6° Ato - O Legado de Sangue

O grupo segue por algum tempo pela margem do rio Brolador. Seu objetivo deveria ser chegar até o esconderijo élfico onde se encontra Elassil, contudo, o mesmo se encontra na porção norte da floresta, e o caudaloso rio não permitiria sua passagem facilmente. Com cerca de 1 quilômetro e meio de largura, transpor aquele obstáculo de transformaria em algo formidável.

Já distante de Premolen, o grupo decidiu começar a buscar por pontos onde, talvez, fosse possível atravessar o rio. Infelizmente um urso marrom estava pela região, e o grupo foi obrigado a recuar. O animal feroz, contudo, parecia famito e foi atraído pelas rações que os personagens carregavam.

Acuados e sem condições de enfrentar o predador, todos apressaram-se a subir em árvores - as mais robustas que encontraram. Apenas Ithan decidiu por outro caminjo, optando por entrar no rio até certa profundidade (sempre protegendo das águas sua mochila com os valiosos documentos extraídos das Cortes da Iniqüidade).

O urso não se intimidou com a altura de algumas das árvores e ameaçou escalar uma delas, atrás de Harric. Beren e Harric disparavam algumas flechas em sua direção, ferindo o pobre animal, mas afugentando-o.

Chegava por ali, contudo, uma figura bastante distinta, a qual não passou desapercebida. O urso avançou sobre o homem. Mas ele, experiente caçador, estava preparado e com apenas um golpe com sua lança, derrubou o animal - não o matando, mas o ferindo gravemente. Os personagens haviam descido ao chão para ver tal figura. Era um homem muito branco, com cabelos castanhos (quase vermelhos) e muito alto e forte. Usava como agasalho apenas um manto feito justamente com o couro de um urso marrom.

"Salve!!!" Disse Harric.

"Já salvei!" Respondeu ríspida, mas irônicamente o sujeito.

"E salvaste a quem? Pois não havia ninguém em perigo..." Harric demonstrou descontento com a resposta dado pela figura distinta.

"A vocês oras! O urso não os estava atacando? Ou acaso subiram nas árvores para se distrair?"

"Uhmmm... acalme-se Harric. Distinto o senhor! Obrigado pela ajuda!" Disse Rhalevahn.

Beren se dirigiu ao urso, para verificar sua situação. O bicho estava agonizante, mas vivo. Talvez tivesse alguma chance de sobrevivência.

Ithan acabava de sair da água enquanto Rhalevahn, Harric e o homem conversavam. Beren prestava atenção a tudo enquanto observava o urso.

"Estão perdidos?" Perguntou o homem.

"Na verdade não. Temos um rumo certo. E você, o que faz dentro desta floresta?" Disse Rhalevahn.

"Tenho um destino, mas não sei qual é. Apenas estou caminhando."

Harric ficou perplexo. Ithan chegava na conversa neste momento.

"Meu nome é Astaror, venho dos bosques de Voldor. Estou numa viagem solitária por estas terras. Não tenho um destino certo, estou descobrindo aos poucos até onde posso chegar. Mas que o destino existe, isso existe. E vocês me pareceram um pouco perdidos... não?"

"Perdidos eu não diria, precisamos atravessar este rio, mas não fazemos idéia de como fazê-lo. O urso foi um percalço... estava pela região e não esperávamos por ele..." Rhalevah n continuava.

O dilálogo amistosamente seguia. Todos se apresentaram. Beren estava preocupado em acender uma fogueira para aquecer principalmente a Ithan, que estava muito gelado. E Harric, já engendrando um plano para atravessar o rio, começou a recolher madeira.

Astaror disse vir de longe. Vem viajando por diversos locais desde sua terra até ali. A despeito de sua aparência rude, o homem pareceu bastante afável. Rhalevahn explicou-lhe apenas brevemente sua demanda, falando-lhe dos Gananciosos e de como se empenhava em destruí-los em nome d'A Palavra do Arauto. Quando a discussão entre Ithan e Harric eclodiu, contudo, as atenção foram voltadas para os dois. Tudo para descobrir qual a melhor forma de atravessar o rio.

Em meio a tanta discussão, os personagens acabaram por dizer algumas coisas que chamaram a atençao de Astaror - coisas atinentes ao bebê e às Cortes da Iniqüidade. Inevitávelmente o assunto descanbou para este lado e Astaror se inteirou mais sobre ele. Sem demonstrar entender muito bem o que se passava e, portanto, manteve-se apenas como ouvinte.

