28° Ato - O Legado de Sangue

O torneio entre guerreiros seguia ardente no salão do Templo do Combate Armado. Os sacerdotes de Natirel esforçaram-se muito na organização do evento, que contava com competições de xadrez e outros jogos de estratégia bélica. Tudo para agradar ao Mestre das Táticas, O Senhor dos Campos de Batalha.

Kotesh, um gladiador vindo de Kalamar, venceu Vincent, um misterioso arqueiro. Enquanto Allus, rapaz franzino, se envolveu numa longa e calorosa luta com Aziz, guerreiro brutal da região de Basir.

Infelizmente, a final do torneio, que deveria ser entre o gladiador de Kalamar e o franzino rapaz acabou sendo desnecessária, pois Allus foi desclassificado pelos árbitros. Ele atingiu mortalmente seu adversário por duas oportunidades, o que não era permitido pelas regras do combate, que deveria ser não letal.

Com isso, vitória caiu no colo de Kotesh - que chamou a atenção de alguns dos presentes (mercadores, aldeões e sacerdotes amantes do combate ou devotos de Natirel)...

Enquanto isso, Beren consultava os Perseguidos da Sagacidade sobre a localização de Thilerâne. Porém, os sacerdotes não puderam ajudar. Sob a batuta de Lokalas, os discípulos do Lorde da Intuição afirmaram que somente um ritual poderoso poderia permitir que esse segredo do destino fosse revelado.

Com isso, Beren decidiu buscar ajuda da Ordem da Luz. Sua experiência no passado, com Namac, teve seus altos e baixos, mas Beren tinha certeza que a Assembléia da Luz ajudaria de alguma forma.

Para sua sorte, Beren encontrou um sacerdote de boa vontade.

"Bons dias meu nobre senhor! Viestes em busca da Luz de Dirasip?" Perguntou o sacerdote.

"Sim, vim em busca de ajuda, e espero que a luz da Lanterna Eterna possa me ajudar!"

Beren contou ao sacerdote, que se cahamva Galahad, parte de sua longa história, especialmente daquilo que envolvia Durzgol e os Cavaleiros do Abismo Profundo, do bebê (e seu futuro maculado) e da necessidade de encontrar Thilerâne, pois disso dependia descobrir mais a respeito de seu pai, e, talvez, sobre Durzgol.

Galahad ouvia a tudo, fazendo poucas perguntas, recomendando que Beren contasse aqueçla fantástica história a seu grande amigo, Adrecius - que contava com mais experiência nos ranks da igreja, e poderia dar melhores conselhos.

Adrecius ouviu a história de Beren, e demonstrou estar disposto a ajudar, mas, infelizmente, seria preciso o sacrifício de alguns objetos valiosos neste processo.

"Compreenda bem, meu jovem. Eu sou apenas um simples homem, um mero mortal. Se soubesse quem é e onde vive essa mulher que procuras, certamente já teria contado a ti. Porém, como não o sei, e como não vejo uma forma de encontrá-la nesta vastidão de terras e mares a que chamamos Tellene, outra laternativa não resta senão nos socorrermos da glória de Dirasip, o Senhor da Luz, O Radiante.

Contudo, Dirasip é muito ocupado com seus afazeres divinos. Há muitos cantos obscuros no mundo, muitas criaturas noturnas para sertem combatidas e muitas preces para serem atendidas. Porque A Lanterna Eterna atenderia a um pedido como seu, Beren? Para que nos seja concedido um milagre como esse, antes é preciso demonstrar o seu valor, e que outra forma há senão o sacrifício?

Dirasip não requer sacrifícios de sangue, ou demonstrações de penitências e flagelos. Exige apenas a destruição de gemas valiosas..."

Beren ouviu tudo. Mas argumentou que não possui tais gemas valiosas e que, portanto, não poderia contar com este milagre por agora. Contudo, certificou Adreciu de que iria se esforçar para conseguir as tais gemas e, por fim, encontrar Thilerâne.

