A Lenda da Folha Caída - 7º Ato

Após decifrar as charadas e liberar as portas, o grupo encontrou um grande salão com três grandes sarcófagos. Acima de cada um deles havia uma águia esculpida e, ao menos aparentemente, não parecia haver uma tampa em nenhum deles, o que intrigou os personagens.

Enquanto o grupo observava os desenhos nas paredes ilustrando a técnica dejy de mumificação, Beren, com a ajuda da sempre útil “piscadinha”, conseguiu notar que havia uma reentrância na lateral dos sarcófagos. Ao examiná-la, percebeu que era uma espécie de gaveta, que, depois de puxada, revelou uma ossada humana, já bastante deteriorada. Além disso, percebeu, juntamente com Galahad, a existência de uma série de roldanas no interior do sarcófago, mas não conseguiram entender como o mecanismo era ativado, se é que ainda funcionava.

A gaveta do segundo sarcófago tinha exatamente a mesma configuração do primeiro, mas o terceiro revelou uma surpresa: três pequenas sombras com formas de serpente saíram da gaveta e atacaram os personagens! Elas eram incorpóreas, o que as tornava bem difíceis de acertar, e suas mordidas possuíam um veneno poderoso, ao qual Beren e Hargon não conseguiram resistir. Unmada conjurou o auxílio dos espíritos e expulsou o veneno de seus corpos, mas eles ainda se sentiam demasiadamente fracos.

Após a vitória, o meio-elfo verificou que não havia roldanas neste sarcófago. Ao tatear seu interior, acabou encontrando uma alavanca, a qual, talvez em razão do longo tempo de inatividade, estava emperrada. Galahad logo se prontificou a puxá-la, o que quase levou ao fim de sua vida: uma série de estalos foi ouvida e o chão sob o sarcófago começou a ceder! O antigo elevador, engenhosamente construído, não suportou bem a passagem dos séculos e caiu levando o sacerdote de Dirasip. Beren rapidamente segurou o amigo, todavia a fraqueza provocada pelo veneno da serpente fez o manto escorregar por entre seus dedos e ele quase caiu junto, só conseguindo agarrar-se na beira do buraco no último segundo. Allus prontamente agiu e providenciou a descida em segurança de Galahad através de um feitiço.

Lá embaixo o sacerdote viu uma grande caveira esculpida na rocha, certamente uma referência ao deus da morte, assim como uma escada bastante precária, feita com um material parecido com bambu, que levava até o piso superior. Por ela o grupo desceu, com exceção de Fulrik e Hargon, que preferiram não se aventurar pela perigosa escada.

Os personagens seguiram por um longo corredor e alcançaram, enfim, a tumba que procuravam. Era uma sala grandiosa a que encontraram pela frente, realmente digna do grande líder que Shathy Vashel aparentemente foi. Havia um grande sarcófago, feito de um material brilhante que refletia vivamente a luz produzida pela adaga de Galahad, várias urnas e jarros de bronze, enquanto as paredes eram cobertas por belos e detalhados desenhos. Na abóbada, a ilustração que mais chamou a atenção do grupo: um homem forte e com uma longa barba no alto de uma montanha segurando um grande globo, cujas bordas estavam repletas de runas. No centro do globo estava o que pareceu a Galahad ser a constelação da espada, representação do Verdadeiro, o Senhor da Justiça.

A fim de decifrar as runas, que, de tão antigas, eram desconhecidas até pelo experiente xamã, Beren conjurou um feitiço. Elas revelaram uma profecia, a qual dizia, resumidamente, que um grande líder surgiria no mundo quando a conjunção dos corpos celestes ocorresse, além de fazer menção a um “Rei-Sol”, que não seria reconhecido como tal...

Uma grande conversa se seguiu entre os personagens, na qual Allus explicou, realmente, tudo o que o preocupava em relação à Máscara e o porquê dele ter requerido a reunião do grupo. A profecia apenas vinha a confirmar o que ele já temia: a conjunção dos corpos celestes já havia ocorrido, sendo justamente ela que havia permitido ao grupo ler o mapa que os levou à Máscara das Raças, item este que, inadvertidamente, o grupo entregara ao clero de Deb’fo e que, posteriormente, foi parar nas mãos do Imperador Kabori. Este, de posse da Máscara, rapidamente resolveu as desavenças internas do reino de Kalamar e reuniu um exército poderoso para reunificar o Império.

