11º Ato - O Legado de Sangue

Os personagens se aproximam dos majestosos portões da cidade, tendo, neste momento, visão plena da majestosa ponte sobre o rio Brolador e suas duas torres imponentes. Sem sombra de dúvidas, trata-se de uma construção singular.

Conforme se aproximavam, a feição de Harric ia se crispando.

“Colegas...” Inicia Harric “... antes de irmos, preciso lhes dizer uma coisa!”

Podia se ver alguns guardas mais adiante, revistando caravanas de mercadores que chegava naquele exato momento.

“Tenho receio de ir adiante...” Complementou Harric diante do silêncio de todos.

“Por que razão?!” Indagou com certa veemência Rhalevahn.

“Vou ser franco... sou procurado nestas terras.”

O grupo parou de andar momentaneamente. Todos olhavam perplexos para Harric.

“Não foi nada de demais... acontece que abandonei os exércitosde Eldor durante as batalhas contra os elfos de Lendel, tempos atrás. Acho que isso é um crime, e fui procurado por isso."

Uma certa expressão de alívio tomou conta dos demais.

O grupo então seguiu andando pela ponte, se aproximando da torre que a guarnecia, onde um guarda viaja as tudo. Por instantes pensou-se que o grupo enfrentaria problemas, pois um dos guardas se dirigiu a Harric:

"Alto lá! Onde vocês pensam que vão?"

Harric engoliu seco..." Algum problema, senhor?"

"Claro, não é possível carregar armas dentro desta cidade, apenas com autorização especial. Vocês precisam deixar as armas aqui!"

"É apenas isso? Acho que não vai haver problemas!"

Os personagens deixaram suas armas com o tal guarda, dirigindo-se à torre para sse certificar de que poderia retomá-las tão logo deixassem a cidade.

Assim, tomadas estas providências, o grupo rumou para o interior da cidade, onde encontraram uma curiosa estalagem, chamada "A Espada e o Gancho". Seu estalajadeiro era um homem muito peculiar, um sujeito baixo, atarracado e extremamento cabeludo. Jodotha, como é chamado, recepcionou o grupo com ares de poucos amigos.

Harric e Astaror tentaram conseguir algunma informação sobre a madrágora junto a Jodotha, contudo não obtiveram sucesso. Ao contrário:

"Madrágora? Mas que diabos? Isso é coisa de bruxaria? Não quero pessoas deste tipo aqui, saiam! Saiam! Bruxos!!!"

Os personagens deixaram o local e iniciaram nova busca. Acabaram por descobrir o nome de Zaralda, a Boticária.

Apenas Beren e Astaror foram até ela, enquanto os demais se dedicaram a outras tarefas, como comprar suprimentos e buscar outras informações. Rhalevahn, particularmente, foi buscar um ferreiro para consertar seu escudo.

Zaralda era uma velhinha inofensiva. Seu pequeno comércio (e casa) eram muito simples, mas repletos de coisas bizarras, como potes com animais imersos em líquidos estranhos e diversas ervas e outros adornos de "feitiçaria".

Astaror, afobadamente, contou-lhe toda a história e o porque de estarem ali. Beren havia tentado não entrar em detalhes, mas (para bem ou para mal) Astaror não permitiu...

"Então vocês procuram uma mandrágora? Nossa! Faz tempo que não vejo isso... jovens procurando por tal planta! E que história mais interessante!

Infelizmente, faz muito tempo que vi uma mandrágora pela última vez."

"Pra que serve uma planta dessas?!" Perguntou Beren.

"Para muitas coisas... boas ou ruins! Toda sorte de coisas, a mandrágora é muito poderosa."

"A senhora não faz idéia de quanto tempo atrás teve contato com uma madrágora? Sabemos que um homem trouxe uma planta destas para esta cidade" Disse Beren.

"Ahhh, isso faz vinte anos mais ou menos. Era uma história linda de amor! Histórias como aquela não se repetem mais. Uma jovem estava para dar a luz a seu primeiro filho, mas seu parto seria muito difícil, e ela e o bebê corriam sério risco, afinal, seu amado, um belo rapaz, muito parecido com senhor por sinal (apontava para Beren), lhe trouxe um sangue 'diferente'. Pois bem, o rapaz enfrentou uma grande intempérie para conseguir-me uma madrágora para que eu preparasse um ungüento capaz de aliviar o sofrimento da mãe e do bebê, salvando-lhes a vida."

