4º Ato - O Legado de Sangue

Os personagens deixaram o abrigo dos elfos rumo à Premolen, muitas discussão, porém, ainda se sucedeu. Isto porque nem todos estavam convencidos sobre qual a melhor maneira de conseguir abrir cominho através das Cortes da Iniqüidade até o suposto cartório existente ali.

“Rhalevahn além de distintamente alto, é preto! Ora, nenhum brandobiano pode ser preto, pois nosso povo não possui esta cor. Ou seja, sua cor faz com que Rhalevahn seja mais facilmente distinguido entre as pessoas aqui em Eldor. Se alguém o vir nas proximidades da Corte da Iniqüidade ou, pior, tentando forçar sua entrada, certamente seria identificado. Ademais, todos sabemos como se comportam os eldorans quanto aos estrangeiros. Acho que Rhalevahn seria gravemente perseguido.

Quanto a Beren nem há o que dizer. Você (diz olhando para Beren) nem sequer é humano. Todos também estão bastante cientes da situação enfrentada pelos elfos em Premolen..."

Ithan dava seguimento à seu discurso, mas Beren irrompeu:

“Na verdade, sou filho de um homem, um brandobiano para ser mais preciso...”

“Sim, estou ciente disto. Não disse o que disse para depreciar a vocês. Estou apenas analisando os fatos. Bom ou ruim, o fato é que os eldorans são bastante preconceituosos quanto aos estrangeiros, de qualquer tipo que seja.” Ithan responde em tom de reconciliação.

“Eu entendo” Diz Rhalevahn.

“Então.. e, por fim, Harric, apesar de brandobiano, é muito distinto por ser um homem tão alto. Acho, então, que a pessoa mais indicada para entrar nas Cortes da Iniqüidade sou eu, pois sou o único indistinto face à grande maioria dos nativos destas terras".

“Concordo” Diz Harric. “Mas não posso deixar você ir sozinho. Seria muito perigoso tanto para você quanto para nossa missão, pois se falhardes arruinará não só com tua vida, bem como com a possibilidade de conseguirmos os documentos de que necessitamos.”

“Sim... e eu posso passar desapercebido usando um simples capuz” acrescenta Beren.

“E eu não tenho qualquer medo de enfrentar os Gananciosos, mesmo que possa morrer fazendo isso. Esses crápulas são os maiores inimigos d'A Palavra, uma afronta viva e pulsante ao Arauto. Não posso me permitir fugir deste embate, seria desleal para comigo próprio, pois violaria minha própria fé. Seria desonroso!” Diz Rhalevahn.

“Humpf!!! Que seja, não me oponho, mas fiquem avisados das conseqüências.” Diz Ithan, encerrando a conversa definitivamente.

Os personagens tiveram que rastrear todo o caminho de volta ao acampamento e dali até a estrada próxima de Premolen. Uma vez ali rumaram para a cidade, nela entrando e rumando para uma estalagem, onde planejaram as formas como pretendiam entrar nas Cortes da Iniqüidade.

Ithan negou-se, em primeiro momento, a acompanhar os personagens até o covil dos Gananciosos, preferindo visitar novamente o Grande Carvalho.

No caminho até as Cortes da Iniqüidade, enquanto andando pelas ruas da cidade, os três aventureiros ouvem um som estranho vindo de um beco escuro. Harric se aproxima e vê uma cena deplorável: um homem estuprava uma jovem. Ambos estavam imundos, o homem provavelmente era um mendingo. A garota gritava com fortes dores, e aquele homem brutal a dominava de uma forma indescritível.

Rhalevahn se aproxima (juntamente com Beren) e observa tudo aquilo. Harric não se contém e avança com voracidade na direção do agressor. No caminho, ele se abaixa e pega uma pedra, atira-a então em direção ao homem que, distraído em seu ato carnal imundo, sequer percebe a aproximação de seu algoz. A pedra atinge-lhe em cheio no rosto, com a violência do golpe o homem vai ao chão sangrando! Harric então o agarra pela garganta, enconstando-o na parede. Sacando sua adaga ele diz:

"Agora você não vai mais ferir nenhuma moça!"

Harric rasga a genitália do homem com sua adaga. O agressor então cai ao chão agonizante.

Rhalevahn ficou observando de longe, vigiando da entrada do beco. Em sua cultura tal tipo de conduta é inadmissível, ele não está acostumado com a brutalidade das relações humanas vividas na brandobia. Enquanto isso Beren acudia a pobre garota: violada, fragilizada.

Antes mesmo de chegar até as Cortes da Iniqüidade a missão já estava interrompida. O grupo teve que levar a garota para a estalagem. Rhalevahn não admitia a idéia de deixá-la sozinha, então ficou na estalagem enquanto Harric e Beren retornavam ao centro da cidade para investigar as Cortes da Iniqüidade.

Uma vez lá, decidiram escalar a parede dos fundos do prédio. O plano era remover algumas telhas, abrir um buraco no forro e entrar por ali.

Contudo, mais uma vez houve um problema. Quando se aproximavam do templo, viram uma figura esguia deixando seu interior. Os perosnagens bem que tentaram segui-la, mas com velocidade e habilidade incríveis, ela escalou um pequeno edifício e fugiu pelos telhados. A esta altura Harric e Beren já estavam em um dos becos próximos da praça. Foi então que um assaltante surgiu se valendo da distração dos dois.

Contudo, Harric logrou sucesso em desarmar o bandido. Beren em seguida o atingiu com sua arma, levando-o a nocaute. Os dois ainda descobriram um pequeno esconderijo do bandido, onde coletaram entre seus pertences, objetos como corda, um pequeníssimo frasco de ácido e etc.

Após este encontro, finalmente conseguiram retornar às Cortes da Iniqüidade e, através da planejada entrada pelo telhado, conseguiram acesso ao interior do prédio.

A passagem utilizada abriu caminho justamente ao salão de julgamentos, onde o grupo encontrou uma passagem para catacumbas no subterrâneo do templo. As primeiras impressões indicam que este local abriga uma câmara de tortura.

Como será o resultado desta empreitada?

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