Visita ao templo das 6 divindades

Em Cador os personagens decidiram visitar as catacumbas do templo das 6 divindades onde esperavam encontrar o Cetro Mágico/Malígno recuperado por eles anos atrás. Chegando lá, não somente não encontraram tal artefato como, para sua surpresa, encontram Orius. Sucedeu-se um grande combate. Apesar dos esforços do grupo, ninguém foi capaz de atingir mortalmente Orius, que por sua vez não demonstrava interesse em seguir com o combate. Ele apenas conteve o poderio dos personagens através de feitiços mágicos poderosos. Tudo isto para explicar algumas coisas sobre as profecias e sobre os eventos vindouros em Flanaess.

Orius disse que em diversas culturas (de diversos povos) existem profecias que relatam eventos distintos, mas que, no fundo, tratam de um mesmo assunto: O Fim dos tempos. Tal fim está sempre associado à libertação de Tharizdun, o deus da eterna escuridão e da entropia. Esta divindade foi aprisionada centenas de anos atrás pelos deuses, entretanto, como último ato, permitiu que seu maior seguidor em Oerth, o ArquiLich Vecna, retirasse um pouco de seu poder profano e o guardasse em diversos artefatos. Desta forma o retorno dele estaria garantido.
Acontece que os artefatos que os Dedos de Iuz buscavam anos atrás, três dos quais os personagens recuperaram, eram os terríveis itens criados por Vecna, que à época os deixou sob a guarda de seus fiéis generais (todos lichs). Talvez Iuz tenha desejado se apossar de tais artefatos com o intuito de guardá-los e se prevenir contra um possível retorno de Tharizdun. Em verdade, nenhum divindade ou pessoa sã desejaria seu retorno, neste sentido, é bem possível que Iuz tenha agido de forma “bem intencionada”. Os três artefatos guardados pelos personagens estavam escondidos um na guilda de ladrões de Mitrik, um com o príncipe Thrommel em Chendl e o último nas catacumbas da igreja das 6 divindades. Ocorre que todos os três desapareceram nos últimos anos, aparentemente, graças à Irmandade Escarlate (a guilda foi liderada por anos por um agente escarlate, depois da batalha contra Thrommel a coroa desapareceu e agora o cetro que, segundo o Orius, foi levado por membros da irmandade). Por fim, ao que tudo indica, há um secto da irmandade (irmandade negra) que adora a Tharizdun – o que justificaria o interesse por tais artefatos.

Orius contou (graças a um magia de Solfiere) que planejava aprisionar o grupo nas masmorras por alguns dias, a fim de se utilizar da imagem deles para “aceitar” a proposta do Círculo dos Oito e resgatar Tenser. Orius, todavia, não disse PORQUE tem tal interesse. Apenas afirmou que, tal qual os personagens, se preocupa com o destino trágico de Flanaess caso tudo isto seja verdade e que desistira de seu plano inicial vez que fora obrigado a contar sobre ele.

Após este encontro, Orius sumiu e o grupo rumou para Ossington, enfrentando um verme púrpura. Após, retornaram ao Forte do Martelo e encontraram uma carta com um grande trecho da profecia re-escrita como segue:

As raízes do futuro foram plantadas pelas mãos de mortais
e assim será tal colheita, por mais que almejem o contrário.
E ainda que mil mortes tenha teu pai jurado,
ainda que nações apodreçam e outras tantas ressurjam do inverno,
ainda que deuses emudeçam e seus seguidores chorem pelo silêncio,
ainda que os corrompidos sejam aliados e os virtuosos acorrentados,
chegará a hora em que teu mundo hesitará assombrado,
pela batalha contra a traidora e o desnudo,
pelo destino de tal fardo em pendência,
pela troca de pele da serpente agora revelada,
pela ascensão repentina do credo penitente,
pela libertação do alvo filho frio enegrecido,
pela súplica do nêmesis de teu nêmesis.

Mas a base para tal desfecho fora lançada antes,
ignorada pela terra distante,
aprovada pelo sol benevolente,
consentida pelo olho onisciente,
e pela tecelã indiferente.
Mas acautelada pela razão sapiente,
pois estes já sabiam de seu fracasso.
E ainda, a foice ergueu exultante,
o cavaleiro cavalgou jubilante,
pois com a queda do futuro rival
viria então o préstimo brutal.

O passado é apenas lembrança deste augúrio.
Pois do grupo original, nada mais resta além de um murmúrio.
O deus ainda comanda o poder, mas perdeu sua chance,
o líder tornou-se deus, mas pendula com a loucura,
o artífice manteve a índole, mas tornou-se distante,
o espadachim manteve a maestria, mas a causa dirimiu,
o menestrel ainda compõe, mas a inspiração se extinguiu,
e teu amigo ainda busca ousado, mas é impedido de fato.

