Egghunters: O paladino sumiu! – Parte 2

Logo após iniciarem a marcha para Tashal, o grupo foi abordado por um maltrapilho Marius, que, extremamente abatido e tolhido de todos os seus bens, requisitava ajuda.

Segundo ele, ao procurar uma bruxa nas matas para adquirir alguns materiais que lhe seriam necessários (veneno, em especial), acabou sendo ameaçado por ela. Com medo do que ela lhe pudesse fazer, resolveu matá-la, mas a velha senhora se mostrou extremamente resistente e com um vasto poder arcano (ela era uma bruxa, afinal!) e ele acabou derrotado. Algumas horas depois, acordou no meio da mata sem nenhum de seus itens.

O grupo não aceitou muito bem a história do problemático ladino e não desejava ajudá-lo, já que isso retardaria a procura por Gerdrant. Todavia, Marius utilizou-se de sua esperteza e mencionou a existência de documentos na sua mochila perdida, documentos estes que possuíam diversos nomes de comerciantes ligados a Lorde Daffyn, os quais poderiam ajudar na localização dos ovos.

Camaban e Arthurius morderam a isca e propuseram uma passagem pela casa da bruxa, o que requeria apenas um pequeno desvio. Porém, Ryei reagiu de forma enérgica, afirmando que iria seguir para Tashal com ou sem os demais personagens. Vendo a indecisão de seus companheiros, ele simplesmente se virou e partiu. Dyuss rapidamente virou-se para o grupo e disse entender o motivo deles ficarem, mas que não deixaria o monge de Rao seguir sozinho e iria com ele.

E assim o grupo novamente se dividiu...

O caminho até a casa da bruxa, uma caverna na verdade, foi fácil. O silêncio era total e parecia que não havia ninguém no local. O grupo seguiu com cuidado, evitando fazer barulho, mas, ao se aproximarem da entrada da caverna, ouviu-se o soar de sinos.

Como o subterfúgio não era mais possível, Arthurius se apresentou e revelou que apenas queriam os documentos de Marius, não tendo o objetivo de confrontá-la. Mas a bruxa respondeu de forma irada, com uma voz grave e demoníaca, afirmando que queria todos fora dali ou iria matá-los.

Um longo impasse se seguiu... Bastante amedrontados pela voz ou algum feitiço da bruxa, Gilles e Camaban apenas queriam resolver aquilo o mais rapidamente possível e ir embora. Marius insistia num confronto, enquanto o bardo tentava contemporizar, dizendo que os documentos eram de extrema importância e que bastava a ela entregar-lhes estes que eles partiriam sem causar nenhum problema.

Após mais um tempo, Arthurius e Marius entraram na caverna e não viram qualquer sinal da bruxa. Camaban, parado na entrada, sentia a presença de algo bastante cruel ali, mas nada via. O bardo rapidamente pegou o papel que encontrou entre as coisas de Marius e saiu, para contragosto desse, que desejava recuperar todos os seus itens e não apenas aquele ridículo papel, que não tinha nada de realmente importante, sendo só uma lista com o nome de algumas pessoas que ele conhecera nos últimos tempos. Ao ser questionado acerca desse fato, ele novamente utilizou de sua lábia para se safar, mas o grupo tem cada vez mais dúvidas a respeito de sua conduta e sua máscara pode estar prestes a cair...

Os personagens voltaram à estrada para Tashal, seguindo lentamente em razão do druida estar procurando por sinais da passagem de seus companheiros. No segundo dia de viagem foram atacados novamente por gnolls, que estavam num grupo bem maior dessa vez. Porém, eles se organizaram bem e venceram sem grande dificuldade.

Ao chegarem em Tashal, foram direto à estalagem. Ryei e Dyuss contaram não ter encontrado nenhuma informação nova a respeito de Gerdrant e os levaram ao quarto utilizado pelo paladino na noite em que ele desapareceu.

Será que conseguirão alguma informação relevante na busca por seu companheiro?