Os dois personagens estavam bastante atentos à história.

"E o que aconteceu com a mandrágora depois?" Astaror interpelou a mulher.

"Uhmmm... a mandrágora ajudou a mulher da dar a luz... ela absorveu suas dores e secou. Ela estava carregada de energias negativas, por isso atirei-a no fogo, para que se purificasse."

Os dois personagens ficaram desolados. Não havia mais o que fazer, pois parecia impossível conseguir a mandrágora de Apalgas.

"Senhora, precisamos encontrar a mandrágora de um 'amigo', que a perdeu faz algum tempo. Achávamos que poderia se tratar destea de que a senhora falou." Disse Beren.

"Ahh... eu lamento, mas faz muito tempo que vi uma mandrágora, como lhes disse. E não é fácil conseguir uma outra, pois existe um complexo ritual parta que se consiga uma e se este ritual não for seguido à risca, a mandrágora é capaz de matar uma pessoa! É uma planta muito, muito perigosa, mas também muito, muito poderosa, capaz de operar verdadeiros milagres nas mãos de um feiticeiro habilidoso."

Os personagens estavam perplexos enquanto Zaralda falava.

"Contudo, acho que existe alguém capaz de ajudá-los..."

"Diga-nos por favor!!!" Falou Beren.

"... pois bem, os senhores devem buscar os Conventos da Grande Árvore. Lá existe alguém que poderá ajudá-los, pois aqueles homens muito sabem sobre as coisas da natureza e seus mistérios!"

"Onde podemos encontrar estas pessoas?" Astaror estava impaciente.

"Nas proximidades do centro da cidade há um salão onde constumam se reunir os membros dos Conventos, não muito distante da praça dos passos. Basta pedir alguma ajuda nas ruas e vocês conseguirão chegar lá rapidinho!!!"

"Muito obrigado, então, velha senhora!" Astaror, secamente já encerrava a conversa.

"Sim, eh, devemos agradecê-la pela ajuda e por dispor do seu tempo." Complementou Beren com o intuito claro de suavizar as palavras ríspidas de Astaror.

"Claro, claro. Gostei muito de suas pessoas, especialmente de sua pessoa (olhava para Beren). Não sou vidente, nem qualquer sorte de sábia, mas sinto que vocês, apesar da missão atribulada, terão algum sucesso e conseguirão ajudar seu amigo."

"Obrigado Zaralda! Gostei muito de conversar com a senhora também, e pretendo retornar em breve, se não for abusar de sua paciência e seu tempo, para ouvir mais sobre a história daquele homem que trouxe a mandrágora para salvar sua amada." Disse Beren, já se encaminhando para a rua, porta afora.

Zaralda, tomando sua mão, lhe cumprimentou. Contudo, quando o fez, Zaralda demonstrou certa surpresa ao ver o sinete na mão de Beren.

"O que foi senhora? Reconheceste este símbolo?" Beren perguntou com certa malícia.

"Não... não me recordo, mas sinto ser familiar." Zaralda claramente demonstrou certa perturbação, e desconversou a este respeito. "Lamento não ter podido ajudar mais, porém antes de irem gostaria de lembrar-lhes que a história muitas vezes se repete, e vocês devem estar atentos às lições do destino."

Beren ficou perplexo com aquela atitude e com as últimas palavras de Zaralda. Astaror não deu muita importância ao que ela disse...

Assim, os dois se re-encontraram com os demais membros do grupo, explicando-lhes o teor da conversa que tiveram com Zaralda e, devido ao tardar da hora, recolheram-se aos seus aposentos naquela estalagem.

