Dyuss, a historia e o diario.

Pessoal, segue aqui a historia de meu personagem. Eu tentei detalhar o suficiente para que fique explicada mas nao tanto para que fique chata.
Desenvolvi um pouco mais (até a aventura da manticora) para que vcs possam acompanhar a evoluçao do PJ, uma vez que jogar pela internet nao me permite lhes ambientar tao bem quanto queria.
Resumindo bem, o PJ mudou bastante ao longo dessas aventuras, sentindo o 'chamado' divino nos acontecimentos das ultimas aventuras. Agora ele vai se aventurar nos caminhos dos deuses por um tempo, para acompanhar e proteger o grupo.

Bem, sem mais demora, segue a historia:

-------------------------------------------------------------

Terceiro filho de uma família numerosa, Aimiel foi criado como qualquer outro elfo na vila de Verbobonc.

Cresceu sob a luz de seus dois irmãos mais velhos, Saelion e Aire, ambos condecorados combatentes dos Cavaleiros de Luna. Essa era uma tradição antiga da família Villear, os homens se juntarem ao exército de Verbobonc, se tornando não raramente lideres fervorosos.

No tedioso circulo das famílias de oficiais da vila, ele vem a conhecer a bela Limiel, donzela filha do implacável Comandante Lektor. Mesmo sabendo que não deveria, o rapaz quebrou as regras sociais que o impediriam de falar com a moça e tomou uma iniciativa. Esse movimento, ignorado pelos mais velhos por não representar ameaça, causou uma certa resposta, também proibida, do lado da moça. Iniciou-se, assim, uma alegre e curta amizade.

Pouco tempo depois, com os contatos, sempre às escondidas, e as escapadas noturnas para papos ao longo do rio Velverdyva, eles acabaram por se apaixonar e se envolver. Por algum tempo, eles foram felizes, até que foram descobertos pelo conservador Lektor.
Movido por um ódio profundo, o aristocrata mandou prender o rapaz por atentar contra a santidade de sua filha, tida como eterna jovem, à espera de um grande partido, aos olhos do pai, obviamente.

Aimiel foi trancafiado numa prisão marginal. Sofreu torturas e castigos, tudo comandado por Lektor e seus lacaios, provavelmente sem o conhecimento do Visconde Langard. Aimiel sabe que o comandante pretendia proteger sua filha do assédio de jovens como ele, nao para preservar sua pureza, mas sim para usa-la como ferramenta de ascensao social.
Para ele, Limiel representava uma oportunidade unica de romper com a rigidez das castas sociais de Verbobonc. Ele almejava um bom partido, como o proprio Visconde Langard, inexperiente e carente de aliados. Essa seria certamente uma maneira de conseguir influência e terras na regiao.

O rapaz passou assim alguns meses de sofrimento, durante os quais maquinava uma maneira de se vingar daqueles que o tinham humilhado.
Mal sabia que seu sofrimento ainda pioraria ainda mais.
Ao fim de alguns meses, foi chamado por Lektor para uma reunião às escuras. Sem noticias do mundo de fora das grades, ele chegou a cogitar a hipótese de que tinha sido perdoado. Mas era o extremo oposto. Como castigo final pelas transgressoes do rapaz, Aimiel seria punido com a morte! As verdadeiras razoes de sua execução, ele desconhecia. No ventre de sua amada crescia o fruto de seu amor.
A bela Limiel foi forçada a deixar a região e se exilar em um remoto convento, para resolver a situação do bebê, o que quer que isso venha a representar. Ela deixou Verbobonc antes que a barriga ficasse evidente, talvez rumando para outras vilas no arquiclericato de veluna sob o pretexto de servir à Rao. Essa parte é desconhecida do rapaz, que sabe apenas que Limiel deixou Verbobonc logo apos ele ser preso.

Foi dada, assim, a ordem final para a execução do jovem. Ele teria a cabeça cortada em poucos dias. Lektor planejou tudo, ordenou que Beranius, soldado de sua confiança, arrastasse-o para fora dos muros da cidade e, longe das estradas, cortasse sua cabeça, desfazendo-se dos restos mortais por meio do fogo. Apesar de debilitado, Aimiel lutou contra Beranius e conseguiu fugir,

Ainda abalado pelos ferimentos, vagou semanas, errando pelas matas, até que encontrou uma pequena vila no interior do bosque de Gnarley. Sabendo que seu nome Aimiel Villear não mais deveria ser usado, ele abandonou-o. Escolheu então para si Dyuss Velverdy, como o rio onde se encontrava com sua amada.

