Diário de Viagem - Arthurius de Fochlucan [Terror na Montanha, parte 1]

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15 de Reaping, 594

Finalmente chegamos à cidade de Dyvers. Nossos amigos arcanos parecem estar bastante felizes por terem em fim retornado a “civilização”. Gerdrant e Dyuss também não demonstraram nenhum desapontamento ao ver os muros pedra se aproximando. Camaban por sua vez – como já era esperado – se ateve à sua natureza, preferindo ficar do lado de fora da cidade, uma vez que retornaríamos a estrada na manhã seguinte.

Quanto a mim, bom... me sinto tão em casa nas cidades quanto fora delas. Porém, como muitos dias ao ar livre ainda nos esperam antes de nossa chegada à gema de Flanaess, resolvi tirar a noite para explorar um raro néctar que não se pode encontrar em floresta alguma: uma boa taça de vinho. Rumei direto para a Cão Vagabundo, deixando meus amigos para resolver seus afazeres metropolitanos pela noite.

16 de Reaping, 594

A manhã não trouxe nada de extraordinário – o grupo se ocupou de fazer os preparos para nossa longa viajem – mas trouxe algo de curioso. O senhor Dyuss me pediu para buscar notícias sobre Verbobonc e redondezas, mais especificamente sobre qualquer acontecimento digno de nota que possa ter ocorrido nos últimos dois meses. Pedido estranho pra alguém que diz ter estado lá há não mais que alguns dias. Bom, de uma forma ou de outra, procurei ajudá-lo da melhor maneira que pude. Encontrei por acaso com um aventureiro daquelas bandas quando estava comprando rações. Ele só pode ressaltar duas coisas que lhe vieram cabeça: Uma revolta de gnomos nas colinas Kron que parece estar prejudicando o comércio de gemas vindas da região e o roubo de uma relíquia sagrada chamada “Renvash Splinter” da Catedral da Maça Sagrada de St. Cuthbert.

Fiquei bem atento a reação de Dyuss quando reportei essas notícias a ele, mas ele não pareceu se importar muito com elas. Um pouco mais seguro de que meu companheiro de jornada não é um saqueador de templos sagrados, prossegui com meus afazeres matinais. Pouco tempo depois nos encontramos com Camaban e seguimos viajem.

21 de Reaping, 594

Finalmente, alcançamos a grandiosa gema de Flanaess! Aqui poderei aproveitar o que a civilização humana tem de melhor a oferecer... ou assim eu pensava antes de chegar aos portões da cidade. Nosso primeiro contato do local foi com os guardas presentes nos portões de entrada, sujeitos pouco propensos a cortesia e adeptos da ladroagem descarada. Após sermos extorquidos em algumas de nossas moedas de ouro, Camaban e eu decidimos visitar o circulo druídico adjacente a cidade.

Há muito venho buscando um contato maior com o lado “natural” do antigo conhecimento. O próprio contato com Camaban tem me ensinado muito sobre os caminhos e o poder das matas. No entanto, não posso deixar de notar a grande ironia presente no fato de que Beory decidiu por fim me conceder sua mais nobre benção no dia de minha visita ao cerne da civilização oeridiana.

Ao meditar durante alguns momentos naquele local sagrado, Camaban e eu passamos a ouvir algumas preces ao vento, como que vindas de um local distante. Alguns momentos depois, tivemos uma mesma visão: a de um platô que repousa sobre uma alta montanha. E por fim, para acrescer ao meu completo assombro, uma dríade apareceu perante nós.

Essa belíssima donzela das matas nos disse que as preces que estávamos a escutar pertenciam à Aarakokras, um pacífico povo de “homens-pássaro” que habita regiões elevadas, como a do platô em nossa visão. Tal montanha se localiza ao fim de uma passagem chamada Naris, estando a 40 milhas do deserto brilhante. Ao que parece, essas criaturas estão sendo ameaçadas por ladrões de ovos de grifo que estão agindo na região.