*** Início do trecho SUPER RESUMIDO para evitar a fadiga ***

Aquela noite não foi nada tranqüila. Certa hora da noite ouviu-se um grito desesperado de uma mulher e, logicamente, os personagens despertaram aparvalhados. Rhalevahn viu quando a suposta mulher passou correndo pelo beco para o qual a janela de seu quarto dava. Harric abriu a janela do seu quarto e de pronto saltou para o beco. Logo todos os demais o fizeram também e seguiram juntos para uma encruzilhada para onde viram a mulher correr.

Chegando lá, viram a moça caída no chão, de barriga para baixo, com o rosto parcialmente mergulhado em seu próprio sangue. Ela parecia ter atingido uma das paredes do beco e não havia qualquer ameaça aparente nos arredores daquele local.

Quando Harric decidiu verificar o estado da moça, constatou que ela estava viva, mas seu rosto estava parcialmente fraturado, inclusive com afundamento do crânio. Um de seus olhos estava quase saltando da órbita e seus dentes esgtavam quebrados. Parecia que ela havia se chocado com toda a força contra a parede, inclusive pelas marcas de sangue nas paredes.

Astaror, preocupado com a situação, subiu, por meio de uma calha, até o telhado de um pequeno prédio próximo dali, a fim de que poder observar as ruas e verificar se encontrava o que pudesse ter causado tanto pânico na mulher ou se alguém mais estava atento ao que acontecia por ali.

Ao chegar ao topo do telhado, algo estranho Astaror notou. Ele viu uma ave, muito assemelhada a um falcão, pousada sobre a beirada do telhado.

"Ora, uma ave deste tipo não costuma ser nortuna." Pensou ele, crendo estar diante de um falcão.

Nesta altura, Rhalevahn já estava na rua, com uma visão frontal da tal ave (Rhalevahn chegou algum tempo depois no beco porque optou por não saltar pela janela, mas sim sair pela porta, como uma pessoa normal). Foi ele que constatou, com horror, a verdadeira natureza da tal ave, pois verificou que sua cabeça não comportava qualquer olho, mas tão somente uma única grande cicatriz que lhe fendia a cabeça verticalmente da testa até a base do bico.

Rhalevahn trouxe a notícia disto que viu para os demais, e somente quando a ave levantou vôo Astaror notou esta sua natureza. Claro que ambos tentaram atingir a ave com aquilo que dispunham em mãos (como pedras por exemplo).

O grupo socorrendo a mulher que ali estava ferida, partiu, carregando-a, em disparada para a casa de Zaralda, pois entenderam que ela poderia ajudar a moça. Os personagens procuraram utilizar os becos em detrimento de ruas mais amplas, como forme de não chamar muito a atenção de quem, eventualmente, estivesse presente nas ruas ou atento ao seu movimento.

Aperceberam-se que aquela ave mórbida os seguia e, no caminho, a mesma voou sobre um guarda, atacando-lhe de forma medonha, cravando suas garras em seu rosto e sacando-lhe um dos olhos com suas patas. Após, segurando-o com uma de suas garras, a ave parecia utilizar o olho como uma forma de observar o ambiente e seguia o grupo com ferocidade!

Por fim, após alguns minutos de muita tensão e medo, o grupo conseguiu chegar na casa de Zaralda, que os recebeu com certa consternação (afinal, estava diante de uma situação deveras delicada).

A pobre moça foi-lhe entregue para que, com seus conhecimentos herbalísticos, pudesse dela cuidar. Zaralda ainda contou aos personagens que aquela era uma ave de mal agouro, um mensageiro do senhor das noites eternas, da escuridão profunda e que sua presença naquela cidade indicava que algo de muito ruim pode estar para acontecer.

Deixando sua casa às pressas, e com medo de um ataque daquela terrível ave, os personagens retornaram para a estalagem e, passando parte da noite em claro, finalmente puderam relaxar!

Comentários

  1. E aew pessoas!
    Apenas 2 pequenas correções... quem foi falar com a Zaralda foi o Astaror, e não o Harric. E eu fui consertar meu escudo :P
    Vlw galera, abraços à todos!

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  2. E aew pessoas!
    Apenas 2 pequenas correções... quem foi falar com a Zaralda foi o Astaror, e não o Harric. E eu fui consertar meu escudo :P
    Vlw galera, abraços à todos!

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