Logo apos encontrar tal vila na floresta, foi pego por Orcs e refeito refém. Apos muita luta, escapou e encontrou um grupo de aventureiros que o ajudou a escapar e se reestabelecer.
Viu, nesse momento, a oportunidade perfeita de fugir, partir sem rumo durante um tempo, deixando a poeira baixar para voltar e reclamar sua vingança.

Acompanhou os aventureiros a vila de Dyvers, onde se recompuseram e depois a Greyhawk, onde os seus companheiros tinham assuntos a tratar. Dois deles receberam um chamado peculiar para cuidar de um problema além de longinquas montanhas, outra otima oportunidade de se distanciar de Verbobonc. Dyuss, aceitou prontamente.

No caminho, porém, uma série de acontecimentos fez com aue sua visao de mundo se alterasse, seus rancores, seus problemas, parecessem menores, frente a algumas questoes maiores. Logo no inicio do tortuoso caminho pelas montanhas, quando seguiam um guia Halfling, um dos arcanos do grupo, foi duramente atacado por um passaro roca, e morto em pouco tempo. Dyuss nada fez, assim como outros de seus companheiros.

Essa incapacidade de agir acendeu uma chama no 'jovem' elfo. Ele percebeu que toda a sede de vingança lhe cegava os olhos, que le nao estava ali para fugir, que ele devia algo aquelas pessoas que lhe acompanhavam sem nada pedir em troca.

Todas essas questoes pioraram no combate seguinte contra um gigante que nocauteou seu corajoso companheiro Gerdrant. Numa duvida cruel, Dyuss se viu dividido entre salvar sua propria pele e deixar o corpo de Gerdrant para tras ou carrega-lo consigo mas se arriscar a tomar um grande golpe do gigante furioso. Num impulso egoista, porém cauteloso, ele fugiu do gigante, esperando o momento certo para voltar e salvar seu amigo.
Assim que o gigante foi derrubado (e acabou matando o pequeno mago Miro), o elfo voltou e carregou o corpo de Gerdrant para um lugar seguro.

Ao ver o corpo de Miro junto a Gerdrant, que nao acreditava que nao podia mais salva-lo, Dyuss acordou de vez. Viu que o homeme ao lado dele presava pelos outros, e colocaria a vida dele em risco quantas vezes fossem necessarias, pois acreditava que tinha os deuses a seu lado.

Os deuses aparentemente haviam se esquecido de Dyuss ha muito tempo. Na verdade, ele jah nao se lembrava mais da ultima vez que rezara. Desde que seus problemas começaram, com Limiel e Lektor, ele se revoltou, desafiando todas as divindades.
Mas as situaçoes pelas quais ele passara nos ultimos dias, o corpo de Miro a sua frente, Gerdrant, inconsolavel por ter falhado, tudo se fez mais claro. Era inegavel que seu papel naquele grupo nao era temporario. Eles se prestaram a ajuda-lo, e era sua vez, seu dever de retribuir. Ele viu nos acontecimentos, os caminhos dos deuses, as vontades. Assim como Gerdrant, ele também era uma ferramenta, um instrumento de justiça. Ele deveria proteger seus companheiros, mas antes disso, precisava se abrir para eles.

Dois haviam morrido sem saber da verdadeira historia do elfo. Isso era imperdoavel. Ele fez questao de abrir seu coraçao em frente a todos, colocar seu destino nas maos de cada um ali. Nao se importava mais se fosse delatado. Ele sabia que se sua intuiçao estivesse certa, aqueles homens ali, levariam em conta a sua historia e, com bom senso, aceitariam sua vendeta sem critica-lo. Afinal, era a vontade dos deuses que ele visse tudo aquilo para que seu verdadeiro caminho se mostrasse.

Nos dias que se seguiram, Dyuss sentiu seu corpo mudando. Sua serenidade elfica parecia estar de volta, seu sentimento de vingança, sua bussola guia nos ultimos meses, estava dando voltas, desnorteada. Em um conflito interno, a vontade dos deuses brigava com sua raiva, sua vingança. Ele se retirou do convivio por um tempo e meditou, para encontrar seu destino.

