Diário de Viagem - Arthurius de Fochlucan [Uma Estranha Colheita, parte 3]

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Ao acordar o mestiço, tivemos uma leve surpresa. Esse meio-orc não era Bogahrul como esperávamos, mas sim um tal de Largak, que se dizia mais experiente e mais forte que seu “parente”. Ele disse também trabalhar para Jondisius juntamente com Bogahrul e o restante de sua tribo, os Shrugdom.

Essa tribo é liderada por um orc chamado Durok, que foi o primeiro orc a conversar com o feiticeiro sobre o amuleto dos goblins (de acordo com nosso “prisioneiro”, Jondisius pode estar colecionando esses amuletos e totens com algum objetivo). Ao que parece, o arcano ofereceu ajuda para que a tribo dos Shrugdom pudesse eliminar seus inimigos em troca da posse do totem de Maglubiyet. Segundo Largak, algumas vitórias de fato vieram com o auxilio da magia desse conjurador.

Por fim, Largak confirmou a existência de uma torre ao sudeste, a qual estaria sendo habitada por Jondisius. Sob a posse dessas informações, deixamos o meio-orc partir, sob a promessa – uma que acredito que ele não vá cumprir – de não retornar para a sua tribo.

Partimos então para a torre. Durante a noite, fomos emboscados por um grupo de orcs que pareciam estar procurando por algo nas redondezas. Momentos antes do combate se iniciar, um sujeito misterioso surgiu em meio à clareira na qual nosso acampamento se localizava – um elfo misterioso para ser mais preciso – dizendo que era um prisioneiro e que havia escapado desses orcs. Com seu auxílio, conseguimos derrotar nossos inimigos. Ao fim da batalha, o elfo se identificou como Dyuss Velverdyva, um nativo de Verbobonc. Ele disse, de forma um tanto o quanto suspeita, que não queria passar por dentro das cidades da região, e por isso se aventurou por dentro da floresta e foi emboscado pelas criaturas, sendo capturado.

Após todas as apresentações, falamos a respeito de nossa empreitada para Dyuss, e ele se prontificou a colaborar conosco, por simpatizar com nossos objetivos e nos dever um favor. Parece que nosso pequena companhia de aventuras não tem dificuldades em conseguir simpatizantes.

9 de Reaping, 594

Após poucas horas de viagem, chegamos até as redondezas da torre. Após um sangrento combate – um que quase custou a vida do senhor Miro – conseguimos eliminar todos os orcs que montavam guarda no lado de fora. Abrimos então a porta de entrada.

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Uma das pinturas rústicas dos Shrugdom que relatam a sangrenta batalha da torre:

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