A história de Nyrond

Embora a Nyrond moderna exista há menos de três centenas de anos, as raízes culturais da nação se estendem por praticamente um milênio. O último dos grandes reinos oeridianos a cair perante a antiga tribo Aerdy, a derrota de Nyrond na Batalha dos Quartoze Dias, em 535 CO (Convenção Oeridiana, -109 AC [Ano Comum]) significou a supremacia última de Aerdy.

A importância estratégica de Nyrond para o Grande Reino apenas contribuiu para que estas terras fossem objeto da cobiça dos Aerdianos. A casa governante desta terra foi obrigada a se tornar vassala da oriental Casa Rax, que governou o território de Nyrond de uma série impressionante de castelos e fortalezas, centrados pelo imponente palácio de Rel Mord.

Embora não tão vilânicos ou aparvalhados como alguns de seus primos no leste, a nobreza Rax exibia uma insuperável arrogância. Quando eventualmente aquela casa nobre ascendeu ao Trono Malachite em Rauxes, Nyrond passou a se tornar um assunto cada vez mais importante para o imperador.

Uma atenção maior significou também taxas mais altas e maiores dores de cabeça para os barões locais. Quando Ferrond se rebelou em 254 AC, o imperador precisou de soldados para abastecer os confrontos violentos nas fronteiras ao norte do Nyr Dyv. Ele lançou mão dos exércitos dos nobres Nyrondenses, pouco se preocupando com a futilidade daquela última investida pelo norte – que pouco poderia fazer para recuperar o viscondado rebelde. Milhares de homens e mulheres Nyrondenses caíram naqueles conflitos. Talvez devido à incompetência de Rauxes, ou talvez porque Nyrond ofereceu uma conveniente válvula de escape na qual o imperador poderia descontar suas frustrações concernentes à perda de Furyondy, a vida em Nyrond estava longe do ideal.

Por um século inteiro, os jovens nobres de Nyrond prestaram grande atenção nos assuntos de seus primos Rax, até que finalmente em 356 AC eclodiu o confronto entre as nobrezas de Nyrond e Aerdy, o que terminou por gerar um violento conflito político. Os lordes locais declararam Nyrond livre do governo do imperador e nomearam seu próprio monarca, o sagaz Medven I, rei de Nyrond. Cada um dos nobres Nyrondenses ajudou a patrocinar as tropas que se reuniam para formar um gigantesco exército na borda leste da nação. Todos vigiavam as colinas Flinty e o rio Harp, esperando que os estandartes e pavilhões do imperador de Aerdy surgissem por detrás dos montes.



A história, contudo, jamais poderá confirmar se os bárbaros Suelitas que então surgiram através do Ermo dos Ossos para diretamente atacar a Província Norte o fizeram em prol da prata Nyrondense ou por sua própria avaliação da situação crítica que vivia o Grande Reino de Aerdy. Não obstante, eles apresentaram uma situação complicada para o imperador: esmagar a rebelião em Nyrond ou arriscar perder a totalidade da Província Norte.

A falha de Aerdy em significativamente deter a independência de Nyrond deixou a nação desertora com um gigantesco exército e grandes ambições. Dentro de três anos, a famosa cavalaria Nyrondense já tinha marchado para anexar a recém formada Teocracia do Pálido, destruindo sua capital, Treminverno. Uma posterior investida através do Condado de Urnst teve igual sucesso (embora menos violenta) e maior expansão só encontrou resistência ao longo do rio Nesser, onde as galeras que defraudavam as bandeiras do Duque de Urnst contiveram o progresso Nyrondense.

Ao longo dos anos, o novo Grande Império de Nyrond assistiu com espanto à lenta e agonizante degeneração da Casa Nobre dos Rax. A derrota na guerra contra Ferrond e a independência bem sucedida de Nyrond foram um duro golpe para o imperador, que à esta altura se ocupava em conter os ânimos exaltados de seus vassalos nos estados palatinos de Medegia, Província Norte, Ermo dos Ossos e Ahlissa. Entretanto, a Tormenta entre Coroas, iniciada em 437 AC com o assassinato do imperador Nalif, transformou o espanto em horror.

Dentro de apenas nove anos o Trono Malachite tinha caído nas mãos da insana Casa Naelax. Com o caos e a loucura governando de Rauxes, o Rei Dunstan I de Nyrond sabia que nenhum inimigo de Aerdy jamais teria paz outra vez. Nyrond, ele notou, precisava de aliados, e precisva deles rapidamente.

Embora ele não pudesse declarar publicamente seu apoio, devido à ameaça de retaliações por parte do império setentrional de Ivid I (estacionado próximos de Innspa), Dunstan I atendeu à conferência de Chathold da qual resultou a formação da Liga de Ferro. Lá, ele secretamente assegurou aos novos parceiros que um inimigo da Liga era também um inimigo de Nyrond. Dunstan fez jus a tal afirmação, enviando armas e navios de batalha (embora nenhum exército) para ajudar a sitiada cidade dos Portões de Ferro na Batalha das Mil Flâmulas, no ano seguinte.

