32º Ato - O Legado de Sangue

Os personagens abriram as portas e seguiram para o interior do anfiteatro, onde acabaram por encontrar uma escada circular que os levou até uma grande câmara. No centro da mesma eles encontraram uma bela estatueta, a qual Galahad verificou ser uma representação de Liganali, e três portas, cada uma delas com oito aberturas, exatamente como a constelação da Cintilante.

Verificou-se que havia algum tipo de mecanismo no fundo de cada uma das aberturas e o grupo decidiu apertá-las todas juntas, na esperança de que a porta abrisse. Logo após o fazerem, os personagens ouviram um clique, mas o que se seguiu não foi a abertura da porta e sim o barulho de madeira sendo destruída e gritos! Rapidamente o grupo subiu as escadas e viu uma imensa serpente marinha destruindo o barco que os levara até ali, parecendo se divertir enquanto se deliciava com a carne dos marinheiros.

Enquanto olhavam horrorizados para a cena, puderam notar que havia uma estranha mulher em uma das pedras próximas ao barco, a quase 300 metros da costa da ilha. Ela tinha a pele esverdeada e possuía longos cabelos emaranhados, se vestindo apenas com trapos. Ela parecia gesticular e emitir vocalizações, o que levou o grupo a acreditar que ela estaria, de alguma forma, atiçando a serpente a atacar. Beren, com o auxílio de sua magia, conseguiu acertar um belo disparo na mulher, o que a fez mergulhar, mas isso não impediu que a carnificina persistisse. Impotentes, os personagens continuaram observando a cena, na expectativa de ajudar um eventual marinheiro que alcançasse a encosta rochosa da ilha, o que acabou acontecendo, com Kotesh indo buscá-lo com o auxílio de uma corda, mas esse acabou sendo o único sobrevivente da tripulação (salvo os dois marinheiros que tinham ido para a ilha junto com o grupo).

Tentando esquecer o fato de que, sem o barco, eles estavam presos na ilha, os personagens voltaram a explorar a câmara, descobrindo que a estátua podia ser movida, o que revelou um compartimento com uma caixa, na qual haviam 16 peças esculpidas na exata forma das aberturas da porta. Com receio de que o uso errado delas pudesse libertar uma outra criatura, o grupo decidiu esperar pela noite seguinte, quando a constelação da Cintilante circundaria a lua e o mapa revelaria novas instruções.

A verdade é que isso não ocorreu. Com a chegada da meia-noite, hora exata em que a Cintilante circundou a lua, o mapa apenas revelou marcas ininteligíveis. Havia certamente uma inscrição secreta ali, mas era necessário achar uma forma de concentrar a luz sobre o mapa, a fim de clarificar a mensagem, que estava demasiadamente fraca, impossível de ser lida. Após muitas tentativas e um precioso tempo perdido, o grupo percebeu que a resposta deveria estar dentro do templo e que eles teriam que achar uma forma de abrir as portas.

Felizmente, o grupo descobriu que algumas das peças brilhavam sob a Cintilante, o que os permitiu separar exatamente aquelas que deveriam ser usadas, assim como se descobriu a existência de um alçapão acima da estátua. Esta, uma vez iluminada, refletiu a luz para a porta à sua frente, então, foi só encaixar as peças devidas e a porta se abriu.

Os personagens seguiram por um longo corredor até uma caverna com um lago. No centro do lago havia um pedestal, o qual recebia a luz exterior através de uma rachadura nas paredes da caverna. Ainda assim, o mapa nada revelava e apenas após algum tempo puderam perceber a existência de locais em que os espelhos encontrados na mochila poderiam ser colocados, dirigindo e concentrando a luz exatamente no pedestal, onde o mapa foi colocado e enfim a mensagem se revelou...

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