Harric decidiu prosseguir com sua empreitada na construção de uma balsa para cruzar o rio, enquanto Ithan resumiu-se a esquentar os pés e mãos na fogueira acesa por Beren. Rhalevahn e Astaror estavam entretidos com sua conversa.

Astaror havia sugerido que atravessar o rio seria muito perigoso, já que o rio é muito largo. Assim, melhor seria seguir rio abaixo até uma vila próxima, já que retornar à Premolen seria muito arriscado.

"Já que é assim, o que acham de começarmos a procurar pelos documentos que conseguimos? Podemos alimentar a fogueira com aquilo que não nos servir de nada. Ah... e mais, se tivermos mesmo que descer o leito do rio, Astaror poderia nos ajudar... afinal, parece conhecer bem este tipo de região..."


Dentre os documentos roubados pelos personagens, há um que aparenta possuir as características apontadas por Elassil. Rhalevahn, que lê em brandobian, notou graves erros ortográficos, além de padrões comuns ao élfico nestes textos. O mesmo estava assinado por
Ondamion. Ao que tudo indica, este documento seria o que Elassil precisava, de fato.

Contudo, o documento que mais saltou aos olhos foi uma carta encontrada por Beren e, mais tarde, lida por ele para todos.



“Se vossa mercê abriu este arquivo, então significa que eles enviaram-te para me substituir. O que te foi dito é que traí, mas na verdade fui traído e então desapareci – ou estaria contando isto pessoalmente. Esta não é minha última vontade ou meu testamento. Eu não vou dizer-te o que aconteceu comigo ou quem está por detrás disto. Estou apenas compartilhando alguns fatos e o que eu espero é que eles sejam conselhos úteis ao tempo de sua permanência aqui.

Tome algum tempo para observar a história de nossa igreja. O povo aqui é orgulhoso do fato de que Premolen pode traçar suas raízes até as primeiras linhagens brandobianas e que nossa igreja é uma das primeiras de Eldor. Não muito depois de vir para cá, gastei algum tempo lendo sobre a fundação de nosso vilarejo. Meu tutor era um hábil professor, um advogado competente destas cortes, e minhas primeiras tarefas incluíam pesquisas que haveria de realizar para ele. Portanto, aprendi os caminhos sinuosos das bibliotecas e documentos históricos. Não fosse por isto certamente não escalaria os degraus da hierarquia até o posto que hoje querem me tirar. É irônico, mas a sabedoria que outrora me lançara ao mais alto pedestal agora me custará a própria honra, senão a vida. Aceito os fatos como eles são, a ironia também é contemplada nos jogos injustos a Rainha da Iniqüidade, no qual somos todos peões.


Tenho pensado se a humanidade alguma vez já parou para refletir sobre os significados algumas vezes titânicos dos sonhos, e no mundo obscuro ao qual eles pertencem. Enquanto que certamente a maior parte de nossas visões noturnas são não mais do que reflexos fantásticos de nossas experiências despertas, sempre há um resquício cujo caráter mundano e efêmero não permite interpretação ordinária, e cujos efeitos vagamente excitantes e inquietantes sugerem vislumbres de uma esfera de existência mental não menos importante do que a própria vida, ainda que dela separada por uma barreira intransponível. De minha experiência eu não posso duvidar que o homem, quando separado de sua consciência terrestre, está de fato viajando para outra vida incorpórea de tão diferente natureza da vida que conhecemos, da qual apenas breves e fragmentadas memórias temos ao despertar. Destas apagadas e fragmentadas memórias podemos inferir muito, mas provar pouco. Podemos crer que nos sonhos a vida, razão e vitalidade, como conhecemos em Tellene, não são necessariamente constantes, e que o tempo e o espaço não existem como nossos corpos carnais sentem ou como nossas mentes limitadas compreendem. Algumas vezes eu acredito que esta vida menos material é nossa verdadeira vida, e que nossa vã presença sobre Tellene é em verdade um fenômeno secundário ou meramente imaginário. Foi com exatamente esta sensação que ora te descrevo que despertei naquela manhã nublada de inverno.


Era pouco mais do que meio dia, minha manhã havia sido típica, tomada de tarefas atinentes à administração dos salões das Cortes. Até aquela hora havia presidido ao menos duas breves sessões de julgamento – dois infelizes bastardos que haviam inadvertidamente profanado os recônditos dos jardins de Sir Brannur. Foi mais uma bela oportunidade para demonstrar nossa “subserviência” à nobreza. Que risível! Mal sabe aquele tolo que foi o lorde Râneg, ou melhor, um de seus asseclas que aviltou sua residência. Não sei exatamente o que procurava, mas lorde Râneg nos fez grandes favores em troca da condenação dos dois pobres coitados que mencionei. Ahhh... agia como se fizesse algum favor! Tolo! Os nobres daqui sabem bem que de nós não podem dispor. Sabemos muito, muito mais do acreditam. Não lhes restam, pois, alternativas outras que não tolerar-nos no comando das atividades legais da vila.