Em 450 AC, Aerdy já tinha sobrevivido a duas guerras civis distintas. Ivid e sua corte haviam derrotado seus inimigos na aristocracia Aerdiana, e haviam entrelaçado-se com a máquina política do império de forma praticamente irreversível. Com um adversário estabilizado, Dunstan percebeu que ele ainda precisava de aliados, pois Aerdy representaria cada vez uma ameaça maior. Em Segador daquele ano, ele convocou o Grande Conselho de Rel Mord. Delegados de todos os principados de Nyrond atenderam ao chamado, assim como representantes de Almor, da Liga de Ferro, do Ducando de Urnst e mesmo da cidade de Greyhawk. Após um mês e meio de negociações, Dunstan O Astuto retirou suas tropas do Pálido e do Condado de Urnst, além de realinhar as fronteiras das terras de seus vassaldos em Nyrond. Ademais, ele publicamente assumiu seu suporte à Liga de Ferro e declarou o Grande Reino de Aerdy como “um corpulento cadáver reanimado, que espalha epidemias e lamentações a todos que toca.” Estas medidas, algumas simbólicas e outras concretas, asseguraram a paz da região e o progresso do reino.

Nyrond logo entrou em um grande período de supremacia. Programas de construção de castelos logo pontilharam as planícies centrais com dezenas de fortalezas, cidades de expandiram, e o comércio sofreu uma significativa melhora. A nação ganhou reputação por seus poderosos magos e habilidosos artesãos. Enquanto o mal crescia no leste, Nyrond se tornou um reflexo oposto, um verdadeiro exemplar do bom povo da Flanaess oriental.

Poucos anos se passaram sem que batalhas eventuais ocorressem entre Nyrond e Aerdy na baía de Relmor. Em 579 AC, contudo, foi preciso reagir à crescente beligerância da parte de Ivid e do Herzog Chelor da Província Sul de Ahlissa. Nyrond, Almor e a Liga de Ferro reuniram-se para formar a Liga Dourada, uma união militar que apresentou uma declaração de guerra contra o Grande Reino no final do Festival da Penúria. Em seguida, Aerdy baixou seu próprio decreto de guerra, declarando que Rel Mord cairia dentro daquele mesmo ano e que o traidor Rei Archbold III pagaria pelos pecados de seus ancestrais rebeldes. Apesar de toda a bravata, apenas dois anos de batalhas e combates pouco decisivos foram o bastante para iniciar a aflição econômica e emocional de ambos os reinos.

O ano de 583 AC viu a guerra retornar para assombrar Nyrond.

Tudo começou em 582 AC, quando o deus Vatun apareceu para seus seguidores na península Thilloriana. Lendas antigas prediziam que o retorno de Vatun, desaparecido há alguns séculos atrás, significava o nascimento de um império bárbaro no norte. Infelizmente, este "Vatun" era Iuz em pessoa, jogando os homens do norte num frenezi de guerra nunca antes visto.

Os bárbaros invadiram os Domínios do Punho de Pedra que se aliou a eles depois de Iuz enfeitiçar Sevvord Ursorubro, o mestre dos domínios. A horda combinada então atacou através das Cordilheiras dos Griffos e através do Ducado de Tenh, que foi rapidamente esmagado. A aliança dos bárbaros logo se corroeu, mas o dano estava aplicado. Tenh e Punhos de Pedra pertenciam ao 'Ancião' (como Iuz é conhecido). Retornando a sua terra natal, Iuz então conquistou a Sociedade dos Chifres, os Reinos Bandoleiros, e as Terras do Escudo em rápida sucessão. Furyondy foi invadida e muito das suas terras ao norte foram capturadas e desoladas. Iuz tinha dominado toda a Flanaess setentrional.

Foi durante o caos destas batalhas envolvendo o Ancião que Ivid V resolveu agir. Tomando vantagem da situação caótica vivida pelos reinos da região, Ivid V ordenou que hordas do Grande Reino marchassem com a intenção de punir seus inimigos por séculos de imprudência. Os nobres do Grande Reino vacilaram, um depois do outro, em conter a sanha de Ivid, uns aterrorizados que estavam com seu imperador insano e outros sedentos por roubar as terras de seus vizinhos. Em meio ao caos, os opositores de Ivid foram um a um objeto da ira do imperador. Medegia foi destruída, e Rel Astra saqueada, ambas pelas forças do próprio Grande Reino. Ivid assegurara lealdade de seus aliados tendo seus generais e nobres assassinados e reanimados na forma mortos vivos inteligentes (os Animuses), com todas as habilidades que possuíam em vida. Ele mesmo foi vítima de tal estratégia, com a Igreja de Hextor assassinando e o devolvendo à "vida" como um morto vivo, fazendo-o ficar conhecido como Ivid, o Eterno.

