Terror na Montanha – 10º Ato

O grupo se reuniu no refeitório do monastério, onde, enfim, puderam comer comida fresca, o que não faziam desde que adentraram as Montanhas de Abbor-Alz, há cerca de uma semana atrás. Ainda que a refeição não fosse a melhor que já puderam apreciar, a verdade é que todos a comeram vorazmente, especialmente Gilles, que comia com muita vontade e fazia uma grande sujeira, o que não agradava em nada os pacíficos e silenciosos monges.

Durante a refeição, contaram a respeito de sua missão. Os monges ouviam com atenção o relato efetuado por Camaban, mas poucos fizeram perguntas ou forneceram qualquer informação relevante.

Um dos mais interessados era um humano bastante alto e forte, com uma grande cicatriz na face, chamado Trevorian, o qual, para surpresa de todos, logo se prontificou a acompanhar o grupo em sua nobre missão, impetuosidade esta que foi duramente criticada pelo líder do monastério.

Ryei, o monge que os recebera, também fez algumas perguntas, mas parecia não acreditar que a simples ação de assaltantes de ovos poderia perturbar de tal forma os aarakokras e a região. Para ele, deveria haver alguma outra coisa acontecendo, eis que a sensação de paz nos arredores do monastério também já não era mais a mesma, circunstância esta que já tinha sido observada por outros monges.

Nesse ponto da conversa, ouviu-se uma voz misteriosa: era de um monge já bastante idoso que vinha descendo as escadas para o refeitório. De forma enigmática, ele mencionou que vinha recebendo visões em sonhos e sabia que um tempo de mudanças se aproximava de Flanaess... Embora alguns membros do grupo se interessassem em obter mais informações do sábio monge, a maioria ignorou sua fala e continuou tendo uma conversa mais prática a respeito do que fazer ao chegar à Felnarix, e o monge acabou não fornecendo maiores informações ao ser indagado posteriormente...

Após a refeição, enquanto os monges se dirigiam aos seus afazeres diários, o grupo se dividiu: Dyuss resolveu meditar no alto da montanha, cuja vista muito lhe agradara; Gilles e Gerdrant ficaram no refeitório conversando com Trevorian, que revelou vir da Costa Selvagem; Camaban desceu para alimentar Lianon, no que foi seguido por Arthurius; e Ryei resolveu conversar reservadamente com o velho monge, eis que precisava de seus conselhos para entender o que a chegada daqueles estranhos indicava.

O ancião lhe explicou melhor os sonhos e esclareceu suas dúvidas, e o recomendou a acompanhar o grupo até o Monte Felnarix, não só para descobrir se haveria alguma relação entre o roubo dos ovos e a perturbação que vinham sentindo, como também para acompanhar o jovem e impetuoso Trevorian, que demonstrara ter aprendido muito pouco dos ensinamentos de Rao.

E assim o grupo partiu. A viagem prosseguiu tranqüila por mais alguns dias até que encontraram um grande rio. Enquanto o grupo fazia um acampamento em suas margens, Ryei, Camaban e Trevorian resolveram se banhar. O sol se punha naquele momento e a luz de Pelor se despedia daquele belo dia.

O druida foi o que mais adentrou o rio e foi quem percebeu um movimento na margem contrária: ele pôde ver um grande felino olhando atentamente para eles e logo avisou os demais para se afastarem. Disse que não havia grande perigo e que o animal dificilmente se aproximaria deles depois que o fogo fosse ativado, era só se manterem atentos. Porém, enquanto falava, grandes espinhos foram lançados em sua direção e um deles o atingiu mortalmente no peito, derrubando-o.

O pânico foi imediato: Ryei e Trevorian, que também tinham sido atingidos, logo tentaram formar uma barreira entre o atacante o corpo do druida, que jazia inerte no chão, com Dyuss logo se juntando a eles; Arthurius gritava em desespero enquanto corria na direção de seu companheiro de fé, no que foi seguido por Gerdrant; Gilles procurava uma árvore para lhe servir de cobertura enquanto pegava seu arco; e Lianon partia furiosamente na direção da fera que matara seu mestre...

Nova saraivada de espinhos foi atirada e Gerdrant também caiu. Trevorian, bastante ferido, foi até o paladino e o levou para trás de uma das árvores, onde também ficou, pois um novo ataque poderia derrubá-lo.