Bem mais tarde neste dia, em algum momento pouco antes do anoitecer, veio a mim um dos acólitos trazendo-me uma carta. Eu não posso transcrevê-la em suas exatas palavras porquê, não obstante julgue pertinente, creio ser perigoso, afinal, hoje suspeito das entrelinhas dos dizeres ali contidos. Tratava-se de um convite direcionado à minha pessoa, aparentemente um nobre de terras distantes, chamado Dúrzgol, contraiu laços de vassalagem com Sua Majestade e fora agraciado com um domínio não muito distante daqui. Um um primeiro momento duvidei daquilo, não sei por quê, mas verifiquei que sua insígnia estava dotada por brasão Real. Conforme indicava a carta, ele e sua família convidavam a mim e a outras pessoas de notória importância nesta vila para um banquete a ser servido nas suas mansões recém inauguradas. Por óbvias razões não pude declinar do convite, afinal, a casta abastada de Premolen se faria presente. E, assim, compareci àqueles salões.


A confraternização dar-se-ia apenas três dias dali em diante, muito pouco tempo para que pudesse mandar aos alfaiates que preparassem trajes adequados à recepção de um novo membro da nobreza. Tive de dispor de grande soma de prata e cobre para aportar uma vestimenta adequada à tempo. Ao menos não necessitaria desperdiçar recursos com a viagem, uma vez que o lorde Dúrzgol dispôs de uma carruagem para transportar a mim e a meus acompanhantes.
A visão de suas mansões perdidas em meio àquele nefasto jardim de roseiras mal cuidadas de alguma forma ao menos inspiraria os escritores mais depravados a produzirem algumas de suas obras mais macabras. Não havia quem nos recepcionasse à entrada, o que soou bastante rude vindo de alguém que busca respeito nestas terras. Talvez, imaginei, fosse herdeiro do sangue impuro de alguma linhagem em queda. Isto, contudo, seria um contra-senso diante da condição de Senhor de Domínios, ainda mais em se tratando de terras tão ardentemente desejadas por outros nobres menos afortunados.


Eventualmente, acabamos por ser recebidos. De fato, surpreendi-me com a qualidade dos festejos. O ambiente macabro que se encontrava no exterior das mansões em nada condizia com a acolhida do interior. Em verdade, alguns nobres não puderam atender – ou não foram convidados – mas grande parte das pessoas mais distintas de Premolen estavam presentes. Sua Graça, o Conde Transen, não compareceu. Ele, certamente, desdenha de quem não possa ameaçar a hegemonia de seu feudo nesta região: por que dar atenção à alguem menor do que ele?


A comida e a bebida estavam perfeitos, simplesmente. Alguns empregados serviam aos convidados, mas até aquele momento o próprio Dúrzgol não havia surgido no salão. Alguns começavam a inquietar-se. Somente quando já era tarde da noite e a festa ameaçava ficar ruim que o misterioso “lorde” surgiu. Seus mantos longos e rubros eram simplórios, mas em conjunto com sua envergadura esguia e traços finos projetavam a imagem de um homem imponente. Fiquei perplexo com aquela figura, seus olhos eram profundos, seus movimentos sempre contidos e sua fala sempre mantinha o mesmo tom persuasivo. Eu mal notei mas as velas haviam sido apagadas pela metade e a penumbra tocava-nos. O excesso de luminosidade parecia perturbar o lorde, que entretinha os convidados, mas a mim, estranhamente, causava o despertar de instintos animais. De alguma forma não invejei aquele homem, tive asco, profundo. Quando, porém, aproximou-se de mim e, com afabilidade, cumprimentou-me não pude deixar de dar um leve sorriso. Embora minha mente trabalhasse freneticamente em busca de informações que somente seus olhos pudessem revelar, era impossível concentrar-se. Os olhos afiados dele fitavam-me como a me despir de meus mais profundos segredos. Sentia-me nu, descoberto, com as vergonhas expostas, e tive medo!


O medo! Um dos mais primitivos sentimentos do homem. Há tempos não o sentia. Esvaziei-me de razão naqueles momentos.


