2° Ato - O Assassinato do Lorde Trimus

Naquela noite, Urand já havia se colocado à disposição do Lorde Trimus, mas os outros dois ainda estavam em dúvida. Ocorre que não houve muito tempo para discutir o assunto, pois já estava tarde e todos ficaram muito cansados após os festejos do dia anterior.

Antes de dormir, Harric viu pela janela de seu quarto quando chegava uma pessoa estranha na vila. Naquele momento, Beren estava no salão da estalagem, conversando com o estalajadeiro, observando a forte chuva que começava a cair. Neste momento, notou algo de estranho transitando na pracinha da vila e, não se importando em ficar molhado, foi dar uma olhada. Logo percebeu que se tratava de uma criatura como um lobo muito grande e forte, que ao ser notada o atacou. Sem tempo de reação, Beren foi jogado ao chão, ao passo que o estalajadeiro ficou inerte – possuído de terror. Harric ouviu o barulho daquele combate e desceu para ajudar o amigo e, chegando ao local, notou que o grande lobo – surpreendentemente – não continuou o ataque a Beren, fugindo por uma das estradas que cortam a cidade.

Rapidamente Harric e Beren perceberam que aquela estrada levava até a casa do Lorde Trimus – pressentiram que algo de errado estava ocorrendo. Corroborava com este termo o fato de Harric ter visto um sujeito misterioso rondando por ali debaixo de toda aquela chuva. Decidiram, então, ir até a casa de Trimus verificar se estava tudo bem.

A preocupação mostrou-se fundamentada. Chegando lá viram que a casa estava sendo atacada. As portas estavam devassadas e havia sinal de fogo em um dos quartos do segundo pavimento. Entraram sem pestanejar e logo foram se dirigindo às escadas. Antes, contudo, foram forçados a enfrentar aquele grande lobo na sala de jantar. Por sorte, contaram com uma ajuda inesperada. Havia um outro sujeito ali, lutando com tal criatura. Não tiveram tempo de perguntar-lhe por suas intenções, mas como lutava com ela logo presumiu-se que estava a bem e não a mal.

Findo o combate com o lobo, após feroz batalha, todos subiram para o segundo andar, onde encontraram Trimus mortalmente ferido, em seus últimos suspiros, chamando pelo nome de uma mulher. Infelizmente os ferimentos foram muito profundos e foi impossível salvar-lhe a vida. A casa estava vazia e as buscas pela “mulher” por quem Trimus chamava foi em vão. Quem quer que tenha realizado este ataque sabia muito bem o que devia fazer e procurava algo, eis que tudo estava revirado.

O que fazer agora? Os personagens não têm o dever moral de fazer nada por Trimus ou sua família, mas, ao menos, este ataque mostrou que o receio do Lorde era fundado: De fato queriam tirar-lhe a vida. Tal sorte de tratamento aos “devedores” não é incomum no Grande Reino inclusive com a pilhagem de seus bens, mas o seqüestro de familiares costuma ser repudiado mesmo pelos credores mais ávidos – especialmente em se tratando de mulheres. Normalmente, pela cultura geral, o primogênito (se houver) carrega para si toda as responsabilidades (e riquezas) deixadas pelo pai. Será que há algo além das aparências ou o credor de Trimus era simplesmente alguém sádico que raptou uma moça para sua diversão?

Até a próxima sessão!

Comentários

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