A Lenda da Folha Caída – 18º e 19º Atos

Da leitura do Tomo de Felana deveria vir o próximo destino do grupo e muito foi debatido antes que tomassem uma decisão.

Fulrik queria ir diretamente ao Imperador e retirar-lhe a Máscara à força, o que não foi aceito pelos demais, que consideravam tal estratégia um suicídio. Também foi proposto forjar o encontro de algo muito desejado pelo espírito dentro da Máscara, de forma a que o Imperador deixasse a proteção de seu exército e partisse em sua busca, podendo ser emboscado pelos personagens, mas enganar o Enganador seria algo complicado demais, ainda mais para um grupo afeito à verdade.

Sendo assim, restaram duas opções: ou ir em direção às montanhas em que o artefato foi criado, de forma a buscar mais informações a respeito do item e do espírito; ou procurar a ajuda dos elfos para localizarem o Espelho de Gelthangor, o item temido por Eäldil e que talvez seja o único capaz de revelar a real natureza da Máscara. Embora o anão tenha tentado dissuadir o grupo, acabou-se optando por esse segundo caminho, que parecia ser o mais lógico.

Tomada a decisão, os personagens foram comunicá-la a Zenith. O mago não se manifestou expressamente acerca do destino optado pelo grupo, mas desejou sorte e sucesso. Além disso, como havia prometido anteriormente, forneceu itens mágicos para os personagens, assim como cavalos.

E assim o grupo partiu. Embora Rhalevahn tenha trazido a proposta do dono de uma caravana para que seguissem a estrada sul e entrassem em Cirolealon pelo lado oeste, os personagens, em especial Beren, acharam que tal caminho seria longo demais, e eles seguiram pela estrada ao norte, que levava ao Reino de Paru’Bor. Chegando ao rio Renador, eles deixariam a estrada e seguiriam suas margens em direção à grande floresta.

A viagem seguia tranqüila, até alcançarem a pequena vila de Dithemidu. Lá ouviram o discurso de um sacerdote de Fapeki, o Verdadeiro, Senhor da Justiça, que tentava acalmar a população, que vinha sendo atacada por mortos-vivos.

Rhalevahn logo se dirigiu ao sacerdote e, após algumas perguntas, se ofereceu a resolver o problema. Embora Astaror tenha sido contrário, o grupo decidiu ficar por uma noite para ver o que descobriam.

Beren visitou alguns locais que tinham sido alvos de ataques e chegou a exumar um dos corpos, para ver se encontrava algo de relevante. A única coisa digna de nota que achou foram pedras ônix em diversos pontos da vila, acreditando que estas deveriam estar sendo usadas na convocação dos mortos.

À noite, partiram em vigília. Após longas horas em que nada acontecia, ouviram um grito de mulher. O meio-elfo correu naquela direção, no que foi surpreendido por um cachorro esquelético, que saiu de dentro de uma moita e lhe deu uma forte mordida no tornozelo. Beren, contudo, contra golpeou e a criatura se desmantelou no chão.

Ao chegarem ao local, viram alguns esqueletos circundando uma casa, mas eles foram rapidamente destruídos pelo grupo.

Tendo encontrado alguns rastros, seguiram ao norte, até o que parecia ser uma pequena clareira, na qual era possível vislumbrar a existência de algumas covas, com esqueletos e zumbis saindo de dentro delas. Rhalevhan ameaçou entrar, mas Dante pediu que ele esperasse, de forma a que estudassem melhor o terreno e o que enfrentariam.

Beren e Astaror se embrenharam na plantação em direções opostas, de forma a circundarem a clareira e procurarem pelo provável conjurador, que deveria estar em algum lugar ali perto. Logo viram um vulto envolto em mantos negros, escuro como a noite. Ele usava uma máscara assustadora e pareceu ter avistado os demais personagens, que estavam na entrada da clareira.

Uma rápida conversa se seguiu, mas o combate foi inevitável. O necromante ordenou o ataque dos mortos-vivos e conjurou uma magia de medo, que paralisou Dante. Rhalevhan e Astaror também sentiram o efeito da magia, mas a natureza inabalável de seus espíritos impediu a imobilização.

Enquanto Rhalevhan, Fulrik e Allus lutavam com os mortos, Beren e Astaror atacaram o vulto por trás. Com tempo para sua mira, o meio-elfo acertou uma flecha no pescoço do mago, provocando um grande esguicho de sangue. Astaror também acertou um forte ataque e o necromante quase foi ao chão. Mais uma flecha certeira e o necromante caiu morto, sem mal ter tido tempo de entender o que estava acontecendo.

Encerrado o combate, foram olhar o rosto por baixo da máscara, e qual não foi a surpresa do grupo ao descobrir que o necromante era o sacerdote de Fapeki! Ele portava um amuleto com a cabeça de um pequeno humanóide numa expressão de terror, um símbolo do Príncipe do Medo. Beren pegou o amuleto, de forma a destruí-lo mais tarde, assim como Dante pegou a máscara, de forma a oferecê-la em sacrifício a Natirel, seu deus.

Astaror acreditava que o povo não iria acreditar neles e culpá-los pela morte do sacerdote e, logo, deveriam ir embora dali o quanto antes, no que foi apoiado por Fulrik. Dante parecia um pouco indeciso, mas acabou apoiando Beren e Rhalevahn, que foram chamar os aldeões para contar o que acontecera.

Embora inicialmente a história tenha sido vista com desconfiança, o carisma de Beren funcionou bem e os aldeões inclusive se lembraram de atitudes estranhas do sacerdote nos últimos tempos e acabaram acreditando nos personagens.

Vasculhando a casa do sacerdote, Dante encontrou sinais de que havia algo enterrado abaixo da cama. Não foi surpresa alguma quando ele encontrou o cadáver do verdadeiro seguidor de Fapeki.

Resolvido o problema, o nobre sacerdote do Senhor da Estratégia ofereceu à população todo o dinheiro que encontrara no quarto do impostor e o grupo seguiu viagem.

Em Fadido, importante cidade do Reino de Paru’bor, visitaram, a convite de Dante, o Templo de Natirel, que parecia muito mais um acampamento de guerra, eis que o pátio estava cheio de armas de sítio e com diversos soldados treinando. Também visitaram o Templo de Fapeki, aonde contaram acerca do acontecido na vila e sobre a suspeita de que tal infiltração pelos seguidores do Príncipe do Terror também poderia ser a responsável pelo surgimento de mortos-vivos no sul de Pekal. O Seguidor da Verdade agradeceu pelas informações, mas disse não ter influência no reino vizinho, nada podendo fazer para avisar as demais Igrejas sobre essa suspeita. Mas, no que tangia à Corte da Justiça, eles fariam o que fosse possível para evitar uma nova investida do Lorde do Medo.

Mais ao norte alcançaram o Rio Renador e deixaram a estrada, conforme planejado.

Que novos desafios encontrarão no caminho?