Nao havia como lutar, estava claro. Os deuses queriam que ele voltasse ao grupo, para protegê-los. O objetivo do grupo era nobre, proteger aqueles que nao tem proteçao. Assim, com a mao de Pelor sobre seu ombro, guiado por Heironeus, ele se sentiu a vontade para ser o que deveria ser.

Nao tardou para que suas habilidades fossem postas à prova. Um monstro feroz atacou o grupo enquanto se banhavam no rio. Uma manticora nocauteou Gerdrant e o seu companheiro druida. Tudo parecia perdido quando Ryei, o novo integrante, organizou a situaçao e coordenou uma defesa seguida de ofensiva contra a criatura.

Dispondo dos poderes divinos, recentemente adiquiridos, Dyuss se adiantou e enfrentou a fera. Tomando as rédeas do combate, ele integrou os poderes dos diferentes atores e os fez investir seguidamente golpes terriveis na fera, que nao tardou a cair.
Ele se sentia bem. A confiança e proteçao que ele inspirava nos companheiros os guiou, os iluminou e os permitiu terminar o combate antes que fosse tarde demais para outros combatentes. Esse era seu novo objetivo, poupar vidas.
Ajudando os outros a se reerguerem, partiu de encontro ao objetivo, ajudar o povo passaro a se livrar dos ladroes de ovos.

Enfim, na recente historia do jovem, ele passou por provaçoes, por profundas caminhadas espirituais. Seu sentimento de vingança, antes tido como definitivo, havia sido posto de lado. Aparentemente, ele foi iluminado pelos tragicos acontecimentos, aceitando que os deuses que ele tanto detestou por meses, nao haviam se esquecido dele e tinham um destino bem escrito, definido, para Dyuss.

Agora, segundo seu coraçao, nobre como todos de sua familia, ele vai ajudar seus companheiros a cumprirem as tarefas, se aproveitando das divinas capacidades recém adquiridas para sobrepujar os eventuais inimigos que cruzem seu caminho.

Comentários

  1. Achei muito boa a idéia de integrar no histórico os últimos acontecimentos da campanha, até porque eles provocaram uma mudança no personagem, o que é interessante e explica algumas das ações que o Dyuss teve após a morte dos dois arcanos do grupo...

    Vou tentar te acompanhar e postar o do Camaban durante a semana, só falta pegar umas fotos pra colocar junto...

    ResponderExcluir
  2. Ótima iniciativa. Todo mundo deve seguir o exemplo e escrever um pouco mais aqui no blog, especialmente sobre seus personagens. Hoje em dia, já que temos dificuldade de nos encontramos e as sessões são mais esparsas (e às vezes confusas por causa das conexões de internet vagabundas), temos que compensar as deficiências com postagens como essa - além é claro das discussões que vinhamos travando sobre a classe Crusader.

    Só tem um detalhe sobre essa biografia: CAVALEIROS DE LUNA? Eles são totalmente independentes de qualquer reino, são uma organização a parte (liderada pelo Melf Vivachama). Isso não atrapalha em nada a biografia, mas apenas queria fazer essa ressalva, para que ficasse claro.

    Em breve vou postar novidades por aqui.

    Abraços

    ResponderExcluir
  3. A-ha, nessa vc se ferrou :P essa parte foi retirada da resposta que vc mesmo, querido mestre, mandou pra mim. Confere ae no seu e-mail, cavaleiros de luna em letras cavalares, eu nem sei nada dos caras, como ia inventar isso? aheuheauheueah
    Eu queria eh o msn da galera, pra poder conversar com vcs sem ser via Mestre, porque isso polui as informaçoes que eu como jogador poderia ter hehehehehe.
    Queria bater um papo com o Robinho pra mostrar pra ele que a classe tem fundamento (bem, é d&d, 'fundamento' é algo dificil de definir, né?).

    O meu é:
    dmandrak AT hotmail.com
    (substitui o ' AT ' por @)

    ResponderExcluir
  4. La vai:
    https://docs.google.com/leaf?id=0B4zsVC9A7uS-Nzk3ZTkyYjctYTdjNS00OTJkLTk1YzktNmY0MTIyNjE5Y2Iy&hl=en
    Coloquei no meu google docs um zip que mandei pro Mario.
    Contem a Descriçao de tudo o que um crusader nivel 1 pode fazer.
    Tem tb a descriçao da classe e tal.
    Baixem pra ver, eh pequeno (melhor que o livro todo)

    ResponderExcluir
  5. Diego, eu raramente, para não dizer nunca, uso o msn... Só entro quando alguém me pede, aí marco uma hora e entro naquele horário específico... Pode perguntar ao Mario quantas vezes nós nos encontramos pelo MSN, rsrs....

