O Início de Tudo - 2º Ato (GREYHAWK)

Após encerrado o combate, o grupo seguiu livremente até a vila de Cador.

A vila cerca uma fortaleza antiga, e é murada com uma paliçada resistente. Percebe-se que os guardas são homens bem treinados e equipados para uma aldeia daquele porte, que já conta com cerca de 1.000 habitantes. Todas as imediações de Cador são campos de plantações, especialmente de trigo e girassol (de onde se extrai um valioso óleo). Há alguns moinhos e pequenas pontes sobre córregos, além de uma simpática comunidade de halflings situada bem próxima de um desses riachos. O clima é de relativa alegria.

A chegada dos personagens não passa desapercebida, pois tão logo chegam na vila são interpelados por um guarda que, após as formalidades de praxe, diz que:

"O Barão Uther Rhumnheim já esperava pela sua chegada. Por favor me acompanhem até a sua fortaleza."

Na fortaleza não há maiores formalidades, pois se trata de um legítimo forte de batalha. O grupo é conduzido pelo guarda até uma sala no ponto mais alto da grande torre central. Lá encontram com o lendário anão Uther, um dos grandes heróis da Aliança Rubra que uniu o Reino de Furyondy sob o estandarte do Rei Arthur Jakartai, mais de 10 anos atrás.

"Rá! Eu sabia! Eu sabia que Garael ia fazer isso comigo!" - o anão resmungou claramente irritado.

"Mandou um bando de garotos inexperientes aqui!"

"Estes homens já provaram do que são capazes. Não só escaparam de nossa emboscada, como também derrotaram alguns dos asseclas dos Espinhos Negros no caminho para cá. Não foi assim que tudo começou muitos anos atrás?!" – Garael diz isso irrompendo pela sala em sua armadura cintilante, um digno Cavaleiro do Cervo!

Todos os personagens ficaram surpresos neste momento, pois perceberam que foram mesmo enganados com aquela demanda.

O grupo se apresenta e, após breve diálogo, Garael explica do que aquilo tudo se trata:

"Prezados, não os escolhi para vir para cá de forma tão aleatória quanto possa parecer. Estes são tempos difíceis para nosso reino, nossos inimigos são muitos, estão em todas as partes e temos poucos soldados e cavaleiros profissionais, aptos a defender com honra e coragem nossas bordas. Por isso, querendo ou não, devemos contar com a crescente força de grupos de aventureiros mercenários para realizar pequenas tarefas que, de outra forma, só poderiam ser executadas às expensas de homens que são mais valiosos na fronteira do que em uma masmorra úmida.

Jarbos e Galohalt são dois colegas de longa data, homens de bem certamente comprometidos com o bem estar de nosso povo, grande colaboradores dos Cavaleiros do Cervo. Eles me contaram sobre você, Dyuss, e seus passos vêm sendo cuidadosamente observados por mim desde que você deixou a fronteira. Então, conheço sua boa índole, seus pecados e sua história de expiações.

Foi uma coincidência que você tenha se dirigido justamente para Vau Brindin, e eu não questiono os desígnios dos deuses, mas lá estava buscando organizar um grupo de aventureiros que pudesse nos ajudar com um pequeno e inconveniente problema e me pareceu que este fosse um bom momento para lhe oportunizar mais uma chance de provar seu valor.

Tudo aquilo que aconteceu na estalagem do Olhar de Pedra foi uma encenação, preparada para destacar aqueles com disposição para agir e espírito de luta. Assim, foi óbvio que vocês se destacaram das demais pessoas naquela noite. Alguns pela paciência mesmo diante das mais atrozes acusações (olha para Dyuss), outros pela preocupação com o próximo e disposição para ajudar (olha para os demais).

Restava saber se eram fortes o suficiente para sobreviver a um desafio físico e leais o suficiente para proteger o objeto de sua missão." - neste momento Garael pega em mãos a carta que tinha sido confiada ao grupo e a rasga.

"Por isso pedimos a ajuda de alguns colegas para preparar uma emboscada na estrada e testar suas perícias. Logicamente, o encontro com os Orcs foi totalmente inesperado, mas acabou por comprovar ainda mais suas qualidades.