Por maior que seja o carisma do Imperador, é muito difícil não perceber a influência do item nesses acontecimentos, que foram realizados numa velocidade improvável, o que mesmo Galahad foi obrigado a reconhecer, embora ainda afirme que, no máximo, a Máscara acelerou uma reunificação que era inevitável frente à força do “Imperador escolhido pelos deuses”. Argumentou, ainda, que Allus havia usado a Máscara por alguns dias e não tinha apresentado qualquer um desses pretensos poderes. Beren, então, sugeriu que o item poderia não apresentar todos os seus poderes até estar na posse de um verdadeiro líder, de alguém escolhido pelos deuses.

Aproveitando o comentário de Beren, Allus contou-lhes a lenda de Rovak Fen’doral, o qual, ao ser agraciado pelo rei Thedorus I com uma série de moedas com a sua imagem (moedas estas que são conhecidas como “Dragões de Prata” e têm um valor incalculável atualmente), jurou lealdade eterna ao rei e que o primeiro filho de cada um dos seus descendentes seria o campeão do reino. Todavia, naquela mesma noite, seu deus patrono, Deb’fo, e o Arauto da Palavra visitaram o paladino e disseram que ele jamais teria filhos, não podendo honrar com seu juramento, portanto. O paladino ajoelhou-se perante seu deus e pediu perdão pela desonra provocada pelo seu falso juramento, ao que os deuses retorquiram que era possível cumpri-lo se ele alcançasse a vida eterna, mas isso teria um preço. Rovak, então, reafirmou seu juramento e os deuses o transformaram em uma espada, a Espada dos Reis.

Beren rapidamente entendeu a mensagem de Allus: se o espírito de Rovak pôde ser usado na criação da espada, o que impediria que o mesmo houvesse sido feito na Máscara das Raças? E se esse espírito for, na verdade, do Rei-Sol mencionado na profecia, que arrumou uma forma de ser eterno ao se transformar no item, tendo o poder, talvez, de influenciar ou até controlar os possuidores da máscara?

Na tentativa de encontrar respostas, o grupo decidiu vasculhar todos os baús e jarros presentes no salão, mas nada encontraram, a não ser um mecanismo, já quebrado, que servia para levantar o sarcófago. Estranhando a presença de tal mecanismo, que poderia indicar que o sarcófago talvez não escondesse exatamente um corpo, o grupo resolveu abri-lo, apesar dos avisos de Unmada para não fazê-lo.

Dentro havia realmente um corpo mumificado e um jarro com uma tampa em formato de águia, que Galahad abriu. Um vento negro saiu de dentro do jarro e voou na direção da porta, mas acabou batendo no que parecia uma parede invisível. Ele retornou ao sarcófago e, no caminho, atacou Beren, jogando-o alguns metros para trás, tamanha a sua força. Assustado, Unmada gritou para todos saírem do círculo em volta do sarcófago, eis que o espírito não podia atravessá-lo. Todos o fizeram, com a exceção de Galahad, que puxou seu símbolo sagrado e tentou expulsá-lo, mas sem sucesso.

O espírito acabou se apossando do cadáver no sarcófago e seguiu-se o combate com a múmia, que não parecia ser afetada por armas mundanas, assim como pelas insistentes tentativas de Galahad de destruí-la com o poder de sua fé. Mas as magias, especialmente as de fogo, causavam efeito, e ela acabou sendo destruída, mas não sem antes amaldiçoar os heróis por terem perturbado o seu sono...

Comentários

  1. Tsc, tsc... essas narrativas do Robinho estão cada vez melhores... acho que vou definitivamente deixar a tarefa de atualizar o blog pra ele... ahhahaha... (é brincadeira... rs).

    Em breve coloco aqui a imagem que os personagens encontraram no túmulo de Shathy Vashel e a transcrição exata da mensagem constante de tal imagem.

    Abraços!

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  2. Também gostei dessa... Até por ter começado a fazê-la logo depois da partida, conseguia lembrar de muita coisa e deu pra detalhar melhor (tanto que ficou enorme, rsrs)...

    Isso é uma boa mesmo, já estava pensando em te pedir para colocar a transcrição da mensagem. E, se a imagem puder vir também, melhor ainda...

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  3. e devolta as maldições, ÊEÊÊÊÊ grupinho de mal olhado heim....
    "toc toc toc on the wood" pra vcs
    PS: não vou mais rpa friba nesse feriado por questões financeiras, até o natal my bitches.
    asskisses

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