Entretanto, rejubile, pois ainda que a companhia não seja igualada
o destino agora não é mais obstáculo e a porta aguarda, destravada.

Conhece a aliada blasfema que forja nova trama
irada com sua prole, ela almeja cobiçosa.
A maior das infiéis, de raça, mundo, carne e vida,
atente para sua derradeira, pois jaz a mais perigosa teia!
E no centro da teia jaz o odiado caçado e flagelador
que templos profanados tombou e soergueu em seu poder
e agora sente em carne e espírito a força de seu lema e credo
enquanto busca desesperado e manda seus olhos e punhos
cegos pela pouca ajuda bendita, mutilados pela abundante vilania.
Seguro com seu prêmio excluído de aliados, o déspota de novo encara
e a caça prossegue com nova presa, segura no mais blasfemo covil.
E com uma legião de escravos varrerá o continente por tua causa e morte
até que se cumpra sua vitória e tua morte ou perdição e esquecimento.
Receba a paga, maldito, pois foi decretada por mortais
e os deuses que tanto riste agora gargalham por tua elegia.
Ainda que o destino duvide, a iminência mordaz lhe espreita
atada por aliados divididos, instigada pelas vítimas oprimidas

Comentários

  1. e lá vamos nós e a nossa profecia infernal...eu não fiz nenhum avanço significativo pra coisa só peguei a profecia original e marquei as linhas q o Orius usou pra fazer a organização da profecia q agente recebeu por carta.
    depois q eu fiz isso deu pra ver q ele deixou uns 70% pra traz, vai ser meio complicado de ler pq ele fez uma verdadeira bagunça.



    As raízes do futuro foram plantadas pelas mãos de mortais(linha 1)
    e assim será tal colheita, por mais que almejem o contrário(linha 2)
    ainda que nações apodreçam e outras tantas ressurjam do inverno(linha 4)
    ainda que deuses emudeçam e seus seguidores chorem pelo silêncio(linha 5)
    ainda que os corrompidos sejam aliados e os virtuosos, acorrentados(linha 6)

    Mas a base para tal desfecho fora lançada antes,(linha 14)
    pela súplica do nêmesis de teu nêmesis(linha 13)
    ignorada pela terra distante,(linha 15)
    aprovada pelo sol benevolente,(linha 16)
    mas acautelada pela razão sapiente, (linha 19)
    consentida pelo olho onisciente, (linha 17)
    e pela tecelã indiferente(linha 18)
    pois estes já sabiam de seu fracasso.(linha 20)
    E ainda, a foice ergueu exultante,(linha 21)
    o cavaleiro cavalgou jubilante(linha 22)
    pois com a queda do futuro rival(linha 23)
    viria então o préstimo brutal(linha 24)
    a ser pago pelo suplicante

    Não esqueça; o passado é apenas lembrança deste augúrio.(linha 25)
    Pois do grupo original, nada mais resta além de um murmúrio(linha 26).
    O deus ainda comanda o poder, mas perdeu sua chance,(linha 27)
    o líder tornou-se deus, mas pendula com a loucura,(linha 28)
    o artífice manteve a índole, mas tornou-se distante,(linha 29)
    o espadachim manteve a maestria, mas a causa dirimiu,(linha 30)
    o menestrel ainda compõe, mas a inspiração se extinguiu,(linha 31)
    e teu amigo ainda busca ousado, mas é impedido de fato.(linha 32)
    Entretanto, rejubile, pois ainda que a companhia não seja igualada(linha 33)
    o destino agora não é mais obstáculo e a porta aguarda, destravada.(linha34)

    Nasceste do mesmo ventre que tua sina, frutos da fúria e da paixão
    caminhará sem descanso enquanto três mães lutarão por tua atenção.
    Sob o jugo de tua feitora lutará contra seu ditame,
    és inimigo, aliado e servo doloroso de seu desejo infame,
    montaria da velha amazona, perdure a causa e queda não consumada.
    O retorno do Olho e da Foice ocorrerá, mas não da forma imaginada.

    Conhece a aliada blasfema que forja nova trama(linha 35)
    irada com sua prole, ela almeja cobiçosa.(linha 36)
    Pela artimanha e trapaça, sua passagem foi negada,
    pujante e impotente, alvo fácil da frustração à traição.
    A maior das infiéis, de raça, mundo, carne e vida(linha 37)
    atente para sua derradeira, pois jaz a mais perigosa teia!(linha 38)

    Antes da ira da justiça, teu motivo nasceu da vaidade,
    que o gerou impaciente e o trocou pela queda ante o cadáver.
    E ainda que mil mortes tenha teu pai jurado(linha 3) , ela persiste
    e assim será até tua leva à treva ou tua vida pela morte dela.
    Mas ao caminhar pelo gume afiado, ela te protege ainda.
    Tema por sua loucura, mas lembre-se quem ela é.