Ela sequer precisou realizar um pedido para que Camaban e eu nos comprometêssemos a ajudar. Poucos minutos após tão magnífico encontro, já estava dentro da cidade, buscando um mapa para nos guiar em nossa próxima empreitada. Consegui o mapa que procurava com um cartógrafo não muito atencioso – mas por certo cordial – chamado Ledena.

Parti então em minha segunda e mais difícil tarefa do dia: convencer meus companheiros a nos seguir por esse caminho tão incerto. Após algum tempo de busca, encontrei Gerdrant e Dyuss na estalagem conhecida como Dragão Verde, mas não sem antes ser assaltado duas vezes no caminho. Primeiro, dei por falta de minha algibeira. A isso estou acostumado, andar descuidado pelas ruas é algo que não se deve fazer em cidades grandes. Porém, momentos depois, para meu total assombro – um quase tão grande quanto o trazido pela visão da linda dríade – notei que meu cantil havia sumido. Dinheiro eu posso compreender... Mas o que, entre Celestia e os Nove Infernos, pode possuir a alma de um homem e imbuir sobre o mesmo a necessidade de roubar um punhado de água!? Isso é simplesmente absurdo...

Enfim, após todas essas peripécias, encontrei meus dois companheiros. Para minha alegria ambos aceitaram o convite com certa prontidão – Gerdrant julgou essa empreitada uma nobre causa e Dyuss disse ainda estar em débito para conosco – e pude então passar para os alvos mais complicados.

Encontrei com o senhor Miro e a senhorita Beatrice nas portas da Universidade Cinzenta. Beatrice, possuidora de um espírito aventureiro, aceitou bem minha proposta. O senhor Miro, para completar minha série diária de grande surpresas – e talvez esta tenha sido de fato a maior delas – também aceitou de pronto meu convite, sem oferecer grandes explicações sobre seus motivos.

Após o encontro com meus amigos arcanos, pude recolher parte de meu pagamento relativo a nossa aventura nas vinículas de Burrbarr e pagar Ledena por seus serviços cartográficos, recolhendo assim também meu mapa.

Por fim, encontrei algumas horas em uma estalagem local para descansar e refletir sobre esse dia tão estranho e excitante. Espero que o futuro possa repetir dias como esse. E espero que nessas ocasiões o futuro permita que eu permaneça com minha algibeira, e, por céus!, meu cantil...

22 de Reaping, 594

Graças a glória de Beory, partimos em nossa nova empreitada! Tendo como base tudo que relatei sobre o encontro com a dríade e a visão que Camaban e eu tivemos, o senhor Miro acredita que nosso destino seja a montanha de Felnarix no Ducado de Urnst. Por hoje, tudo que tivemos que fazer foi apontar um caminho e aproveitar a viajem.

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E na gema de Flanaess, nasce um novo vilão...


Comentários

  1. Calma galera, vcs são muito apressados ;P

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  2. Apressados não, né, Bogus?!?! Essa sessão ocorreu há mais de um mês atrás!! Já foram duas ou três sessões depois desta...

    Aliás, o Mário colocou três sessões no resumo dele, mas acho que foram quatro: a primeira que estava faltando resumo no blog é essa acima; a segunda parou nos pântanos, logo após o encontro com a naga; na terceira nós alcançamos a fortaleza anã e paramos ao encontrarmos o gnomo; e a quarta e última foi a desse sábado, em que iniciamos a travessia pela mortal Passagem de Nariss...

    Por último, Bogus, salvo engano, o correto seria "Catedral da Maça Sagrada", não?? A não ser que St. Cuthbert seja o padroeiro dos pizzaiolos, rsrsrs...

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  3. Ahahahahahah... St Cuthbert pizzaiolo foi boa!

    Po... nem sei qtas foram... resumi muito mesmo, mas procurei iniciar o relato a partir do último diário de Fochlucan...

    Qtas sessões foram afinal?

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  4. Foram 4 mesmo. Estou corrigindo o errinho de portugues (apesar de achar que o Deus das Pizzas seria muito mais legal hehehehe)

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