"Vejo que sua causa é realmente nobre, e náo vejo qualquer mentira em suas palavras ou intenções. Se desejas realmente conseguir o material necessário para o sacrifício, sugiro que Galahad siga contigo, guardando-o em seus caminhos. Pois os agentes das trevas são muitos!"

Assim, Galahad, que não estava envolvido em nenhuma missão naquele momento, segiu com Beren, que estava, agora, buscando por um trabalho: algo ou alguém que lhe rendesse dinheiro...


Um homem de meia idade, com cabelos grisalhos bem penteados para trás, e barba branca, vasta, aproximou-se de Kotesh após o término da luta.

"Será que podemos falar rapaz?! Foi uma apresentação e tanto, meus parabéns!"

O senhor conduziu Kotesh para uma aréa menos movimentadas do Templo do Conflito Armado, explicando que estava presente ali para encontrar homens habilidosos capazes de executar que si um serviço de grande importância.

"Você atende a algum senhor? Ou acaso é um destes mercenários que vivem por aí esperando um emprego?"

"Na verdade não. Meu senhor chama-se Hegil, eu vim para cá para lutar por meu senhor..." Respondeu Kotesh, visilvelmente desconfortável.

"Há! Um escravo?! Eu devia ter imaginado... você luta como um autêntico gladiador! Muito bem por sinal, seus adversários não duraram nada! Pois bem... me diga do seu preço."

Kotesh não entendeu, mas o homem prossegiu.

"Seu preço! Eu queri te comprar desse tal de Hegil. Me diga onde posso encontrá-lo, e mandarei um servo entregar a ele uma carta de crédito irrecusável. Quero tê-lo como minha propriedade, você me será muito útil."

Kotesh estava confuso, mas explicou como Hegil poderia ser encontrado. Na verdade, Argenard (como se chamava aquele com quem falava) pretendia comunicar Hegil que estava comprando Kotesh.

"... e você deve ser um escravo leal, pois veio até Bet Urala sem ninguém que representasse seu senhor! Louvável! Não esperarei menor lealdade meu caro Kotesh, mas considere-se meu!

Preciso de você porque meu filho, aquele tolo, se encrencou severamente. Arrume um grupo de homens hábeis, a serem liderados por ti numa empreitada, e que queiram aceitar uma certa quantia em OURO em troca de seus serviços. Nos falaremos novamente quando você os tiver recrutado."

Assim, após mais alguma conversa (é claro), Kotesh acabou fazendo aquilo que era óbvio, chamando Allus e Vincent (dois finalistas do torneio) para integrar a equipe de Argenard.

Naquele dia, de noite, os três estavam reunidos na estalagem do Pé do Rei (King's Foot) e Kotesh discutia a necessidade de encontrar pelo menos mais um ou dois homens para a empreitada (que ele nem sabia do que se tratava ao certo). Allus, de supetão, e cansado da conversa fiada, subiu numa cadeira e anunciou o emprego!

Beren e Galahad estavam no local, ouviram o anúncio, e logicamente se prontificaram. Ainda havia um terceiro candidato, mas era visivelmente inapto para desempenhar o que quer que Argenard pedisse àqueles homens.

O grupo estava fechado. Kotesh explicou o que sabia a todos, e no dia seguinte, na hora do almoço, iriam encontrar-se com seu "novo" senhor.


Assim foi feito, e no dia seguinte Argenard explicou tudo ao grupo.

"Meu filho meteu-se numa grande enrascada.

Aquele maldito bastardo 'conheceu' uma dama, uma bela moça, mas ela estava prometida. A vadia, contudo, sucumbiu à lábia de meu filho e se entregou a ele.

Acontece que a pobre infeliz foi descoberta por seu esposo. O homem é um jovem nobre, de família de muitas posses em minha terra natal. Quando o homem descobriu que sua senhora não havia se guardado para ele já era tarde, o casamento estava consumado!