Sob a proteção de Ryei e Dyuss, que discutiam sobre qual a melhor forma de enfrentar a besta, Arthurius alcançou o corpo de Camaban e percebeu a imensa gravidade do ferimento. Preocupado, mas ciente da necessidade premente de agir rapidamente, pegou as ervas curativas da mochila de Camaban e, enquanto as mastigava, retirou o espinho, o que gerou uma forte hemorragia. Colocou a massa resultante das ervas na profunda ferida e convocou a benção de Beory numa tentativa desesperada de trazer de volta o amigo caído.

Nesse momento, Lianon alcançou a criatura, imensa e assustadora, mas, enraivecido, ele a atacou ferozmente, sem se importar com o contra-ataque, porém foi incapaz de causar grandes danos em razão da forte couraça que a protegia. De toda forma, ele chamou para si a atenção dela e deu um tempo para o grupo se ajustar.

Dyuss desejava atravessar o rio e se juntar à Lianon no ataque, mas Ryei era contra, acreditando que a melhor estratégia era esperar a besta, pois não acreditava que ela poderia continuar atacando com os espinhos por muito mais tempo. Trevorian gritava por socorro, pedindo que alguém lhe ajudasse com seus ferimentos, mas Arthurius ainda não podia ajudá-lo, pois ainda tinha esperanças na graça de Beory e conjurava nova tentativa de cura.

Após alguns segundos de luta, Lianon, já bastante ferido pelas garras de seu poderoso adversário, resolveu abandonar o combate e retornar até os demais, trazendo a fera no seu encalço. A mesma levantou-se do chão e abriu suas asas, partindo num vôo rasante na direção do lobo e do grupo, que, enfim, identificava a fera como uma enorme mantícora, uma besta com corpo de leão e asas de dragão!

Enquanto isso, Camaban se encontrava envolto numa imensidão de luz. Era difícil enxergar algo naquelas condições, mas ele conseguiu discernir a imagem de uma belíssima mulher lhe estendendo a mão, a quem ele identificou como sendo Ehlonna, a deusa das florestas. Ele levou sua mão de encontro à dela, mas, subitamente, sentiu um espasmo, e a imagem começou a se desvanecer e a misturar-se com a de um homem conhecido, Arthurius, que, com a última de suas forças, conjurou o poder da Grande Mãe e o trouxe de volta à vida...

Não havia tempo para comemorações... A batalha já se iniciara e Camaban, após um breve encontro com um feliz Lianon, partiu em auxílio à Gerdrant, que se encontrava caído atrás de uma árvore próxima.

Um feroz combate se seguiu e a fera, cercada, começou a receber os golpes cada vez mais precisos dos personagens, em especial de Ryei e Dyuss (que usava alguns movimentos de batalha bastante impressionantes), e, enfim, tombou...

Gerdrant novamente se lamentava por ser incapaz de ajudar seus companheiros durante a batalha, mas estavam todos satisfeitos por terem saído dela com vida, ainda que muito feridos, e o consolaram, enquanto Camaban, agradecido, auxiliava seus companheiros com seu poder divino.

Mais alguns dias se passaram e eles puderam avistar a imensa montanha rochosa no horizonte. A montanha possuía um grande platô no seu cume, exatamente igual ao visto por Arthurius e Camaban no círculo druídico de Greyhawk, o qual era praticamente impossível de chegar sem asas, pois a montanha era formada por imensas paredes verticais. Era possível perceber que existiam muitas árvores derrubadas ao pé da montanha e havia um rastro de fumaça surgindo por detrás dela, vindo, provavelmente, de um acampamento.

Resolveram seguir na direção da fumaça, mas acabaram parando ao avistarem uma águia que descia dos céus fazendo um círculo exatamente acima deles. Conforme a águia ia descendo, puderam perceber que ela era bem grande e não era uma águia comum, mas sim um dos homens-pássaro que vieram ajudar.

Uma tentativa de comunicação foi feita, mas ninguém sabia falar a língua do pássaro. Após alguns instantes, a aarokokra, em um péssimo e quase ininteligível comum, revelou que a Mãe Beory os havia avisado de sua vinda e que os responsáveis pelo problema se encontravam ao norte da montanha (justamente a direção da fumaça). Os personagens fizeram perguntas, mas a ave não parecia entendê-los e, simplesmente, alçou vôo e foi em direção ao topo do pináculo rochoso.

