A Lenda da Folha Caída – 20º Ato

A viagem seguia tranqüila pelos campos verdejantes às margens do Rio Renador. A caça era abundante e as noites calmas, permitindo aos personagens discutirem acerca do futuro.

“Acho que sei como destruir a Máscara”, disse Astaror, trazendo para si os olhos curiosos e surpresos de seus companheiros. “Devemos levá-la ao rio em que a menina deveria ter sido sacrificada”.

“Não há como ter certeza disso, Astaror”, retorquiu Beren. “E, como disse em nossa reunião com os magos, a destruição de um artefato é algo extremamente perigoso, que pode causar mais danos do que benefícios”.

“Mas tenho certeza que tais danos não ocorrerão se a levarmos ao rio. É um local simbólico de grande relação com o espírito que reside na Máscara e lá ele poderá ser destruído”.

“Mas nós demos nossa palavra de que entregaríamos a Máscara intacta”, interveio Rhalevahn.

“Nós dissemos que a entregaríamos se fosse possível... E a Máscara estará intacta. Só o espírito é que estará destruído”.

“Não subverta nossas palavras, Astaror! Eu sou um seguidor do Arauto, minha honra é minha vida! Quando a Máscara estiver em nossas mãos, devemos entregá-la a Zenith, conforme combinado”.

“Temos um longo caminho pela frente”, disse o apaziguador Beren, “não é hora de discutirmos isso. Temos que dar um passo de cada vez, meus amigos, e agora temos que nos focar em encontrar o Espelho”.

Ainda naquela noite, durante a vigília noturna, Beren e Astaror trocaram mais algumas palavras:

“Astaror, veja bem, não sou totalmente contrário a sua idéia. Também acho perigoso permitir que a Máscara continue existindo. Não quero cometer o mesmo erro novamente e, caso tenhamos como destruí-la de forma segura, eu o farei, ainda que isso nos traga uma grande inimizade do Colégio Arcano. Mas precisamos ter certeza disso e devemos evitar tratar desse assunto com os demais. Allus pertence ao Colégio e Rhalevahn não pode voluntariamente descumprir sua promessa”.

“Bem, Faísca, uma hora eles terão que saber. Mas seguirei seu conselho por um tempo”.

Na noite seguinte, novamente reunidos à volta da fogueira, os personagens ouviram um barulho. Beren sacou a Piscadinha e viu que um animal, provavelmente um lobo, vinha se esgueirando pelo mato alto em direção ao acampamento. Avisou aos demais, que prontamente tomaram suas posições. Quando o animal já se encontrava bem próximo do grupo, ele ganiu em desespero e fugiu.

“Rá! Parece que o lobinho percebeu que ele é que seria a comida aqui!” – disse Fulrik.

Neste instante, uma névoa vinda por trás do grupo tomou todo o acampamento. Não era possível enxergar mais do que um metro à frente.

Aquela névoa não parecia natural. Beren e Astaror começaram a se mover, à procura de uma melhor visão dos arredores. Os demais preferiram tomar posições defensivas e continuaram próximos à fogueira, com Allus conjurando uma barreira de vento à volta deles.

Beren foi o primeiro a sair da área enevoada e pôde ver, de relance, uma esguia e alta criatura entrando na névoa. Não pensou duas vezes e conjurou suas flechas mágicas. A criatura gritou de dor, o que permitiu aos personagens perceberem de onde vinha seu adversário, em especial o bárbaro, que foi diretamente para aquele local.

Um difícil combate se seguiu, com Allus evocando contínuas barreiras de vento de forma a dar visibilidade a seus companheiros. A bruxa anis se provou um adversário bastante poderoso e resistente, inclusive às magias conjuradas por Beren, que nem sempre atingiam o efeito desejado. Além disso, ela causava grandes danos com o ataque dilacerador de suas garras. Rhalevahn e Astaror foram os mais visados, mas acabaram resistindo e derrubando a criatura.

Mais uns dias e, enfim, avistaram a Floresta de Kalalali.

Que novas surpresas os aguardam?

Comentários

  1. Tá na pilha de postar heim?! Q beleza!

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  2. Pois é... Fiz uma certa mistureba neste post, pois já tinha colocado parte da 20ª sessão no anterior, então resolvi colocar esse diálogo, que, em verdade, não lembro em que sessão ocorreu. Mas acho que ficou legal aí, encaixou bem.

    Ainda não sei se farei o próximo também, talvez o deixe pra você. Três em sequência fica complicado, rsrs...

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  3. ahuahauhauhau... pode deixar!

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