    E não precisa se preocupar em me convencer não (porra, se o Mario acabar matando o seu personagem mesmo você vai achar que a culpa é minha agora!!! Em que furada me meti ao fazer aquele comentário, hehe)...

    Esclarecendo: eu REALMENTE não vejo problema algum em a classe ser apelona e tal, além do que falei isso simplesmente com base no comentário do MArio e na impressão que tive durante a partida, a qual foi compartilhada com quem mais estava na mesa naquele momento, mas isso não era um problema, foi só uma observação, nada mais, além de uma piada quanto ao instinto assassino do mestre, que poderia usar aquelas manobras contra nós (nem sabia se aquelas manobras era provenientes de feats ou de uma classe naquele momento, só fui saber depois)...

    O comentário que fiz posteriormente a respeito da classe, do fato de não ter entendido de onde vinham aqueles poderes (em especial o de cura), foi uma coisa que falei mais por curiosidade e porque, quando contou seu histórico durante uma das sessões, eu tive a impressão de que você queria que o Dyuss se juntasse mais ao grupo, fosse entendido melhor pelos personagens da party, talvez um reflexo daquele meu comentário no carro, em que disse que o seu personagem era meio misterioso, ninguém sabia quem era ele e se poderia ou não confiar nele (o que não diferia tanto dos demais, só que o Dyuss surgiu do nada no meio da mata, esse sentimento de mistério e de um pouco de desconfiança era um pouco natural até... eu cheguei a brincar que o Camaban achava o seu personagem meio louco, com aquela história dele pegar a cimitarra, depois não a querer mais e então querê-la de novo, lembra?! rsrs)...

    Então, não se preocupe com isso não... Eu sei que aquele comentário acabou gerando um enorme do Mario, mas acredito que ele falaria daquilo de qualquer forma, eram coisas que ele já pretendia conversar com você desde que leu o Tome of Battle... São apenas conversas para uma melhoria do jogo com um todo e se aplica a todos em verdade (eu mesmo mandei um email pro Mario pra falar a respeito de uma prestige e, como ele não respondeu até agora, estou pressentindo uma bronca também, hehehe)...

    abs

    ps: não consegui acessar o link que vc colocou...

    ResponderExcluir
  6. Eu sei que falei dos cavaleiros de luna, mas nunca disse q eles são parte do exército de Verbobonc, o que ficou meuio implícito no seu texto... não à toa só fiz o esclarecimento qto à independência deles e mais nada, ou por acaso eu reclamei ou demonstrei estranhesa pelo fato de vc ter falado dos cavaleiros de luna, senão somente pela forma como se referiu a eles (como parte do exército de verbobonc)?

    Eu heim...

    O Robinho eu realmente só vi uma (ou duas?) vezes no MSN... raro estar conectado MESMO!!!

    E tem mais: tramar nas costas no mestre contará muito negativamente qdo sair um 20 + 20 e o futuro do personagem estiver nas minhas mãos.. uuhhhhuuaaa (risada malévola)

    Abraços!

    ResponderExcluir
  7. Para acessar o link tem que ta logado no googledocs. Normalemente uma conta do gmail serve.
    E Mario, a parada dos cavaleiros de luna eh com vc, se vc quiser tem, senao nao :P eu realmente nao conheço essa parte, entao, mais um vez, a ultima palavra eh sua sem grilo algum.
    Outra coisa, nao tem trama nenhuma às suas costas (porra o Robinho falou demais, era segredo).
    Ah, e desde o msn plus 1.0 das antigas, a risada malevola eh "Muahuahauahua" nas cores vinho e preto

    ResponderExcluir
  8. Eu fiz isso da primeira vez, mas acusou página ausente ou algo assim... O endereço tá certinho mesmo?? Mas de repente é problema com o firefox, tem página que dá pau... Depois tento com o explorer...

    Acho que a trama a que o Mario se referiu era referente ao seu post mesmo, no qual requer o msn do pessoal para não ter que falar via mestre... Foi isso que entendi, pelo menos...

    ResponderExcluir

Postar um comentário