Diário de Viagem - Arthurius de Fochlucan [Uma Estranha Colheita, parte 4]

(...)

Adentramos a torre. No primeiro andar não havia nada além de pequenos amontoados de sujeira e móveis quebrados, porém, alguns leves grunhidos vindos do segundo andar anunciavam que não estávamos sozinhos. Uma escada espiralada subia seguindo o perímetro interno da torre, adentrando o chão do andar superior. E desse patamar iluminado pude perceber a sombra de uma criatura a espreita.

Com algum esforço – na realidade, com um esforço considerável, que seria mesmo cômico se a seriedade da situação permitisse tal leitura – pude fazer com que meus companheiros também observassem essa emboscada. Sendo assim, iniciamos uma vagarosa subida. Logo que chegamos ao topo da escada, um enorme orc pulou na frente de Gerdrant, derrubando-o com um ataque só. Um violento combate se sucedeu. Por fim, a besta, apesar de muito habilidosa, foi derrotada, e o senhor Camaban conseguiu estabilizar Gerdrant. Ele permaneceu desacordado, mas a senhorita Beatrice se propôs a ficar com ele.

Quando terminamos de subir as escadas, Dyuss, que era o primeiro da fila, foi atingido por uma centelha de energia arcana, e também caiu desmaiado. Logo pude perceber que o mago nos esperava no segundo andar da torre. Mais um combate se iniciou. Após ser ferido algumas vezes, Jondisius, em nítida desvantagem numérica, terminou por se render.

Um breve diálogo se sucedeu à “captura” de Jondisius. O arcano disse não possuir grandes interesses em Burrbarr ou sua fazenda, buscando apenas o totem de Maglubiyet. Após alguns momentos, o senhor Miro se identificou como um aluno do Colégio Cinzento, e o feiticeiro acabou por reconhecê-lo. Apesar de alguns protestos, Jondisius por fim aceitou deixar as redondezas da Gnarley para jamais retornar. Todos fomos testemunhas de sua retirada da torre. Pude perceber, enquanto empacotava suas coisas, que ele de fato possuía alguns outros amuletos e quinquilharias semelhantes. Imagino o que ele esteja pretendendo fazer com esses artefatos, afinal de contas, assim como o amuleto dos goblins, eles não pareciam possuir nenhuma qualidade especial.

Por fim, resolvemos passar a noite na torre.

10 de Reaping, 594

Assim que o dia amanheceu, nossos companheiros caídos foram devidamente curados, e partimos para a fazenda. Chegamos ao local no início da noite, e Burrbarr recebeu bem as nóticias trazidas pelo grupo. Nós nos comprometemos a ficar mais dois dias para proteger a fazenda de eventuais reviravoltas no humor do feiticeiro exilado.

11 de Reaping, 594

Houve um banquete em nossa homenagem, para agradecer pelos serviços prestados por nós à fazenda. Foi um dia bem divertido.

13 de Reaping, 594

Partimos, em fim, para nossa viagem a Greyhawk. Um por um, todos decidiram seguir para a grande cidade, até mesmo Camaban, atraído pelo prospecto de uma vista ao círculo druídico presente nas redondezas da ema de Flanaess. Tenho a impressão de que esse será o começo de uma longa jornada...

(...)

Falhas de comunicação...

Um homem e seus três companheiros adentram a temível morada de seu inimigo,
quando no topo de uma escada,
em temível emboscada,
surge a sombra de um bandido.

O homem, perspicaz em sua atenção,
resolve notificar seus companheiros,
visando, é claro, salvar seus trazeiros,
dessa vilânica armação.

O homem então aponta o vulto,
tentando fazer-lhes enxergar,
para que possam lutar,
contra seu adversário oculto.

Porém, para sua frustração,
o homem percebe sem demora,
que seus companheiros de agora,
não compreenderam sua sinalização.

Então, em uma segunda tentativa,
o homem torna a sinalizar,
mas seus companheiros apenas trocam um olhar,
e tornam a vestir uma face indagativa.

Ainda determinado a passar o valioso alerta,
sem que o inimigo pudesse escutá-lo,
o homem tornou a apontá-lo,
e dessa vez cochichou de forma discreta:

“Olhem! Olhem o topo da escada!”
Os companheiros forçaram a vista,
e de maneira um tanto arisca,
responderam “Não vejo nada...”

O homem, não mais contendo sua exaltação,
brandiu sua mão com vigor,
e começou a berrar com clamor,
“Nosso rival está ali, seus tolos sem salvação!”

Ao ouvir o brado do homem ecoar,
toda a bandidagem na morada contida,
veio em estrondosa e ardente investida,
expulsando os aventureiros do lugar.

E desse conto podemos tirar a lição,
de que todos os jovens encrenqueiros
que desejam se tornar um grupo de aventureiros,
devem desenvolver uma boa comunicação.

Comentários

  1. Hehehe, muito bom, Bogus!!!! Está merecendo uma premiação em xp mesmo!!!

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  2. Aeewww... parabéns!

    Eh... acho que vou conceder uma XP extra mesmo! Tá merecendo de verdade.

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  3. eu acho q o mario deveria reconsiderar "círculo druídico presente nas redondezas da ema de Flanaess" erro medonho esse....pobre GH....EMA...pfffff *&¨& bogus

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