Imaginem!!! Descobrir que sua mulher, supostamente uma mulher de respeito, pura e casta, agiu como uma rameira!!! Inaceitável, não é? Pois bem... o homem desmanchou o casamento, que foi considerado inválido. E a pobre moça ficou desmoralizada... bem, na verdade seu pai ficou, pois entregou uma mulher descabaçada a seu genro. Uma indelicadeza daquelas!

Bem, o problema é que o pai da moça já habia entregue à família de seu genro o dote de sua filha e a família do rapaz negou-se a devolvê-lo, pois era o mínimo que se poderia fazer diante daquela humilhação pública!

Agora, o pai da moça e sua família querem cobrar de meu filho (e de mim) o dote e uma vultuosa indenização!

Aquele pobre tolo! Por causa de uma xoxota vai acabar com minha fortuna!

Preciso da ajuda de vocês! Pagarei o preço justo por seus serviços!

Meus advogados disseram que o Pretor vai decidir o caso a favor da família da moça e que tenho poucas chances de me safar sem perder toda minha fortuna. Talvez uma moção ao Rei adie um pouco a condenação, mas a tendência é que tenha que entreegar-lhes todo meu dinheiro e, possivelmente, isto não será o bastante... posso até virar um escravo!!! Um maldito escravo!!!"

O grupo ouvia atentamente, vez por outra interrompendo com uma pergunta pontual.

"Bem, tenho, segundos meus advogados, três escolhas.

A primeira delas é arrumar dinheiro rapidamente, o bastante para pagar pelo menos a maior parte da indenização.

A segunda é providenciar a fuga de meu filho e a minha e de minha família. Mas isso seria o mesmo que desgraçar minha linhagem para sempre, um fardo pesado demais de carregar, ainda mais por causa de uma mulherzinha e seu pai insolente.

A terceira é dar cabo do homem. Se o pai da moça morrer a causa perde seui interessado, e eu não perco meu dinheiro.

Pois bem, de todas as possibilidades, acho, por razões pessoais, a primeira como a melhor. É claro que se não der certo, e isso dependerá de vocês, eu teria que recorrer a outras...

... certo? Bem, eu tenho um mapa velho guardado comigo. Comprei junto com mercadorias da Reenaria, dizem que foi de piratas daquelas águas...

... o mapa parece que esconde um vasto tesouro, ou isso foi o que me foi dito. Nucna me preocupei muito com ele... até que meu filho fez essa burrada!

Acho que esse mapa é minha salvação! Quero que vocês resgatem esse tesouro para mim!"

Os personagens ouviram tudo, e Argenard mostrou-lhes o mapa, que na verdade era um monte de runas confusas, que de MAPA mesmo não tinha muita coisa.

Allus tratou de negociar o pagamento: 5% do tesouro para cada um, e mais a liberdade de Kotesh. Sem tesouro, sem pagamento. Com vasto tesouro, vasto pagamento. Pareceu justo, e Argenard aceitou.

Com o velho mercador, o grupo partiu em dois dias para Bedido, sua cidade natal, onde o grupo conheceu seus advogados e parte de sua família.

Allus já decifrou parte do enigmático mapa.

Que tesouros aguardam os personagens?

Comentários

  1. Pietro não conhece gerador de nomes...impressionante...ahmmm isso serve pro bruno tmb...
    bogus até q bota uns nomes maneiros...
    Parabéns ao Robinho unico sobrevivente....pelomenos agora acho q ele "liderando" o grupo...as coisas vão ser mais bem organizadas....Pietro "NO MORE" UHAUHAUHAUHA

    mas enfim...mariola tava afim de falar contigo um dia no msn se possivel...não faço ideia de qunaod vou pra friburgo mas quando for eu gostaria de jogar e pra não ficar discutindo lance de personagem e blablablabla...e matar umas 4 horas de jogo só em explicações eu queria falar com vc sobre um personagem Background e essas paradas básicas pra adiantar as coisas.

    abraços a todos

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