Todos vocês são pessoas inquestionavelmente boas, posso ler isso nas suas almas. Não conheço muito sobre o passado de vocês, mas além de confiar em meus instintos, confio também na palavra e na honra de Wegwiur. Este homem das terras frias ao norte é de minha fidúcia, e nele confio a tarefa de olhar por vocês e garantir a retidão de vosso caminho." - Garael falava de _________ Wegwiur(ahahaha, to no escritório e esqueci o nome do meu PDM. Dps edito isso aki), um bárbaro que também estava na taverna e se que lá também se integrou ao grupo, mas cuja história e passado ainda são um mistério.

Com esta introdução Garael deixa a explicação sobre a “missão” para Uther.

"Errrr, bem, Garael como sempre já fez as honras da casa. Então, vamos ao que interessa. Perdemos um documento muitíssimo valioso e precisamos recuperá-lo. O documento em si é um mapa muito precioso, elaborado por especialistas de todo o antigo Viscondado de Ferrond, detalhando as antigas terras do nosso maior inimigo, seus terrenos acidentados e suas fortalezas. O documento está identificado com o brasão de Sua Majestade Sir Arthur Jakartai, o que lhe garante autenticidade. Este mapa é de fundamental importância para o desenrolar da cruzada contra O Ancião e por isso precisamos recuperá-lo.

Nossa sorte é que SABEMOS com quem ele está e como ele foi parar nas mãos dessa pessoa! Mas isso é outra questão, errrr, o importante é que o mapa está com uma Rheenne conhecida como Brygette. Já sabemos que Brygette possui uma loja no Quarteirão dos Estrangeiros, na Cidade Livre de Greyhawk. Vocês poderiam encontrá-la também no mercado baixo, especialmente nos DiasLivres (freedays). Mas não sabemos mais nada sobre essa mulher, só que ela aparentemente tem um hobbie peculiar de colecionar ‘coisas’.

Recuperar o mapa não deve ser uma tarefa difícil. Vou deixar com vocês uma carta de crédito para que ofereçam pelo mapa, mas pelo que ouvimos falar, Brygette não costuma se desfazer de objetos únicos com facilidade."

A missão estava dada. Os personagens retornar voltar o mais rapidamente possível, mas devem envidar todos os esforços para recuperar o documento.

"Eh, mas algo me diz que persuadir alguém com o diabo a tiracolo não será uma boa idéia. Aliás, porque mandar o diabo quando você pode mandar um anjo?!" – Uma voz diz em alto e bom som, vinda do nada.

Subitamente um raio parte na direção de Dyuss e ele assume uma forma humana bela e perfeita.

Entretanto, aquele efeito mágico de desfaz, como se a imagem do belo homem fosse formada de um plástico que derrete até sumir.

"Por Boccob!!!" – A figura de um misterioso mago surge na sala. É Solfiere, o transmutador, amigo de longa data de Garael e Uther.

Nesta altura, o anão dá uma gargalhada e Garael faz olhar de reprovação. Solfiere fica espantado com o fato de que sua poderosa mágica não funcionou sobre Dyuss.

Apesar de ter agido num impulso fanfarrão, após novas e breves apresentações, discutiu-se que com aquela atitude o mago realmente colocara um bom ponto: Dyuss não pode andar pelas ruas com aquela aparência demoníaca. Nenhuma cidade humana iria tolerar isso por muito tempo, e seria um risco para a missão.

A solução encontrada por Solfiere foi utilizar uma capa costurada para disfarçar qualquer tipo de pessoa, um item mágico criado a partir da essência mágica do chapéu dos disfarces de Ben (outro antigo companheiro de aventuras).

Solfiere, logicamente, manifestou interesse de estudar mais sobre o que quer que Dyuss fosse, já que sua mágica poderosa nunca havia falhado desta forma antes. Mas agora não havia tempo pra isso.

O grupo se recolheu, alimentou-se e foi dormir. No dia seguinte, Uther comunicou que uma outra pessoa seguiria com eles a seu pedido - um guerreiro treinado pelo próprio anão, como forma de garantir que o grupo não se desviasse de seu objetivo. Assim, partiram para Greyhawk, encontrando apenas um pequeno problema no caminho - com um grupo de orcs que foi rapidamente detido pela Constrição de Camabam.

Ao alcançarem a próxima vila, chamada Dianrift, alguém teria que retornar para Cador avisar ao Lorde Uther sobre a presença - desta vez de um grupo maior - de orcs na região. O tal guerreiro acabou sendo designado para tanto.

De Dianrift, cruzaram o poderoso rio Velverdyva, chegando em Caltaran e de lá tomara a estrada para Dyvers - caminho necessário para Greyhawk.

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