Egghunters: O paladino sumiu! – Parte 3


Apesar de muito procurarem, não encontraram nenhuma pista relevante no quarto ocupado por Gerdrant e nos arredores da estalagem. A única coisa digna de nota foi localizada por Gilles: pegadas de uma ave no peitoral da janela, pegadas estas do mesmo dia em que o paladino desapareceu e que não condiziam com as encontradas nas janelas dos outros quartos.

Desiludidos com a busca, o grupo decidiu conversar com o estalajadeiro acerca da presença de visitantes na vila nos dias próximos ao desaparecimento do paladino e a única presença mencionada foi a de um estranho homem, muito pálido e de aparência assustadora, que esteve na cidade por uma única noite. A descrição do homem, assim como das vestimentas e itens que portava, fez Camaban pensar em um arcano, lembrando-se inclusive de Jondisious, o infame feiticeiro que enfrentaram na Gnarley. Considerando a completa inexistência de sinais de combate no quarto de Gerdrant, era óbvio ao druida que seu companheiro havia sido levado por um mago, sendo possível que a pegada avistada por Gilles fosse de um familiar. Porém, isso era apenas uma hipótese e eles não possuíam qualquer indicação que lhes pudesse levar àquele homem.

Com a inexistência de pistas, o grupo decidiu discutir os detalhes da invasão à mansão, onde esperavam encontrar, com um pouco de sorte, informações a respeito do que havia sido feito com os demais ovos. Ryei e Dyuss decidiram ficar na estalagem, enquanto os demais seguiram para a mansão.

Marius, Camaban e Arthurius se esconderam no entorno da casa, enquanto Gilles foi até a porta. Ele entrou para averiguar a situação antes de chamar seus companheiros, quando um grande estrondo foi ouvido na entrada da vila. Todos olharam assustados para o portão e um novo estrondo se seguiu. Ouvindo passos, Gilles rapidamente se escondeu atrás de um móvel e viu um guarda saindo rapidamente da casa, o qual também foi avistado pelos outros três, que, apesar de um segundo de hesitação, seguiram para o interior da residência, tentando aproveitar a distração para os seus próprios objetivos.

Enquanto isso, Ryei e Dyuss se dirigiram rapidamente ao portão para ajudarem os guardas contra os atacantes. Eles chegaram no exato momento em que o portão rompeu e logo avistaram dois imensos gorilas! Eles não eram animais comuns, no entanto; havia uma aura de podridão à sua volta, e seus olhos eram vermelhos, demoníacos... Os soldados, inexperientes, fraquejaram ante a aparência intimidadora de seus adversários, mas Dyuss tentou encorajar-lhes com palavras de apoio e se dirigiu ao combate, juntamente com Ryei. Mas as criaturas se mostraram realmente poderosas e os monges passaram a duvidar da vitória sem a ajuda de seus companheiros...

Enquanto Gilles e Camaban tentavam bloquear e entrada, Arthurius e Marius rapidamente foram em direção à torre em que se localizava o escritório de Daffyn e acabaram sendo avistados por uma das criadas, que gritou. O bardo lançou mão de um feitiço para adormecê-la, mas o estrago já estava feito, como viriam a saber mais tarde...

Vendo que o grito não havia chamado a atenção de ninguém mais na casa, o druida subiu as escadas e, juntamente com Arthurius, começou a procurar pelos documentos. Gilles e Marius também vasculhavam a casa, mas procurando por itens de valor que pudessem carregar. E sua procura não parou nem mesmo quando Arthurius e Camaban desceram as escadas em desabalada corrida após avistarem Dyuss clamando por ajuda no portão. A ganância dos ladinos se provou mais forte até do que a busca dos dois seguidores de Beory...

O bardo chegou a tempo de ver a queda de Ryei, após um poderoso golpe de um dos gorilas. Dyuss também estava bastante ferido, mas ainda estava de pé. Ele pôde perceber que as duas criaturas não eram naturais, pareciam fruto de magia, mas não havia tempo para pensar nisso, e logo se engajou no combate, atirando com sua besta. Camaban chegou apenas a tempo de ver os dois gorilas sucumbirem, virando fumaça. Aturdido pela aparência (e morte) sobrenatural dos atacantes, ele logo se dirigiu aos restos mortais: um pó negro, que confirmou que aquelas criaturas haviam sido convocadas por um arcano.