Ao fim da noite, como já era tarde, Dúrzgol ofereceu aos convidados leitos confortáveis. Suspeitei de isto pudesse ocorrer, portanto já estava precavido e dispunha de uma desculpa convincente. Mas Dúrzgol não aceitava um não como resposta, e a cada olhar sentia-me mais acuado.


Acabei por aceitar o convite e fui descansar nos aposentos que me foram ofertados. Prostrei-me e rendi graças ao Grande Olho Invejoso, à Rainha da Iniqüidade. Recostei-me no leito confortável após fechar as janelas, pois ventava muito e estava frio. Fechei o olhos...


... e quando os abri estava andando pelos negros corredores de uma lúgubre catedral. Nas paredes havia enormes janelas de vitral representando as mais violentos, sinistros e terríveis cenas que alguém pudesse imaginar. Algumas se moviam enquanto eu as observava.


Virei-me contra as cenas macabras em repulsão e vi o que aparentava ser um monge sentado diante de um cavalete. Considerei-o um monge por causa do local em que estava e por causa dos robes que trajava. Na tela disposta sobre o cavalete estava uma pintura terrível. Ela mostrava um jovem rapaz viciosamente atacando uma linda mulher. Pontiagudas unhas negras cresciam da ponta dos dedos do rapaz... e ele causava penetrantes ferimentos no pescoço da mulher. Enquanto eu olhava, o artista mergulhou seu pincel na paleta de tinta rubra e o pôs na tela. A pintura estava inusualmente encharcada, ele havia mergulhado seu pincel justamente sobre o pescoço da mulher, que começou a sangrar como antes não havia sangrado ainda.


Manifestei minha repulsa:


“Que cena horrível!”


O monge não e virou em minha direção, para que eu pudesse ver seu rosto por debaixo daquele robe cinzento e sujo.


“É mesmo” Ele perguntou com uma voz baixa. “Eu não havia notado. Mas o que você acha do trabalho em si? Não está claro? O sangue que verte não reflete apropriadamente o brilho da lua pálida? Acaso os lábios dela não parecem dizer o nome dele de novo e de novo em ceticismo?”


Eu observava em horror conforme o pincel, que ele não havia tocado na paleta novamente, continuava a espalhar tinta vermelha pela tela, fazendo parecer que o homem apertava o pescoço da mulher com seus dedos cada vez mais fortemente. Eu tentava desviar o olhar, mas não pude.


“Sim” Eu concordei. “ O detalhamento é incrível. Mas por que pintas estas loucura?”


“Há algo mais para se pintar? Olhe para os vitrais, e verás o que pinto”


Olhei na direção dos vitrais. Agora segmentados em centenas de telas, cada uma me mostrava algum tipo de tragédia ou horror. As imagens se moviam e se podia ouvir os gritos assombrados das almas inocentes de homens e mulheres sendo traídas, julgadas e assassinadas.


“Você vê?” Ele continuou. “Você é responsável por tirar de mim as coisas belas para pintar, pois elas já não existem mais. Você entende?”


Naquele momento, o monge tocou suas mãos sujas de tinta no robe. Das manchas surgiram dezenas de aranhas negras que percorriam-lhe o corpo. Eu olhei aterrorizado para o monge enquanto ele definhava. Olhei novamente para a pintura e lá reconheci Ziara e o homem que a matava... era eu!!!


Sentia uma pontada violenta na espinha e um frio profundo. Sentia-me terrivelmente culpado. Quando as aranhas atacaram-me despertei.


Estava em meus aposentos, nas Cortes da Iniqüidade. Despertei sobre minha escrivaninha. Admito que estou perturbado por esta experiência que vivi, e me pergunto se fora real ou apenas um devaneio de minha mente cansada. Estive perplexo por aqueles dias, e tinha medo de caminhar pelos corredores do templo, que agora pareciam amedrontadores. Ouço os gritos de horror ecoando e vejo vultos das almas aqui condenadas.


Seria somente minha imaginação? Estaria eu sentido algum remorso?
Aparvalhado pelas lembranças vívidas do que julgava ter sido um sonho, recorri ao arquivo das Cortes, nosso inestimável repositório de documentos. Analisei tudo o que encontrei sobre o julgamento de Ziara. Sentenciei-a à morte, por bruxaria. Ela queimou na fogueira por algumas horas que morrer. Uma das mortes mais lentas que já presenciei. Nunca me abalei por aquele evento. Ela, contudo, blasfemava horrivelmente. Vistos os relatórios, não encontro a razão de sua condenação, ou não a compreendo no momento.


Jamais pensei que sentiria isto, mas estou arrependido. Pairam dúvidas em minha mente. Sinto como se vivesse os momentos últimos antes de uma grande e profunda tempestade. Sinto medo!


