Egghunters: O paladino sumiu!

O grupo deixou Tashal para encontrar Marius. Lianon estava farejando o odor do "amigo" sumido. Não foi preciso, contudo, muito esforço para localizar o fugitivo.

Os personagens tinham a clara impressão de que Marius tinha algo a ver com a morte de Dafyn, porém, o fujão encontrou boas justificativas para a estranha coincidência que o atrelava à cena do "crime".

Segundo Marius, ele teria chegado ao escritório de Dafyn quando o assassino já o tinha matado, de maneira que ele havia percebido que poderia ser incriminado e fugiu.

Esse papo simplório convenceu, ao menos momentaneamente, o grupo. Ademais, Marius disse aos demais personagens que seu patrão, em Woodwych, poderia ter mais informações sobre o paradeiro dos demais ovos de griffo (talvez uma estratégia de Derfel para ganhar mais espaço no grupo, conseguindo a confiança dos personagens).

Sendo assim, o grupo rumou para Woodwych.

Neste interim, Dyuss estava com Gerdrant em Tashal ainda, convencendo o paladino a decidir sobre deixar o grupo apenas em Woodwych, onde os dois se encontrariam com os demais personagens. Porém, na manhã seguinte, quando a dupla partiria para a vila indigitada, Gerdrant sumiu.

A princípio Dyuss pensou que Gerdrant pudesse ter se adiantado e ido na frente. Porém, ao chegar em Woodwych, dois dias mais tarde, verificou que o paladino nunca chegou na cidade.

A notícia causou espécie aos demais personagens, que reunidos na estalagem dos Braços Quebrados, decidiram voltar para Tashal e localizar Gerdrant (aproveitando para também coletar mais informações sobre os ovos, já que Marius nada conseguiu junto ao seu "patrão").

Assim, (o agora participativo) Riey, Camabam, Arthurius, Dyuss, Marius e Gilles iniciaram viagem para Tashal.

Notaram algo? Sim... Gilles voltou, o gnomo contou que foi assaltado por um bando de homens maus na estrada para Dumadan e no combate perdeu não só grande parte de suas riquezas, mas também o colega de viagem "Trevorian", que morreu na luta.

Sem rumo, o gnomo partiu atrás do grupo, só os alcançando quatro dias depois, em Woodwych.

Antes de partir da vila em questão, o gnomo foi duramente repreendido por Riey ao fazer uma prece para Fharlaghn - riscando no musgo de uma pedra à beira da estrada o símbolo sagrado daquela divindade. O monge estava evidentemente MUITO apressado, esquecendo que toda a pressa para achar Gerdrant (supondo-se que ele está em algum perigo, e não somente decidiu partir sem dizer adeus) não será se valia alguma sem o olhar a a graça dos deuses. Gilles explicou-se e pediu paciência, mas a pressa em prosseguir era imperativa entre Arthurius, Dyuss e Riey.

Talvez o monge só estivesse estressado, porque Trevorian estava morto. Aliás, Riey passou pelo menos uma noite meditanto sobre seu colega morto, entristecido pela notícia trazida pelo gnomo. Noutro turno, talvez o monge culpe o gnomo pela passagem precipitada do guerreiro pupilo. Ou talvez só lhe pese sobre as costas o fardo de ter-se responsabilizado por Trevorian e, uma vez após abandoná-lo, o mesmo vir a morrer.

Graças à pressa jamais se saberá o que se passou pela mente de Riey naquela noite fria (13ºC) e nublada de outono. O momento já é passado agora, e TUDO o que existe para este personagem é uma estranha conexão com uma busca cega por algo que não lhe representada mais nada intrinsecamente - já que os salteadores do monte Felnarix já estão dispersados (e bem longe de Tashal ou Nyrond).

Os personagens, de forma uníssona, estão unidos pela causa de Camabam. Este, ao contrário dos demais, parece possuir um ideal e tem servido regularmente de bússola moral para todo o grupo.

A chegada de Derfel e a súbita mudança de rumos causada pela morte de Dafyn, porém, colocaram em xeque o papel de liderança exercido por Camabam. Infelizmente, o momento que seria de ruptura com a visão idealizada de mundo do druida acabou se convertendo na ruptura do próprio grupo, já que o paladino aparentemente sumiu (queiram os deuses que não).

Parece cada vez mais premente a necessidade de que estes homens (e elfo) reflitam sobre suas decisões e os porquês de seguir adiante. Muitos colegas já morreram (Miro, Beatrice e Trevorian) em prol de uma causa não muito bem delineada e, por outro lado, ninguém parece estar "curtindo" a viagem - pois tudo o que é feito se traduz numa resposta necessária aos fatos concernentes à busca idealizada por apenas um e somente um personagem: Camabam. Parece que ninguém mais goza das delícias da cidade murada e protegida das bestas selvagens, dos sabores da vida medieval, da conversa com a velha boticária, da visita à feira de mercadores, de conhecer as notícias das terras distantes. Nada! Verdadeiros Egghunters, é o que sois!

O que estará tecido nas teias de Istus? O destino será afável ou punirá as ações desconcertadas dos personagens? Teria a paciência do paladino se esgotado com a vilânica pretensão assassina satisfeita pelas mãos de um companheiro casual de viagem? Teria ele decidido ir embora sem avisar ninguém? Teria sido morto? Capturado por gnolls dos bosques? E a máscara de Derfel, quando cairá? Existem mais ovos para serem resgatados? Será possível saber onde estão?

Muitas perguntas, zero respostas.

Arguardem...

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