O grupo seguiu com cautela e avistou um acampamento razoavelmente grande, suficiente para umas trinta pessoas, pelo menos.

O que os personagens farão agora?

Comentários

  1. Maldito gato preto!!! Já matou dois de seus mestres e quase matou o terceiro!!! Preciso me livrar dele logo...

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  2. Ahuahuahuauahua...gato preto do mal esse mesmo... ehehehhehehe... dá ele pra alguém no grupo e vê o que acontece!!!

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  3. Ahhhh tenho uma foto da montanha aqui. Vou ver se dps coloco ela no blog. Dps vou ver se coloco tb uma foto do Gerdrant e outra do Gilles... mas só depois que escrever alguma coisa sobre o background deles... especialmente do Gerdrant, pq do Gilles vocês sabem pouca coisa mesmo...

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  4. Já ia esquecendo:

    Sobre o que Boguete falou no post passado: Não se chateia não Bogão... é assim mesmo, o Robinho explicou bem o "sentimento". Vc fez o que pôde, mas isso acabou matando da Beatrice. Na verdade, vc fez o que o Arthurius faria, eu é que não esperava que vc fosse usar a constrição dessa forma... não dava pra imaginar!

    Abraços!

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  5. Gato azarado do kct!!! Aliás, qual o nome dele, Cacá?? Tem que ser alguma coisa relacionada à má sorte, rsrs...

    É, vou procurar por alguma imagem para representar o Camaban também, aí posto o histórico... Por enquanto só achei fotos pro Lianon...

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  6. rsrsrs...

    A do lobo é essa q vc tá usando como avatar?

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  7. Pode ser essa ou alguma das outras que baixei... Foto de lobo não é uma coisa muito difícil de achar, né?!

    Mas uma de druida não achei tão fácil... A maioria das ilustrações que encontrei são de mulheres, elfos, ou são druidas repletos de parafernálias mágicas e coloridas... Achei uma foto que talvez funcione, mas ainda não estou plenamente satisfeito com ela...

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  8. E ae pessoal!
    Eu ainda nao tinha postado nada aqui pq nao tinha acesso.
    Agora que o Mario liberou e minhas obrigaçoes estao diminuindo (nao eh igual a acabando) eu vou escrever o historico do Dyuss minuciosamente, com direito a imagens e tudo mais, para vcs poderem saber de onde vem o meteoro de pegasus que anda salvando os traseiros peludos de vcs.

    ps: segundo um comentario que eu li, o caca quer fazer um guerreiro. Mario, eu proponho que ele use alguma coisa do Tome of Battle, como Warblade. Cara, eh muito divertido, acredite, e acho que inserir isso na mesa vai ser extremamente saudavel, porque aumenta a flexibilidade e a vida util dos homens de armas (que normalmente ficam chatos la pelo 6-7, comparado aos spellcasters).
    Voces viram o que as manobras de nivel 1 fazem. As de nivel mais alto parecem mais ainda com poderes e/ou magias, mas sao lindas :P
    Ta ae meu voto

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  9. E... eu to lendo o Tome of Battle... muito interessante e DESEQUILIBRADO. By the way, quero sua ficha atualizada no meu e-mail com urgência, pois dps q vc passou de nível eu fiquei sem ela aqui...

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  10. Bem, eu não sei nada sobre o Tome of Battle... Me pareceu meio apelão, mas, enquanto estiver a favor, tá tranquilo, rsrs... O problema vai ser quando o Mario começar a usar o livro contra a gente, isso é que tá me preocupando (já foram dois sem o livro, imagina com??!)...

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  11. Já viram a confirmação da festa no meu twitter?

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  12. depende do q é divertido, divertido pra mim é um personagem q possa interagir com o grupo eu ligo mais pro status do q pra capacidade de arrancar cabeças...na verdade arrancar cabeças é um bonus...eu vou ficar com as classes básicas memso talvez eu faça o cavaleiro...vou trocar espada e escudo por lança e cavalo...o grupo precisa de um lawfull chato pra kct pra andar no rumo certo, pensei em fazer um halfling mas ai deixa de ser heróico e passa a ser engraçado...ninguem leva os pequeninos a sério.

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