia que você havia esquecido desse detalhe e achei que eles houvessem passado pelo mesmo procedimento que Bogus e eu...

    O nome do pc do Cacá está certo?

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  3. Garen é o nome do PC do Cacá.

    Bicho, o porteiro impediu que eles entrassem com armas e armaduras. Disso eu lembrei. Só não me recordei da vestimenta... ou esqueci de mais alguma coisa?

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  4. Blz, vou alterar o nome no post...

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  5. E aí, galera, rolou jogo no último fim de semana? Se sim, não deixem de postar o resumo aqui...

    E vamos tentar marcar uma sessão pro próximo, pois no dia 29 dificilmente poderei...

    abs

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  6. Gde Robinho.

    Não rolou não. O Bruno deu pra trás na última hora, e távamos dependendo dele. Já o Bogus subiu, mas tava com a vó hospitalizada e por isso não ia jogar. Aí ficamos Dieguito e eu jogando PS3 e vendo a alberto braune encher de água... rs..

    Vou ver com o pessoal o que dá pra fazer neste fds.

    Abraços

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