23° Ato - O Legado de Sangue

Os personagens investigam a cripta mas nada encontram!

Enquanto Rhalevahn, Astaror e Beren buscavam qualquer pista sobre o tipo de local que era aquele, Harric se dirigia até os restos da criatura, tomando a sua massa metálica para si!

Subitamente, o rosto de Harric se transfigurou, e uma voz suave e tênue se atrevia a comandar-lhe os pensamentos. Harric, então passou a atacar seus companheiros, em especial Rhalevahn.

Logicamente o grupo não conseguiu compreender imediatamente o que estava ocorrendo. Rhalevahn absteu-se de atacar Harric e buscavam meios de apenas se defender. Porém, ultrapassados alguns breves segundos, uma "estratégia" foi armada, especialmente pelo Svimohz a fim de separar Harric da maça.

Com um golpe certeiro, Rhalevahn conseguiu concretizar seu plano, separando Harric da arma da criatura. Em poucos segundos, então, ele voltou ao normal e pôde explicar mais ou menos o que se passava.

"Ah! Mas que droga! Eu apenas peguei a arma do chão, e parecia que ela tinha vontade própria! Lamento dizer, mas ela carregava um ódio muito grande por você Rhalevahn!"

"Eu avisei para não tocarem em nada! Estes artefatos são todos profanos, obra do Senhor da Escuridão. Pegar tais itens pode significar nublar a sua mente para sempre, caindo nas trevas preparadas por ele." Disse Rhalevahn.

A viagem seguiu, ainda com uma certa desconfiança do grupo quanto à atitude de Harric.



Os pântanos lentamente iam se modificando conforme o grupo avançava rumo ao seu interior. Paulatinamente a lama ia sumindo, dando lugar, desta vez, a um pântanos mais tradicionais, úmidos ainda, é certo, mas menos "sujo".

Foi então que o grupo se deparou com uma visão estranha. Uma antiga vila, aparentemente abandonada, jazia às margens de um riacho, bem no meio dos pântanos. Os personagens empreenderam uma pequena busca por vestígios que pudessem ajudá-los a definir melhor as circunstâncias em que aquela vila fora abandonada. Além de um pequeno diário, pertecente, ao que tudo indica, a alguém próximo do prefeito da cidade, nada de demais fora encontrado.

O diário em questão apontava para eventos bizarros ocorridos na vila, envolvendo os Cavaleiros do Abismo Profundo.

Um deles veio está noite, trazendo consigo suas palavras ameaçantes! Que queres com nosso povo, perguntei. Mas ele nada respondeu, olhou para mim com profundo desprezo, pude sentir isso em seus olhos.

O tempo da escuridão está chegando, o cavaleiro me disse. Sua voz era fantasmagórica! Rendam graças e ofereçam holocaustos em nome do Devorador da Noite, caso contrário tu e teus pares pagarão, pois Manfred trará sua fome e lhes devorará a própria alma!

Alguns não queriam dar-lhes muito ouvidos, mas por precaução a maior parte das mulheres e crianças foram enviadas a uma vila próxima.

Lamento apenas que não tenhamos saído todos, pois uma noite se aproxima, e conforme o crepúsculo abate a terra começo a ouvir o galopar dos cavalos! Eles estão chegando!


O grupo discutiu apenas brevemente o teor deste trecho do diário, e logo os personagens foram dormir, pois havia muito que não descansavam.

Mais tarde, naquela noite, contudo, um velho homem caminhavam pelas ruas vazias da vila, carregando consigo, além de um velho lampião, um ar sombrio. Desncessário dizer que todo o grupo despertou ao alarme do vigia que guardava aquele turno da noite.



Um curto diálogo foi travado entre o velho e o grupo, após alguns minutos de observação de seu comportamento. Astaror concluiu que se trava do mesmo tipo de monstro que atacou o grupo na saída da tumba de Ossarulussurinussal - mortos-vivos!

Embora Harric parecesse disposto a conversar com o velho, Astaror partiu pra cima dele, mas seus golpes foram ruins, ele ele somente conseguiu fazer o homem cair no chão com escoriações.

Logo todos puderam ver que, apesar de sua aparência deprépita, o homem estava verdadeiramente vivo.

Que segredos ele guarda? Será que é um refugiado ou um aliado dos Cavalerios do Abismo Profundo?

Comentários