Os exércitos do Grande Reino estavam revigorados pelo poder e pela loucura que emanavam de Aerdy. Archbold III invocou seus vassalos, provocando-os a formar o maior exército que Nyrond jamais vira. O sábio rei ainda reuniu-se com representantes e embaixadores de Onnwal, Almor, Idee, Sunndi, Pálido, Condado de Urnst e Portões de Ferro. Todos, exceto o Pálido, assinaram o Pacto de Aliança Oriental, um tratado que visava reunir forças para conter os avanços do imperador Ivid.

Todavia, o destino traiu as pretensões de Archbold III, pois Onnwal e Idee caíram perante a ameaça da Irmandade Escarlate - algo semelhante ao que se ouvira ocorrer em reinos distantes, no vale Sheldomar. A queda destes dois reinos isolou Portões de Ferro e Sunndi, que estavam profundamente ameaçados pela Insígnia Escarlate e Aerdy, impotentes demais, portanto, para ajudar Nyrond. Não fosse o bastante, Almor queimou como madeira seca quando o Comandante Osson foi fragorosamente derrotado pelas tropas imperiais. Ao final de 584 AC Nyrond só podia contar com a ajuda dos estados de Urnst para conter a fúria de Ivid V.

Ao longo das Guerras de Greyhawk (como este período negro da história de Flanaess veio a ficar conhecido) Nyrond perdeu mais de setenta mil soldados. Embora seu exército tenha sido capaz de evitar uma invasão pelo Grande Reino, não se pode dizer que Nyrond tenha sido vitoriosa, pois o custo foi muito alto. Archbold gastou todo o tesouro do reino, e consumiu muito da riqueza de sua família. Em débito com os estados Urnst, o rei ainda teve que enfrentar a fome e a peste, com seus campos destruídos e estradas arruinadas. Rebeliões camponesas se seguiram conforme as taxas tornavam-se mais elevadas para compensar os custos da guerra. Muitos dos melhores magos e artesãos da nação fugiram para as terras do oeste buscando vidas mais tranqüilas e, nesta altura, a queda de Nyrond tornou-se não mais uma dúvida, e sim uma questão de tempo.

Ironicamente, o jovem Príncipe Sewarndt forneceria a saída para tal problema.

Ao final de 585 AC o Rei Archbold III aparentemente sofreu um ataque do coração. Clérigos de várias localidades reuniram-se em Rel Mord para ajudar, e logo descobriu-se que ele na verdade foi objeto de um envenenamento. A notícia logo se espalhou e dentro de poucas horas descobriu-se o envolvimento de Sewarndt e um grupo de militares que tentaram tomar o trono de Archbold. Somente a intervenção do clero de Heironeous preveniu a queda de Archbold III e, quando seu filho mais velho, Príncipe Lynwerd, conseguiu reunir um pequeno exército para perseguir os traidores já era tarde demais, pois Sewarndt havia fugido.

Archbold III jamais tornou a ser o mesmo, pois uma sombra parecia pairar sobre aquele rei, que agora era nada mais do que um homem cujo espírito estava quebrado. Lynwerd passou a comandar o país, e eventualmente seu pai abdicou em seu favor, com o que Lynwerd foi coroado Sua Supremacia Augusta, O Grande Mestre de Todos os Aerdianos, Rei Lynwerd I de Nyrond.



Apesar das dificuldades, Lynwerd I devolveu o vigor ao comando de Nyrond. Com seu governo a nação ameaça sair da frágil posição que ocupa hoje no leste de Flanaess, para ocupar novamente o posto de baluarte da supremacia Oeridiana no flanco oriental do continente. Não que isso seja uma tarefa fácil, ou mesmo factível em curto ou médio prazos. Mas é certo que a traição de Sewarndt acabou por renovar, na pessoa de Lynwerd, as esperanças de um povo desgastado pela guerra e pela fome.

Comentários

  1. Eh... escrevi isso de madrugada... lendo agora vi q tá com váaarios erros de grafia... rsrs... dps eu arrumo isso.

    - MARIO - Postando de uma rede bloqueada para o blogger.

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  2. Pelo visto, já se decidiu, né?! rsrs

    Politicamente interessante a região...

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  3. rsrsrs... já deve estar bem óbvio à esta altura... ehehehehe

    Queria ver se a gente marcava de "jogar" amanhã (sexta). Tava imaginando uma sessão mais curta, pra gente poder usar o tempo tb pra discutir as novas regras e etc. Daí no sábado teríamos outra sessão, desta vez já iniciando nos novos termos e talvez inclusive com os novos jogadores.

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  4. Galerinha, se forem maracar jogo amanhã contem comigo.

    Estarei subindo de manhã ;)

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  5. Acredito que não haja problema para mim amanhã, mas não sei se dará pra ficar até muito tarde... Se pudermos marcar pra mais cedo (14:00 ou 14:30) seria uma boa...

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  6. Ué... por mim td bem... pode considerar marcado... lá em casa inclusive, 14:00hrs.

    Horários dependem de vcs po, especialmente do atrasildo do Robinho.. rsrsrs...

    Aguardo sua ligação qdo chegar Bogus!

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  7. Opa, jogo hoje? pode ser a soluçao dos meus problemas, porque devo realmente viajar amanha (voos normalizados)

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