    Como tal evento existiria sem o outrora sábio-rei,
    senhor e justiceiro de sua terra e ama, abandonando tudo
    pela vingança e um basta; não mais Oerth gemeria.
    Exilado de sua cabala, planejou por anos a grande queda
    guiado pelo louco, ajudado pelo mais antigo aliado
    nas sombras arcanas e pela prisão da disforme consorte
    caída e cega na obra de seu amado, fez então o audaz ato!
    Trema, pois sua hora chegará, e a tarefa inacabada findará!
    Se não fosse pela couraça que a revestia, inabalável,
    se não fosse pela descoberta precoce da suposta vítima,
    se não fosse pelo abandono de seus conspiradores,
    se não fosse pela derrocada de seu reino secreto,
    não haveria tamanha luta celeste ou ira abissal.
    Tudo que resta ao torturado é dor alojada e distante,
    pois vive enquanto sua ignorância remanesce intocada
    ainda que será desalojada pelas mãos gêmeas da ganância
    e a preciosa lembrança usurpada pelo mais perigoso oponente,
    enquanto o cativo é liberto por sua herança.

    E no centro da teia jaz o odiado caçado e flagelador(linha 39)
    que templos profanados tombou e soergueu em seu poder(linha 40)
    e agora sente em carne e espírito a força de seu lema e credo(linha 40)
    enquanto busca desesperado e manda seus olhos e punhos(linha 41)
    cegos pela pouca ajuda bendita, mutilados pela abundante vilania.(linha 42)
    Seguro com seu prêmio excluído de aliados, o déspota de novo encara(linha 43)
    e a caça prossegue com nova presa, segura no mais blasfemo covil.(linha 44)
    E com uma legião de escravos varrerá o continente por tua causa e morte(linha 45)
    até que se cumpra sua vitória e tua morte ou perdição e esquecimento(linha 46)
    Receba a paga, maldito, pois foi decretada por mortais(linha 47)
    e os deuses que tanto riste agora gargalham por tua elegia.(linha 48)
    Ainda que o destino duvide, a iminência mordaz lhe espreita(linha 49)
    atada por aliados divididos, instigada pelas vítimas oprimidas.(linha 50)

    Não te esqueça dos lugares ermos e sombrios,
    pois neles jaz tua segurança e salvação.
    Mesmo quando for tão perto do inimigo
    Mesmo quando rodeado pela danação.

    Não te esqueça da benção aqui recebida
    pois será teu refúgio quando chegar o desespero
    e na mais cruel das guerras encontrará teu maior desejo
    lutando contra os doze dedos que cerram sobre teu destino
    antes que o filho blasfemo o devore por inteiro.

    Não estranhe o eco da incerteza de teu passado,
    mesmo quando águas tão cristalinas banhem teu semblante,
    mesmo após contemplar o ícone do silêncio e a balança pender,
    pois a terra o aguarda para então e só então a última sorte ser declarada.
    Peregrinará para a tapeçaria do nada e sempre, retornando em desgosto
    pela aliança assim forçada, ao encontro de teu maior inimigo e aliado.

    Chegará a hora em que teu mundo hesitará assombrado,(linha 7)
    pelo destino de tal fardo em pendência,(linha 9)
    pela libertação do alvo filho frio enegrecido,(linha 12)
    pela ascensão repentina do credo penitente,(linha 11)
    pela troca de pele da serpente agora revelada(linha 10)
    pela batalha contra a traidora e o desnudo,(linha 8)
    dos filhos resolutos e seu combate divino.
    E das ruínas resistentes emergirá uma nova sombra,
    espelho da antiga ordem, reflexo da nova chaga:
    anarquia da total vitória ou tirania renovada da derrota.

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  2. mário, coloque também aquelas anotações que o roberto disse ter feito sobre as possíveis referências aos deuses...

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  3. Anotações do Roberto:

    Inverno -> Vatun, divindade poderosa do norte, supostamente aprisionada, frio, inverno, bestas árticas.

    Terra Distante -> Beory

    Razão Sapiente -> Rao

    Olho Onisciente -> Boccob

    Tecelã Indiferente -> Istus (o destino como teia)

    Foice -> Nerull

    Suplicante ->

    Deus que perdeu a chance -> St. Cuthbert

    Líder louco -> Zagyg

    Artífice Indiferente -> Keoghton

    Maestria sem causa -> Kellanen

    Portas Destravada -> Dalt

    Fúria e Paixão -> Hextor e Heironeous

    Três mães -> Três pátrias

    Hextor nemesis de Heironeous

    Ordenar por rimas?

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  4. eu acho q todos!! os players como foi dito pelo mariola na ultima sessão, devem ler e se preparar para discutir algo sobre a profecia, pq o grupo está sem rumo e agente tem q pensar no q fazer o mais rapido possivel!! e a unica coisa q agente tem pra se basear nos fatos e arumar algo pra fazer é a profecia.

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