13° Ato - O Legado de Sangue

Durante a viagem pelos bosques de Lendel, o grupo acabou se defrontando com uma perigosa aranha monstruosa! O combate foi facilmente resolvido, mas Astaror e Beren foram picados pela venenosa aranha. O primeiro foi picado no pescoço e imediatamente foi ao chão, desmaiado pelo efeito mortífero do veneno. Beren teve mais sorte, pois fora picado no braço e conseguiu permanecer de pé.

Foi preciso, diante destes fatos, decidir o que fazer: seguir viagem ou retornar a Unvolen!

Todos temiam especialmente por Astaror, devido a maneira como se encontrava.

"Fiquem aqui mesmo, parados neste local, pois seguir adiante ou tentar retornar sozinhos será muito periogo! É melhor que vocês (Beren e Rhalevahn) fiquem e cuidem do Astaror. Eu irei encontrar com Apalgas sozinho!" Falou Harric.

"Uhmmm... não sei se é uma boa idéia..." Disse Rhalevahn "..., talvez seja melhor optar entre retornarmos todos ou irmos todos juntos. Ficar na mata sozinho com Beren adoecido e Asataror desmaiado não é uma opção!"

"Eu concordo... mas ainda estou bem, apesar de meu braço estar doendo muito neste momento. Estou preocupado com Astaror..." Enquanto Beren dizia isto, Harric despia Astaror de seus equipamentos mais pesados e o colocava sobre seu ombro.

"Pois bem então, vamos todos juntos! Apalgas deve poder nos ajudar. Acho que é nossa única esperança então, pois em Unvolen duvido que consigamos ajuda também!" Harric demonstrava disposição para seguir adiante.

Deste modo a viagem seguiu até o santuário onde Apalgas fora encontrado dias antes.

Chegando lá, não demorou muito e logo a criatura surgiu da mata.

Seguiu-se um longo diálogo, onde o grupo explicava a Apalgas que, muito provavelmente, sua mandrágora havia sido destruída.

"Lamentamos por isso, mas sua mandrágora foi usada em um feitiço e foi consumida, portanto." Disse Harric.

"Nãoooooo!!! Ahhhhhhhhhhh!!!" Apalgas demonstrava grande irresignação. "Que maldição!!! Vós homens roubais minha preciosa mandrágora e usaram-na até sua morte!!! Eu precisar de minha mandrágora!!! Precisar agora!!!"

Os personagens ficaram assustados, pois Apalgas demonstrava muita irritação.

"Vós precisais recupera-la para mim, pois eu precisar muito dela!!!"

"Não temos culpa! Você não nos disse que tinha perdido ela vinte anos atrás!!!" Disse Harric, diante da irritação de Apalgas.

A criatura então aproximou-se perigosamente de Harric, intimidando-o.

"Não vos me atentais! Pois vós deveis recuperar minha mandrágora conforme prometerdes!" Apalgas demonstrava mais calma neste momento (e continuava errando na conjugação dos verbos do idioma brandobiano). "Vida de vostro amigo depende da promessa que fizestes, não vos ajudarei se não recurardes minha preciosa filha!"

Harric já levava, discretamente, sua mão ao cabo da espada.

"Sabemos da existência de outra mandrágora, será que outra serve ou só a sua?" Perguntou Beren.

"Uhhhhmmmm!!! Não ser o que queria, mas eu precisar dela, então trazei para mim tal mandrágora! Donde encontrastes tal planta?"

"Ahm, sabemos que está na posse de Ossarulussurinusal, num bosque ao sul! Se dissermos que a planta é pra você, talvez ele queria nos dar..."

"Não!!! Não fazerdes isso! Não crer ser uma boa idéia! Pegai a planta de Ossarulussurinusal e trazei-a a mim o quanto antes, mas não falei a ele de mim!"

Assim o grupo acordou com Apalgas, e, deixando o santuário, imediatamente rumou para Unvolen, onde novamente conversaram como Adato e, em seguida, rumaram para os bosques de Ossarulussurinusal.

A viagem levou cerca de uma semana, passando por diversas vilas do interior do reino, margeando, durante grande parte do tempo, os bosques de Lendel.

Finalmente, o grupo chegou à Dreyden, a última destas vilas, e de lá seguiram (conforme informado anteriormente por Adato) pela margem de um lago e, posteriormente, de um rio, rumo ao coração do bosque.

Em certo momento, os personagens pararam próximos de um pequeno riacho, para beber água e abastecer os cantis. Contudo, a parada que deveria ter sido tranqüila acabou se tornando tortuosa, pois uma pequena fada se escondia no interior do riacho, saindo de lá em direção de uma altar existente na mata, atraindo pafra lá todo o grupo.

Quando lá chegaram, a fada inofensiva adotou uma aparência terrível, se transformando em uma espécie de cobra espiritual, que passou a atacar o grupo.

Os personagens se defenderam e, eventualmente, conseguiram vencê-la. Só que, logo em seguida, um grande urso marrom se aproximou com ferocidade.

"Queremos ver Ossarulussurinusal! Nao queremos ferir você, criatura da floresta!" Disse Beren, crendo se tratar de um guardião dos bosques.

O urso avançou, todavia, para supresa de todos, o urso não atacou o grupo. Antes, deteu-se próximo ao altar e, erguendo-se sobre suas patas traseiras, lentamente se transformou em um homem de aparência idosa, trajado com roupas muito rústicas e adornos de toda sorte. O homem, então, disse:

"Ossarulussurinusal já não mais é!"

"Como assim? Ele está morto?" Perguntou Beren.

"A morte é um conceito incerto. Depende que como vocês a entendem. Seu espírito está presente em todos os locais."

"Ahhh!!! Pelos deuses! Precisamos de uma mandrágora e sabemos que Ossarulussurinusal possui uma. O que fazemos agora? Viemos de muito longe para falar com ele!"

O velho homem jogou no chão do altar os dentes de um animal (a que estavam pendurados em um de seus colares) e, após, recolhendo-os, disse:

"Sigam comigo, lhes mostrarei o caminho!"

O grupo seguiu.

O que o velho misterioso mostrará aos personagens?

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