A Lenda da Folha Caída – 21º Ato

Ainda nas bordas da floresta, Beren saiu à procura de frutos e raízes e, enquanto retornava para o acampamento, notou que estava sendo seguido por alguma criatura, que se aproximava cada vez mais. Percebendo o perigo, acelerou o passo e gritou pelo auxílio de seus companheiros, momento em que foi atacado pelos tentáculos da pantera deslocadora.

Era muito difícil discernir a exata localização da criatura e grande parte dos ataques passava no vazio, mas ela acabou sendo derrotada. O meio-elfo aproveitou para coletar o seu couro, de forma a tentar replicar a habilidade mágica da besta, assim como Dante pegou um de seus tentáculos para oferecer em sacrifício na prece que realizaria naquele dia.

Seguiram mais alguns dias pela mata, sempre às margens do Rio Renador. Em um determinado momento, este pareceu se alargar imensamente, já sendo impossível avistar o outro lado. Tal circunstância fez Beren acreditar já terem chegado ao lago, local em que esperavam encontrar a cidade élfica. Mas Allus, consultando o mapa, dizia que isso era impossível, pois ainda havia mais dias a percorrer antes de o alcançarem.

Enquanto os dois discutiam acerca da correção do mapa, Rhalevahn admirava o belo pôr-do-sol. As águas mansas do lago refletiam magistralmente a luz do final do dia, o que oferecia um belo espetáculo. Se adiantando um pouco para observar melhor os arredores, verificou que a luz também estava sendo refletida por algum objeto localizado junto às raízes suspensas de uma árvore nas margens do lago e decidiu verificar.

Os demais viram a saída do svimohzish e o seguiram, salvo Allus, que ainda não aceitara as colocações de Beren e continuava verificando o mapa que rapidamente copiara do original na biblioteca do Colégio Arcano.

O objeto brilhante era um pequeno saco cheio de moedas de ouro. Ele estava muito à mostra e sem qualquer tipo de sujeira, o que seria normal caso tivesse sido escondido naquele local. Os personagens começaram a observar os arredores, prevendo uma eventual emboscada, salvo Fulrik, que logo se adiantou para pegar o saco.

Beren percebeu um movimento logo atrás de si e se virou rapidamente. Não viu nada, mas tinha a estranha sensação de que alguém tocara em sua algibeira. Sacou a Piscadinha e viu três pequeninos humanóides com orelhas pontudas, provavelmente leprechauns, e avisou aos demais, que eram incapazes de vê-los. Fulrik logo buscou sua algibeira e não a encontrou, levantando enfurecido.

Percebendo que haviam sido avistados, os duendes atacaram o meio-elfo com suas pequenas flechas, mas só conseguiram acertar a árvore atrás dele. Beren, falando em um péssimo silvestre, tentava se comunicar com as criaturas para que devolvessem o dinheiro do anão e evitassem um combate que poderia lhes custar a vida.

Neste momento, um estrondo foi ouvido! Era o barulho de uma árvore sendo derrubada a poucos metros dos personagens. Os duendes começaram a discutir desesperados, falando tão rápido que Beren só era capaz de identificar pouquíssimas palavras. Mas uma coisa tinha ficado clara: alguém se aproximava e os duendes tinham muitíssimo medo desse alguém!

Ao olharem pra trás, já buscando posições defensivas para se proteger do que quer que estava vindo, eles puderam observar um movimento na copa das árvores. Em verdade, era uma delas que se dirigia a eles! Um enorme ent vinha em grandes passos na direção do grupo! Enquanto os duendes corriam, Beren novamente tentou se comunicar, mas o guardião não pareceu lhe dar a menor atenção. Passou pelos personagens como se nem os tivesse visto, causando um grande dano naqueles que não conseguiram sair de seu percurso. O ent parecia muito desajeitado e ele chegou a derrubar algumas árvores no caminho, mas acabou alcançando os duendes.

O meio-elfo pôde perceber que o ent ralhava com os leprechauns dizendo que já os havia avisado de que não deveriam mexer com os convidados e, após eles terem devolvido o dinheiro, os libertou. Logo em seguida, o ent se dirigiu aos personagens e os convidou a segui-lo, eis que já eram esperados. Embora não tenha dito por quem, o grupo o seguiu.

A caminhada seguiu por muito tempo sem que o ent desse qualquer sinal de que pretendia parar. Com o cansaço aumentando e a lua já alta no céu, Beren falou com o ent sobre a necessidade de descanso. Ele pediu desculpas por ter se esquecido de que eles precisavam disso, se assentou na margem do rio e ficou imóvel, como uma árvore comum, indiscernível das demais à sua volta.

No dia seguinte, por um longo tempo os personagens tentaram acordar a árvore, mas sem sucesso. Decidiram esperar mais um dia, mas também não conseguiram acordá-la no dia posterior. Assim, continuaram sozinhos no seu percurso.

Algumas horas depois, perceberam um vulto a cavalo no interior da mata. Pararam, enquanto observavam. Conforme o cavaleiro se aproximava, notaram que ele usava uma bela armadura de couro e um longo manto com capuz. Beren, um pouco mais à frente, também percebeu que não era um cavaleiro que se aproximava, mas uma cavaleira.

Quando Ilanenya chegou próximo o suficiente para se dirigir a eles, outros elfos surgiram, deixando claro que ela não estava sozinha. Após uma breve apresentação e a afirmação de que os elfos já os esperavam e sabiam o porquê dos personagens estarem ali, eles foram levados até a belíssima cidade de Cirolealon, aonde seriam recebidos por pessoas muito mais importantes do que previam...

Comentários

  1. Bem, ainda não li nada do livro, mas, aí está mais um resumo, pra compensar, rsrs... Não o levei até o exato fim da sessão porque não conseguiria fazê-lo sem colocar os nomes dos vários personagens que surgem, das ilhas e tudo mais... Então realmente não farei o próximo e o deixarei pra você, Mario...

    abs

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  2. ahuahuahauhau... tanto demorei q vc acabou fazendo este post né... valeu mais uma vez robinho, o próximo eu faço. Essa semana (e o final da outra) foi trevas.. dps de conto!

    Abraços!

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  3. Imaginei que vc deveria estar enrolado e, como estava com tempo livre, resolvi fazer...

    "Trevas" de trabalho, espero...

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  4. to ai no fim de semana!
    Nao esqueçam de marcar de uma vez pra ninguem se enrolar, blz?

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  5. a gente tentou, a gente tentou...

    ... mas sempre tem alguém enrolado.

    De qlq forma, tá marcado. Aliás, são 16:03, kd vcs?

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  6. Pois é... Vê se faz um esforço pra comparecer na próxima também, afinal, esse vai ser provavelmente o combate mais difícil que enfrentamos até agora, com grande possibilidade de perdas de personagens do grupo, e precisaremos formar uma boa estratégia...

    Aliás, Bogus, você também, cara... É um dos momentos-chave da campanha... Aconteceu o que temíamos, mas não vou adiantar nada aqui, melhor esperar pelo post, hehe...

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