Enquanto Camaban tentava impedir a morte dos soldados, Arthurius, logo após ajudar Ryei a se recuperar, percebeu que aquele ataque havia sido um estratagema para desviar-lhes a atenção e voltou correndo para a mansão. Os outros pareceram não dar muita atenção ao bardo e continuaram procurando por sinais que indicassem o conjurador, mas o druida apenas viu as pegadas dos gorilas e percebeu um rápido movimento no alto de uma das árvores próximas (uma ave noturna, lhe pareceu). Sem outras pistas, os monges foram à estalagem para descansar, enquanto Camaban retornava lentamente à mansão.

Arthurius passou correndo por um dos guardas, o responsável pela segurança da casa do Lorde, e foi interpelado por este. Porém, o bardo, não obstante não ter parado para responder, entrou na casa e trancou a porta! Em seguida, sem se preocupar com as pancadas do guarda tentando arrombar a entrada, começou a procurar pela presença de auras mágicas no interior da residência, acreditando que o arcano ali estava. Encontrou uma única aura, num quarto próximo da escada. Era uma bela adaga, que colocou na mochila.

Vendo que não havia sinal do mago, tentou acalmar o guarda e abriu a porta. Ele tentava se explicar, mas sem sucesso. O gnomo, escondido no alto da escada, tentou ajudar com um de seus truques, mas sua tentativa só piorou a situação do bardo, ainda mais quando um dos comandantes apareceu para averiguar o que se passava e achou que o arcano que conjurara os gorilas pudesse ser o próprio Arthurius. Camaban, acreditando poder ajudar em vista de ter curado os guardas, ingenuamente se aproximou e também acabou sendo levado para uma “conversa” na prisão da vila.

O gnomo saiu da casa por uma das janelas e seguiu para a prisão. Subiu no telhado e deslocou umas telhas, conseguindo entrar. Escondido nas sombras, avistou seus dois companheiros dentro de uma cela: Arthurius continuava tentando se explicar, enquanto Camaban estava calado e, aparentemente, bastante irritado com toda aquela situação. Viu o guarda trazer a criada que fora alvo do feitiço de Arthurius, a qual facilmente o reconheceu como seu agressor. Se o bardo já estava tendo dificuldade para explicar o que havia feito, agora tal explicação seria impossível...

Os guardas acabaram saindo para conversar com os demais membros do grupo na estalagem, o que permitiu ao gnomo abrir a cela. Os três saíram pelo telhado e atravessaram as barricadas para se esconderem nos bosques. Apenas nesse momento, ao terem um pouco de calma, foi que perceberam que a distração não seria para o mago adentrar a mansão, mas sim para roubar o ovo de grifo que havia ficado na estalagem! O bardo conjurou um de seus feitiços para conversar com Ryei, que disse que o ovo ainda estava entre as coisas de Camaban e que não sairia da cidade para entregar-lhes seus itens, pois considerava arriscado, ainda mais sabendo que o comandante da guarda pretendia se dirigir à estalagem. Também disse que Marius, que ninguém vira desde a invasão da mansão, estava com eles.

Camaban, aliviado ao saber da segurança do ovo, tentou seguir os rastros do arcano com o auxílio do faro de Lianon, sendo levado a um local muito próximo da árvore que notara logo após o ataque. Ali o cheiro simplesmente desaparecia... Praguejando por saber que estivera tão perto, ele retornou aos seus companheiros.

Comentários

  1. hohohohoho!!! Esse cara está implacável!!! Ia fazer a postagem agora de madruga... mas vc já se adiantou! Espertinho, vai ganhar mais XP... ahahhahahaha...

    Blza então... vou escrever sobre o Astaror e o Rhalevhan então...

    ResponderExcluir
  2. Hehe... Quando o Bruno me ligou avisando do jogo, vim aqui e postei... O próximo é seu, não só pela questão do xp, mas também para não cansar e me enjoar dos resumos...

    ResponderExcluir

Postar um comentário