Nunca me recuperei de tudo aquilo. Foi o que me compeliu a escrever esta missiva. Minha mente está definhando lentamente, percebo isto, pois não entendo mais nada com muita clareza, suspeito estar ficando louco.


Eu costumava amar a noite, mas agora tenho medo de sua aproximação. A ironia é que a noite é apenas um sintoma. A verdadeira doença que me contagiou acompanha o sono, me fere como de morte, espreitando os recônditos obscuros de minha mente. Fazendo-me sentir um remorso tão profundo que mal posso conter as lágrimas. Tenho repulsa de mim mesmo, nego este sentimento, pois contraria minha fé.


Três dias se passaram desde minha experiência perturbadora. O pesadelo se repete e Sua Graça trouxe aos salões da Corte da Iniqüiade seu novo conselheiro: olhos afiados e corpo esguio... olhos afiados!


A carta assim se encerra, assinada por Gadvarg.

Algumas breves conclusões foram tiradas deste documento. Mas a viagem teria que prosseguir em breve. Ao fim, a melhor decisão foi descer pelo leito do rio, pois ao seu final os personagens encontrariam uma pequena aldeia de pescadores onde, com ajudas de barcos, atravessaram o rio.

A grande preocupação é que Ithan, embora não tenha notado, está apresentando manchas negras preocupantes na pele. Os demais apenas estão cansados fisica e mentalmente.

A viagem seguirá rio acima, agora, pela margem norte. Astaror está ajudando o grupo a se guiar pela floresta. Ithan visivalmente abatido e os demais abalados pelo cansaço e pelas intempéries da floresta.

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EM TEMPO: Durante a sessão surgiu uma discussão sobre o tamanho da largura do rio. Os jogadores argumentaram dizendo que 1,5 km de largura era muita coisa pra um rio e que provavelmente eu estava exagerando. Na verdade, conforme demonstrei durante a discussão, estava tomando como base o Atlas de Kalamar, que possui mapas com escala cartográfica. Ainda assim, a discussão continuou. Eu próprio acreditava que o tamanho era exagerado, pois não tinha nenhuma noção do quão largo pode ser um rio. Apesar disso, mantive o tamanho indicado nos mapas do cenário.

A curiosidade, contudo, me levou ao Google, que me levou à Wikipédia que, por sua vez, me revelou a largura de alguns rios conhecidos. E quão surpreendentes não foram os resultados! O rio Amazonas, em seu ponto mais largo, possui, na época de SECA carca de ONZE quilômetros de largura. Nas épocas de chuvas esta largura alcança 40 km!!! Outros rios, como o Danúbio, na Europa, possuem entre 700 metros e 2,5km de largura. Rsrs... acho que esses dados encerram a discussão!

Comentários

  1. discutir sobre largura de rios...aff....isso que da pessoal acostumado com o rio bengalas....=P
    hahaha terminei de ler esse perangolê finalmente...pow meu personagem já era meio inútil no pocket é mais ainda (o que o ithan tava fazendo enquanto o beren e o outro lá tiravam as grades e o harik porrava os guardas?...tirando meléca? hehe)
    outra pergunta o nome do personagem o bruno é Estrator(Astaror haha juro q eu li astrator que virou estrator na hora haha forçado mas engraçado) mesmo ou é um título que algum bárbaro do bando dele deu sei lá...
    Abraços pra todos ai!

    OBS: até que o pietro ta mandando bem com fighter acho q eu vou ouvir "I belive in Miracles" algumas vezes hoje...se bem que o Pietro deve falar 30% dessas coisas escritas os outros 70% o mario escreve pra incrementar o blog e dar alguma ênfase ao personagem do pobre rapaz ( e os outros 70% do q o pietro falaram são palavrões, piadas sem graça e...palavrões direcionados ao bogus uhauhahuahuahuhua

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  2. breve correção da ultima parte XD

    e os outros 70% do que o pietro fala são palavrões, piadas sem graça e...palavrões direcionados ao bogus uhauhahuahuahuhua

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  3. Uahauhauhauahua!!!

    Até que não cara, não concordo com o que disse sobre o Ithan não... é que nem sempre dá pra dizer o que cada um tá fazendo... mas ele não tá esquecido não.

    E... realmente, eu do uma incrementada nas falas de todos, mas é só pra deixar o blog mais fluido e talz... na verdade ue meio que condenso e re-escrevo as falas, pra dar uma certa ênfase nos pontos mais importantes e pro leitor conseguir entender melhor.

    Sacou? rsrs

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